Enquanto meu amigo Zannin conduz a pexeira pela mata das novidades e vai trazendo as referências do mais moderno aqui neste humilde espaço, eu hoje vou recorrer a uma pérola das antigas para mostrar que música nova se faz de música velha.
No bom sentido, é claro. O legal de bandas e artistas novos é justamente o que eles trazem no gosto musical e o que eles usam do antigo para temperar seu som novo e, assim, mostrar ao mundo do que eles são feitos.
E hoje eu vou falar um pouco sobre o meu disco preferido do The Who, o Who’s Next. Ele é tão sensacional e sempre se manteve tão atual que não seria exagero nenhum ele ser comparado a qualquer lançamento de hoje em dia, dado o frescor de suas idéias que permanence intacto mesmo 40 anos depois de lançado.
Pra mostrar como ele é atual, é só lembrar da versão de Behind Blue Eyes que a Limp Bizkit fez há alguns anos. OK, eu não sou o maior fã da versão, mas ela mostra que o Who é fonte de inspiração para músicos jovens de qualquer geração. Claro que isso não espanta a ninguém, afinal, uma banda que tem Pete Townshend e Keith Moon na sua formação clássica não podeira ter influenciado menos, mesmo, do que milhares de jovens mundo afora.
E se você acha que o legal do The Who era só a porralouquice do Keith Moon na hora de quebrar a bateria ou a do Pete Townshend na hora de esmigalhar a guitarra no palco, pegue o Who’s Next e relembre alguns dos motivos pelos quais esta banda é até hoje uma das mais importantes do cenário clássico do rock.
O Who’s Next mostrou pela primeira vez uma banda mais preocupada com detalhes em arranjos, e isso se deve à fissura de Townshend, na época, pelo aparecimento – e uso fortalecimento – dos sintetizadores. Não que isso signifique que o disco é um desfile de tapetes sonoros com timbres datados. Não, de jeito nenhum. Pelo contrário, os teclados aqui foram usados com sabedoria, e aparecem no disco inteiro como um ingrediente que completa a canção com aquele toque especial que faltava. E nunca como um intruso, um enxerido que só quer aparecer ofuscando o resto da banda (mal do qual padeciam quase todas as outras bandas dessa época).
E então, com esse refinamento em mente e com a criatividade a todo vapor, o The Who foi capaz de construir músicas do caliber de Baba O’ Riley, a já citada Behind Blue Eyes (cujos maneirismos vocais são praticamente uma declaracão de amor aos Beatles), We Won’t Get Fooled Again e The Song Is Over (uma “personal favourite”).
Daltrey estava em sua melhor forma, e aqui é possível sentir um grupo tocando em função do grupo, e não músicos tocando só para si próprios. É um espírito que todas as bandas deviam ter, em qualquer época, do tipo “Porra, olha o que a gente está fazendo!!!”, esbanjando orgulho e vontade de fazer algo realmente significante. E, mais do que só tendo vontade, realmente fazendo.
Ao mesmo tempo em que o disco é sutil, ele é poderoso e enérgico. É cheio de raiva e de paixão, é carregado com os mais extremos sentimentos, e ironicamente é um dos discos mais coesos de toda a história da banda.
Se você conhece, recomendo ouvir de novo. Se você ainda não conhece, recomendo ouvir agora. Tenho certeza que não vou precisar recomendar mais de uma vez, ele vai entrar pra sua discoteca básica assim como os mais novos, visionários e revolucionários discos que porventura possam ser feitos hoje.
O Who’s Next era tudo isso em 1971. E vai ser pra sempre.
Sim você não está com os olhos embaçados. Ao lado você realmente vê a capa de um disco de música Country. E sim. Vou falar de Country, até porque é impossível negar a influencia que o estilo tem no southern rock e no blues e em tanta coisa que eu escuto.
A receita da música country é a mesma a trocentos anos, o que não mostra falta de curiosidade. Mostra tradição e principalmente uma cena forte que todo ano vende muitos shows e muitos discos por aí. O que para muitos é farofa, chapéu e rodeio, para muitos outros, é um estilo de vida. E por isso mesmo que me coloco a falar disso e também indicar sons. Quando um artista se destaca nesse universo tão concorrido deve ser porque é realmente bom né.
Esse é o caso de Gretchen Wilson. Eu não vou nem entrar muito em características “resenhisticas” por aqui. A mulher canta um bocado, já foi indicada a mais do que uma mão de grammys e All Jacked Up, seu segundo disco, ainda me surpreende quando aparece no iTunes.
O timbre e a potência da voz dela são impressionantes. A banda é impecável. As letras são sempre histórias, seja de relacionamentos, coisas pessoais ou simplesmente falando de festas e diversão. O gênero é isso. E é legal pra cacete.
Largue o preconceito. Escute bem os vocais, guitarras e principalmente os violinos. Pense no som também se eles não tivessem lá. Abra a cabeça e escute a música e não a imagem que você tem na cabeça. (Se bem que eu adoro o imaginário todo).
