Posts com a Tag ‘Emocionante’

 
quinta-feira, 02 de setembro de 2010 | 16:18 - Por Zannin

Aqui no meio dessa tarde quente em SP, pula o ichat aqui da agência com um link que o Peèle mandou.

É um relato simples de um veterano da 2a Guerra Mundial. Aos 90 anos ele conta com detalhes os acontecimentos de uma certa noite, 2 semanas depois do Dia D, quando entrincheirado e na mesma situação que seu inimigo alemão, resolveu tocar uma música para ele.

Na cabeça do coronel Jack Leroy Tuner, o cara não era inimigo. Ele só estava com medo e sozinho como ele, e então ele resolveu tocar uma ‘love song’ pro cara.

Na manhã seguinte, no meio de alguns prisioneiros alemães que estavam sendo transferidos para a Inglaterra, um deles insistia em perguntar quem foi o responsável por tocar aquela música na madrugada anterior.

Emocionado o cara apertou a mão do inimigo e disse que não conseguia apertar mais o gatilho. Aquela música o fez lembrar de seu pai, mãe, irmãos, irmãs e noiva, lá na alemanha.

“He was no enemy, he was just scared and lonely like me”.
The power of music.

Emocionante. Assista:

 
 
segunda-feira, 30 de agosto de 2010 | 15:03 - Por Cotta

Antes de começar, queria dedicar esse texto pro grande amigo e irmão Fred Heimbeck, e agradecer aos meus outros 3 irmãos Zannin, LG e Piccinini pela companhia no show e pelos posts irretocáveis.

Depois desses 3 posts fodásticos, fica difícil achar algum elogio, alguma sensação, alguma emoção que ainda não tenha sido descrita, ainda mais por pessoas como as que já escreveram: todos apaixonados pelo filme e pelas canções, como eu. Todos nós estávamos reunidos naquela mesa pelo mesmo motivo: a identificação absurda e a paixão incontrolável por cada nota composta por Glen e Marketa para as músicas desse nosso – como bem disse o Zannin – filme de cabeceira.

Sobre o show: as expectativas foram mesmo superadas. Desde a abertura inesperada – e unplugged de verdade! – com a poderosa Say It To Me Now até o ápice final com Falling Slowly, os caras mostraram a mesma humildade, o mesmo talento, a mesma paixão em tocar que se vê no filme. E isso foi uma das coisas mais legais do show. Por vezes, parecia que você estava lá participando do momento deles, você não era simplesmente um público vendo uma banda. Era mais uma cena do filme, mais um episódio da vida deles que eles – acaloradamente – convidavam você para fazer parte.

Glen e Marketa são os mesmos do filme. Sem estrelismos, sem posturas de showbizz, sem frescuras. Estavam tocando como se estivessem na sala de casa. Só faltou eles oferecerem uma cerveja e um pratinho de queijos.

Glen é um show à parte. Feliz da vida, empolgado, excitado com o que faz, elétrico, o cara parece uma criança na distribuição de presentes de natal. Muito, muito, muito contagiante a performance dele. Você sai do show cansado de ver ele gastando tanta energia. Fenomenal, mesmo. Só depois de ve-lo ao vivo é que você realmente entende porque o violao fica naquele estado de destruição. É tudo fruto de um amor e um tesão infinitos pela arte de tocar violao. E Glen a executa com uma entrega que dá gosto de ver.

Marketa é mais contida, e tudo o que Glen tem de elétrico, ela tem de precisa. Cada nota do piano sai calculadamente, com a dinâmica e a duração perfeitas, incontestáveis. E a mesma precisão se reflete em seus backing vocals. É uma musicista erudita até no jeito de se portar.

Entre uma música e outra, comentários engraçados, histórias da banda, falas em português perfeito e até um samba improvisado na hora em “homenagem†aos motoboys de São Paulo, rs. Os caras são bons de verdade.

O show deles é mais legal do que outros shows justamente porque parece que você é um amigo de longa data dos dois. Você viu o filme, você conhece a história, você sente uma intimidade que não existe em outras relações ídolo-fã. Até porque eles são tão próximos que é dificil classifica-los de ídolos. Eles são, sim, dois seres humanos como nós, que sentem e que sofrem e que amam e que se entregam aos sonhos como qualquer um de nós faz – ou tenta fazer.

