Aqui no meio dessa tarde quente em SP, pula o ichat aqui da agência com um link que o Peèle mandou.
É um relato simples de um veterano da 2a Guerra Mundial. Aos 90 anos ele conta com detalhes os acontecimentos de uma certa noite, 2 semanas depois do Dia D, quando entrincheirado e na mesma situação que seu inimigo alemão, resolveu tocar uma música para ele.
Na cabeça do coronel Jack Leroy Tuner, o cara não era inimigo. Ele só estava com medo e sozinho como ele, e então ele resolveu tocar uma ‘love song’ pro cara.
Na manhã seguinte, no meio de alguns prisioneiros alemães que estavam sendo transferidos para a Inglaterra, um deles insistia em perguntar quem foi o responsável por tocar aquela música na madrugada anterior.
Emocionado o cara apertou a mão do inimigo e disse que não conseguia apertar mais o gatilho. Aquela música o fez lembrar de seu pai, mãe, irmãos, irmãs e noiva, lá na alemanha.
“He was no enemy, he was just scared and lonely like me”.
The power of music.
Antes de começar, queria dedicar esse texto pro grande amigo e irmão Fred Heimbeck, e agradecer aos meus outros 3 irmãos Zannin, LG e Piccinini pela companhia no show e pelos posts irretocáveis.
Depois desses 3 posts fodásticos, fica difÃcil achar algum elogio, alguma sensação, alguma emoção que ainda não tenha sido descrita, ainda mais por pessoas como as que já escreveram: todos apaixonados pelo filme e pelas canções, como eu. Todos nós estávamos reunidos naquela mesa pelo mesmo motivo: a identificação absurda e a paixão incontrolável por cada nota composta por Glen e Marketa para as músicas desse nosso – como bem disse o Zannin – filme de cabeceira.
Glen e Marketa são os mesmos do filme. Sem estrelismos, sem posturas de showbizz, sem frescuras. Estavam tocando como se estivessem na sala de casa. Só faltou eles oferecerem uma cerveja e um pratinho de queijos.
Lindo show. Um espetáculo de performance e, principalmente, de humanidade. Confira Falling Slowly no registro abaixo (feito pela minha querida Dani Mochida, namorada e companheira de todas as horas, todas as músicas e melhores momentos da minha vida). Uma aula de paixão pela vida e amor pelo que se faz.
Lá pelos idos de 1971, David Bowie ainda não era o camaleão do rock como o conhecemos hoje. Mas já tinha feito o primeiro disco de uma safra que virou clássica e já era respeitado como uma das grandes revelações do pop/rock britânico.
Ele já tinha feito The Man Who Sold The World e já tinha feito Space Oddity. Duas poderosas composições que, por si só, já lhe valeriam adoração eterna pela maioria de seus fãs. O próximo passo de Bowie, naquele ano, viria a se tornar o álbum Hunky Dory: um dos melhores discos de rock dos anos 70 e, pra mim, o melhor de sua carreira.
Relembre a maravilhosa Life On Mars e seu arranjo soberbamente estupendo. É uma música que pode aparecer no meu fone trezentas vezes por dia. Vou me emocionar em todas.
Eu já falei da Regina Spektor aqui.
Desde que ouvi essa menina russa esquisita pela primeira vez, eu fiquei abismado com o seu talento e sua criatividade. Ela gosta de ir por caminhos que a gente não espera. E eu adoro isso.
Agora, ela supreende mais uma vez mostrando-se ao mundo como uma fã confessa de Radiohead, e dando de presente uma releitura de “No Surprises†que chega a ser tão ou mais emocionante que a versão original.
Dessa vez não vai ter jeito. Regina captou com a maturidade e a sensibilidade de um gênio toda a essência da música, e a traduziu com emoção e elegância.
De chorar. Mesmo. Repare na delicadeza do piano, na tristeza do violoncelo, na emoção das cordas e na progressão que faz a música explodir calma e melancolicamente quando chega ao seu final.
Regina, obrigado por nos emocionar.
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Rodrigo Zannin
Escuta discos inteiros e na ordem, mesmo sem tempo pra ouvir tudo o que quer. Nerd que canta, escreve, aprende a tocar guitarra e faz belos 'leiautes'.
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