Enfim, recomendo o disco todo, principalmente as One Bud Wiser, Rebel Child, Raining On Me, e claro, a música que abre o disco e te derruba nos primeiros 10 segundos, All Jacked Up:
Em 1954, Bill Halley e seus Cometas gravaram “Rock Around The Clock” e registraram o primeiro rock n roll da história, dando início a um movimento que se tornaria um dos mais fortes da humanidade até hoje.
Parabéns, Bill Halley, Little Richard, Chuck Berry, Jerry Lee Lewis, Elvis Presley, Buddy Holly, Fats Domino, The Platters, Johnny Cash, The Beatles, Rolling Stones, The Who, Beach Boys, Moody Blues, Jefferson Airplane, Bob Dylan, Creedence Clearwater Revival, The Byrds, The Animals, The Doors, Led Zeppelin, Pink Floyd, Frank Zappa, Fleetwood Mac, The Kinks, The Mamas & The Papas, Mothers Of Invention, Simon & Garfunkel, Cream, Yardbirds, Blind Faith, Buffalo Springfield, Velvet Underground, Lou Reed, Jimi Hendrix, Aretha Franklin, Janis Joplin, Jim Morrison, Joe Cocker, Blue Cheer, MC5, Uriah Heep, Iron Butterfly, Small Faces, Nick Drake, Sly & The Family Stone, Jethro Tull, Jeff Beck, Fairport Convention, King Crimson, Stooges, Crosby Stills Nash, Peter Paul Mary, Derek & The Dominos, Yes, Emerson Lake & Palmer, Alan Parsons, Soft Machine, Van Der Graaf Generator, Aerosmith, ZZ Top, Bee Gees, Carole King, Joni Mitchel, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison, Ringo Starr, Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts, Ron Wood, Allman Brothers, Rod Stewart, David Bowie, T Rex, Neil Young, Steely Dan, Stevie Wonder, Eagles, Alice Cooper, Roxy Music, Bryan Ferry, Genesis, Rick Wakeman, Mott The Hopple, Wings, Brian Eno, Supertramp, Queen, Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor, John Deacon, Bruce Springsteen, Kiss, Black Sabbath, Deep Purple, Ramones, Tom Petty, Peter Frampton, Peter Gabriel, Elvis Costello, Iggy Pop, Sex Pistols, The Clash, Thin Lizzy, Van Halen, AC/DC, Devo, Joy Division, Cheap Trick, Dead Kennedys, Echo & The Bunnymen, The Cure, Judas Priest, Talking Heads, Killing Joke, Motorhead, Red Hot Chilli Peppers, Bauhaus, Iron Maiden, Rush, REM, The The, U2, Dire Straits, The Police, The Smiths, Metallica, Beastie Boys, Sonic Youth, Megadeth, Slayer, Joe Satriani, Steve Vai, Yngwe Malmsteen, Depeche Mode, Sisters Of Mercy, Jesus & Mary Chain, Living Colour, Mudhoney, Faith No More, Public Enemy, Lenny Kravitz, Black Crowes, Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden, Screaming Trees, Alice In Chains, Pantera, Rage Against The Machine, Smashing Pumpkins, Blur, Travis, Manic Street Preachers, Stone Roses, The Verve, OffSpring, SmashMouth, Green Day, Foo Fighters, Garbage, Radiohead, System Of a Down, Incubus, Stereophonics, Coldplay, Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs, Kings Of Leon, Jet, Franz Ferdinand, The Killers, White Stripes, Raconteurs, Codeine Velvet Club, The Libertines, Them Crooked Vultures…
Este é um blog sobre música certo? Muito bem Flipper. Então eu posso falar sobre um filme, seu diretor e sua trilha sonora? Não? Ei! Flipper! Eu escrevo o que eu quiser aqui, e lá no final não vai ter um video do youtube com uma música para você escutar e sim um TRAILER para você assistir.
Bom. Voltando a vaca fria. Quando não tenho mais absolutamente nenhuma série esperando no HD e nenhum filme guardado aqui, eu recorro à última instância: iTunes Store. Tenho uma conta gringa e blá blá blá então posso alugar filmes. – Mas você está louco? Porque não baixa?? – Então. Quando você quer assistir rápido nenhum download supera a velocidade da iTunes Store – e o modelo de aluguel de download funciona bem, em HD e sai mais barato que a blockbuster.
Enfim. Aluguei Pirate Radio (2009). Um desses filmes que ninguém nem ouviu falar por aqui e provavelmente foram direto pra locadora. A história, se você é lentinho (a) e não percebeu é sobre uma rádio pirata. O legal é que é uma rádio pirata, nos anos 60, que funciona a bordo de um navio – que vira meio que uma república de DJs ingleses fumando e bebendo o tempo todo. O filme é recheado de inconsistências históricas. Mas não importa. É mais um desses filmes *de música que eu adoro e que provavelmente você vai adorar. (* Não usei ‘musicais’ pra não confundir).