Lindo show. Um espetáculo de performance e, principalmente, de humanidade. Confira Falling Slowly no registro abaixo (feito pela minha querida Dani Mochida, namorada e companheira de todas as horas, todas as músicas e melhores momentos da minha vida). Uma aula de paixão pela vida e amor pelo que se faz.

Obrigado, Glen e Marketa.

Agora vocês já sabem o caminho. É só aparecer.
(Não é isso que a gente sempre diz pros amigos mais próximos?)

: )

 
 
segunda-feira, 19 de julho de 2010 | 10:41 - Por Cotta

Qual não foi minha surpresa ao descobrir que a trilha sonora do The Social Network, o filme sobre o Facebook, tem essa versão absurdamente acachapante de Creep, do Radiohead? E qual não foi minha surpresa maior ao descobrir que essa banda é belga e é formada por meninas que cantam angelicalmente? E qual não foi minha surpresa ao descobrir que elas têm vários discos e estão juntas há mais de 10 anos?

Eu não sei nada mesmo. Elas sabem. Chora aí:

 
 
quarta-feira, 05 de maio de 2010 | 16:36 - Por Cotta


Lá pelos idos de 1971, David Bowie ainda não era o camaleão do rock como o conhecemos hoje. Mas já tinha feito o primeiro disco de uma safra que virou clássica e já era respeitado como uma das grandes revelações do pop/rock britânico.

Ele já tinha feito The Man Who Sold The World e já tinha feito Space Oddity. Duas poderosas composições que, por si só, já lhe valeriam adoração eterna pela maioria de seus fãs. O próximo passo de Bowie, naquele ano, viria a se tornar o álbum Hunky Dory: um dos melhores discos de rock dos anos 70 e, pra mim, o melhor de sua carreira.

Em um mesmo disco, o cara teve a pachorra de lançar Life On Mars, Changes e Oh You Pretty Things. É muita covardia. E isso só pra citar algumas. O disco é inteiro focado, é conceitual, é experimental sem ser bizarro, é inovador em termos de melodia e timbragem dos instrumentos, é hipnotizante em termos de arranjos e é emocionante em termos de tudo junto.

Bowie começava a ousar um pouco mais a cada single que escrevia, e Hunky Dory é o disco que consagrava esta ousadia e transformava qualquer estranheza em estilo. É um dos mutos momentos mágicos na carreira deste explosivo inventor, que ainda viria a se tornar um dos grandes visionários da nossa cultura.

Falando assim, parece até que eu sou o maior fã de David Bowie que existe na Terra. Não sou, e estou até meio longe disso. Mas quando um cara consegue fazer o que ele fez – e continua fazendo – a gente tem que baixar a cabeça e respeitar.

E qualquer ser humano que compusesse Life On Mars já mereceria meu respeito. Coincidentemente, foi o Bowie. E é por essas e por outras que o chamam de gênio.

Relembre a maravilhosa Life On Mars e seu arranjo soberbamente estupendo. É uma música que pode aparecer no meu fone trezentas vezes por dia. Vou me emocionar em todas.

 
 
terça-feira, 27 de abril de 2010 | 14:24 - Por Cotta

Eu já falei da Regina Spektor aqui.
Desde que ouvi essa menina russa esquisita pela primeira vez, eu fiquei abismado com o seu talento e sua criatividade. Ela gosta de ir por caminhos que a gente não espera. E eu adoro isso.

Agora, ela supreende mais uma vez mostrando-se ao mundo como uma fã confessa de Radiohead, e dando de presente uma releitura de “No Surprises†que chega a ser tão ou mais emocionante que a versão original.

Thom Yorke deve estar morrendo de orgulho. Eu estaria, se alguém fizesse uma versão dessas para uma música minha.

Antes de ouvir, pegue uma caixa de lenços. Você vai precisar. E prepare-se para deixar a faixa em loop o resto do dia.

É de arrepiar até o último fio de cabelo. O piano sempre imponente e erudito de Regina está timbrado com a finalidade de rasgar sua alma e trazer abaixo todo e qualquer resquício de resistência que você possa ter no que diz respeito a lacrimejar os olhos.

Dessa vez não vai ter jeito. Regina captou com a maturidade e a sensibilidade de um gênio toda a essência da música, e a traduziu com emoção e elegância.

De chorar. Mesmo. Repare na delicadeza do piano, na tristeza do violoncelo, na emoção das cordas e na progressão que faz a música explodir calma e melancolicamente quando chega ao seu final.

Regina, obrigado por nos emocionar.

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Confira aqui.

 
 
 
 
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