Arquivo da Categoria ‘Southern’

 
terça-feira, 27 de julho de 2010 | 16:55 - Por Zannin


Sim você não está com os olhos embaçados. Ao lado você realmente vê a capa de um disco de música Country. E sim. Vou falar de Country, até porque é impossível negar a influencia que o estilo tem no southern rock e no blues e em tanta coisa que eu escuto.

A receita da música country é a mesma a trocentos anos, o que não mostra falta de curiosidade. Mostra tradição e principalmente uma cena forte que todo ano vende muitos shows e muitos discos por aí. O que para muitos é farofa, chapéu e rodeio, para muitos outros, é um estilo de vida. E por isso mesmo que me coloco a falar disso e também indicar sons. Quando um artista se destaca nesse universo tão concorrido deve ser porque é realmente bom né.

Esse é o caso de Gretchen Wilson. Eu não vou nem entrar muito em características “resenhisticas” por aqui. A mulher canta um bocado, já foi indicada a mais do que uma mão de grammys e All Jacked Up, seu segundo disco, ainda me surpreende quando aparece no iTunes.

O timbre e a potência da voz dela são impressionantes. A banda é impecável. As letras são sempre histórias, seja de relacionamentos, coisas pessoais ou simplesmente falando de festas e diversão. O gênero é isso. E é legal pra cacete.

Largue o preconceito. Escute bem os vocais, guitarras e principalmente os violinos. Pense no som também se eles não tivessem lá. Abra a cabeça e escute a música e não a imagem que você tem na cabeça. (Se bem que eu adoro o imaginário todo).

Enfim, recomendo o disco todo, principalmente as One Bud Wiser, Rebel Child, Raining On Me, e claro, a música que abre o disco e te derruba nos primeiros 10 segundos, All Jacked Up:

E também essa versão soltona de Skoal Ring:

 
 
segunda-feira, 21 de junho de 2010 | 16:12 - Por Zannin


Já falei um pouco aqui sobre Susan Tedeschi em outras ocasiões. Naquele post dos 12 discos em 3 dias e também no post sobre o marido dela o fantástico Derek Trucks. Mas a mulher merece muito mais destaques do que as meras menções anteriores.

Back To The River, seu último álbum lançado, em 2008 – e o primeiro que escutei dela – é uma agradável surpresa desde o primeiro segundo de Talking About – música que abre o disco. Antes de descorrer sobre o que cada uma das belas canções faz pela gente, sou obrigado a contar sobre como conheci a moça.

Naquele post sobre o Derek Trucks, contei sobre a sempre empolgante experiência de abrir um cd novo e degustar cada uma das sensações que ele proporciona. Desde o rasgar do plastiquinho, o cheiro do papel do encarte e o excitante silêncio que precede o inicio do disco. No meio daquela incrível descoberta, a voz dessa mulher me pegou no susto. Além da voz, sua fotinho no encarte só me chamou mais a atenção – já que a predileção por ruivas é algo mais forte do que eu.

Passada a catarse do Already Free, fui atrás dos trabalhos dela, e coloquei as mãos em Back to the River (2008) e Hope And Desire (2005). Uma rápida busca no youtube e tudo passa a fazer sentido. Bela, guitarrista e dona de uma voz forte, potente, cheia de soul e que remete a uma Janis Joplin (com pouco whiskey ao invés de drogas pesadas). Líder de uma banda de southern rock, cheia de influências de blues, soul e gospel. Um delicioso cardápio para aqueles gostam de alimentar o coração com boa música.

A fantástica banda que a acompanha é formada por mais uma guitarra, baixo, bateria, hammond e sax tenor. No disco, as participações de Derek são quase que constantes e elevam a qualidade da jornada.

Destacar é dificil. Eu gosto de discos inteiros, lembram? Albuns bons são aqueles que você coloca, deixa rolando e quando percebe parou tudo o que está fazendo porque ficou fixado em um detalhe, uma quebra, uma paradinha ou uma melodia que de tão linda te jogou pro fundo de si mesmo. Conheço os 2 discos que citei acima, mas continuo nas buscas pelos outros.

