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terça-feira, 20 de julho de 2010 | 11:25 - Por Zannin

Este que você lê, é o post número 100 desse espaço que permite falar um pouquinho do que nos move, um pouquinho de quem somos e um pouquinho do que a música representa para nós. Obrigado pelas visitas, comentários, tuites e apoio. É só o começo. :-) Vamos ao post:


Um final de semana cinza e a nossa querida amiga internet faz com que assistir um filme e pirar em sua trilha seja algo fácil e totalmente transformador para a história daquela noite.

Ben Stiller é Greenberg, um judeu nova-iorquino, que acaba de se recuperar de um colapso nervoso e para mudar de ares, topa ir para Los Angeles cuidar da casa e do cachorro de seu irmão. Para qualquer eventualidade ele conta com a ajuda de Florence, assistente de seu irmão, que conhece o funcionamento da casa e fica a disposição e tal. Bom. Fácil pensar o que vai acontecer ao ler essa sinopse. E sim. Acontece.

A questão é que Ben Stiller surpreende, e confirma que todo bom comediante tira de letra papéis complexos e dramáticos. Neste, ele está magro, perturbado, beberrão e instável – e carrega com sutileza traços de um nova iorquino desacostumado com a California, e chega a lembrar Woody Allen em algumas brincadeiras com o judaismo.

O papel da Florence na história é fundamental. E talvez seja esse o link que tive com o filme. Uma história que tem tudo para acontecer, mas é extremamente complicada porque um dos dois está completamente fora do eixo. Obviamente não vou contar se a complicação se resolve ou não. Assista o filme.

E calma, não desista desse post. Vou falar de música. No filme, Greenberg é um cara que gosta de música e que no passado teve uma banda. Em Los Angeles, boa parte de seu processo de auto-conhecimento é reecontrar seus ex-companheiros e discutir seu passado.

Por isso mesmo o filme traz algumas inteligentes músicas em momentos muito específicos, como na sequencia de abertura que é inteira ambientada com Jet Airliner da Steve Miller Band e em todo o resto da trilha que foi encomendada ao James Murphy do LCD Soundsystem.

Cheia de barulhinhos, incriveis climas e um pouquinho de melancolia – que traduz a solidão do personagem – as músicas de James Murphy fazem do filme algo maior. É lindamente casado com a estética e com a fotografia.

O filme todo foi uma puta surpresa. A trilha, nem se fala. Vamos aos sons. Em primeiro, temos Please Don’t Follow Me do James Murphy, que foi a que mais me chamou atenção em toda a trilha. E depois, o trailer do filme.

 
 
 
 
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