No youtube tem bastante coisa dela ao vivo, mas não achei muita coisa de estúdio – uma pena porque gosto da referência.

Fique com Talking About e True:

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E no Youtube: Soul of a Man e Talking About. Se você deixa a música mexer com a sua cabeça, pode ir pros torrents mais próximos ou pro amazon. Não vão se arrepender.

 
 
quinta-feira, 27 de maio de 2010 | 19:31 - Por Palmito

Nome de banda é tão parte da banda quanto o timbre do baixo ou a distorção da guitarra. O nome tem que te convidar a conhecer a banda, te dar uma idéia do som mas sem entregar o jogo por completo.

Black Stone Cherry é um nome no mínimo intrigante, né? Te faz pensar: que tipo de som faz uma banda com um nome desses?!

Então só tem um jeito: ouvir o som pra tentar entender. Garanto que resolve.

Se eu citar as influências e referências você vai pensar que é mais uma bandinha de rock como tantas outras que surgem e somem todo dia. Então bora pro disco que é o que interessa. E já aviso é daqueles em que você dá play na primeira e quando percebe já está na última música e querendo ouvir mais. A sequência de abertura do disco é de tirar o folego.

Prepare-se, pegue um bom bourbon, dê um trago, repire fundo e aperte o play.

Rain Wizard abre o disco com o pé na porta. Batera moendo, crunch nas guitarras, um grito absurdo do vocal e já emenda num riff grudento, você vai notar que riff southern pesado é o que não falta no disco. E já na primiera musica aparece também outra caracteristica que eleva a qualidade da banda, eles são ótimos contadores de história. Rain Wizard fala da lenda, lá da região do Kentucky de onde eles vêm, de um homem que sabe fazer chover. Se na primeira veio o pé agora é soco na cara mesmo! Backwoods Gold tem um dos melhores riffs de intro do disco, pura porrada e quando chegar no refrão tenha certeza que você vai estar gritando junto!

Lonely Train, a minha preferida do disco, tem a intro mais `gorda` e mais pesada do disco, vai crescendo devagar até que vêm uma bela pancada e te deixa atordoado. Entra o verso e uma das melhores levadas rock/heavy/southern que eu já ouvi, a pegada southern fica estampada no groove da cavalgada das guitarras. Impossível você não berrar a plenos pulmões junto com o vocal.

Maybe Someday é a quarta musica do disco e depois de três pancadas você já fica esperando aquela baladinha ou a popzinha do disco mas lá vem mais porrada e mais riff matador. O refrão é uma versão country de Hellacopters com vocal gordão, é avassalador! Hell and High Water e Tired of the Rain são as baladas do disco no melhor estilo southern, pro bar todo cantar junto e com o copo cheio de preferência (ou vazio, depende do ponto de vista).

O album conta ainda com uma versão de Shape of Things, originalmente dos Yardbirds, claramente influênciada pela versão gravada por Black Crowes & Jimmy Page pra essa mesma música.

A produção do disco é impecável, muito competente e até surpreendente para um disco de estréia. A banda, que vêm de uma cidadezinha do inteiror dos US com 1,5 mil habitantes  e é formada por 4 moleques nos seus vinte e poucos anos, deixa claro que sabe o que esta fazendo.

É rock´n roll, simples e direto, sem firulas.

Acho que deu pra perceber que o disco é repleto de petardos. Os guitarristas, Ben Wells e Chris Robertson, demostram muita criatividade pra criar riffs gordos, pesados e quentes. Na cozinha da banda, John Fred Young parece marretar os tambores da batera pra acompanhar o baixo estúpidamente grave de Jon Lawhon. Nos vocais, Chris, canta como se tivesse anos de estrada pra calejar as cordas vocais, o timbre rasgadão dá vida às melodias grudentas e os refrões marcantes. É um Lynyrd Skynyrd com o pé atolado no acelerador, a metade dos integrantes e o dobro de overdrive.

Sinta a pegada da banda em Lonely Train.

 
 
 
 
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