Escrito e dirigido por Richard Curtis – diretor de filmes como Notting Hill, Bridget Jones, Love Actually, Quatro Casamentos e um Funeral, The Girl in the Café entre vários outros que tem a música como um dos personagens. Cada DJ é um desses “ingleses de filmes ingleses” que são atores incríveis mas ninguém sabe o nome dos coitados, e pra piorar ainda mais a comparação o DJ ‘conhecido’ do elenco é Philip Seymour Hoffman.
A trilha e o filme são uma viagem. É um desses filmes ‘feel good’, que traduzem toda o espirito de liberdade dos anos 60. Beach Boys, Rolling Stones, Kinks, Jeff Beck, The Who, Cream, Otis Redding, Supremes… Um disco duplo. Sensacional. Se você é daqueles que devora qualquer coisa escrita pelo Nick Hornby, se assiste Escola de Rock e acha genial, se cita discos e passagens musicais no seu dia a dia como em Alta Fidelidade, se para de trocar o canal ao simples relance de um instrumento musical, se conhece a história do rock e já está empolgado para essa 3a feira, Dia Mundial do Rock, então esse filme vai te divertir.
Abaixo o trailer do filme e também o link do amazon para você poder copiar direitinho as informações e fazer o que bem entender com elas. haja.
A título de curiosidade, vejam só como não te motivar a assistir o mesmo filme.
O trailer americano muda o nome do filme para The Boat That Rocked, e ainda faz uma edição porca que não retrata nem metade do potencial filme. http://www.youtube.com/watch?v=XnQc3lO4JDs
Não consigo evitar em postar mais uma pérola do fantástico Codeine Velvet Club aqui. O disco dos caras (e da mina) é absolutamente viciante e já faz algumas semanas que eu não consigo ouvir – muito – outras coisas. Fiz uma pausa para um show histórico na minha vida (post que publicarei em breve) mas acabei voltando pro Codeine como um dependente químico.
A bola da vez no meu repeat é Vanity Kills, uma pequena pérola pop-retrô que mostra uma banda exalando tesão em tocar e em fazer um som de qualidade. Desde os timbres das guitarras até a própria melodia, e passando por cordas e metais meticulosamente encaixados, a música tem um gosto vintage que gruda no seu cérebro e não sai mais.
Genialmente bem resolvida, a harmonia (e principalmente a ponte pro refrão) são as coisas mais bem feitas dessa musicaça. Vê aí, e aumenta o volume.
Segunda-feira a noite. Já estava aqui dando minha noite por encerrada quando me aparecem os links dos dois vídeos abaixo.
Bom. Pra começar a falar alguma coisa, vou presumir que você sabe o que é Pink Floyd, quem é o David Gilmour e a coisa toda né. Não conhecer a carreira solo do cara já é bem mais aceitável, afinal até a carreira solo do Paul McCartney não é mega conhecida. Mas se não conhece Pink Floyd, nem que seja só aquele disco Pulse que vinha com a luzinha piscando, ou o do ‘muro branco’, saia daqui e vá estudar haha.
Mas quer saber? Foda-se também. O negócio é ver o que aquele puta louco que em 72 já botava cachorro pra latir nas músicas, hoje é este respeitável senhor da foto acima, e que entrega uma fantástica versão de Shine on Your Crazy Diammond, no show do Royal Festival Hall London em 2002.
A primeira parte é só acústica, e todas os trechos delicados do clássico viram marshmallows de tão doces e macios quando tocados no violão. A voz entra diferente. Melodia madura e cuidadosa. Consegue entregar calmo a mesma intensidade de todos aqueles backing vocals do original. É uma surpresa. Por sinal uma corajosa surpresa. Imagine você subir num palco só com um violão na mão e tocar Pink Floyd. É de bambear as pernas.
Na segunda parte da música o coroa é acompanhado por um monte de gente, incluindo a mulherada dos vocais e ainda manda o slide na pegada tradicional do lap steel. É um puta som.
Então chega. Nunca enrolei tanto pra falar que um vídeo é foda. Assiste aí e boa:
O Queens of the Stone Age é uma das minhas Top 10 bandas. Por toda a loucura, todo o excesso, todo o entupimento, distorção, peso, criatividade e principalmente por ser inclassificável e incomparável.
O disco que os tornou conhecidos, pela faixa polêmica e transgressora Feel Good Hit Of The Summer, está completando 10 anos. Já tinha visto algumas notícias por aí, dizendo que a banda tinha planos de lançar uma versão deluxe comemorativa e tal.
Vi hoje no Pitchfork que os planos foram confirmados. Vai rolar um disco duplo, sendo que o segundo será recheado de versões e lados B. Serei obrigado a comprar, até pra que minha coleção continue completa.
Abaixo, você fica com a Feel Good Hit Of The Summer, que reza a lenda ser a história da festança de ano novo de Josh Homme. Ele voltando no carro após 6 dias de estragação começou a relembrar todas as drogas que usou na comemoração. Aí saiu a estúpida e épica música que enumera em repeat as substâncias ilustradas na capa do single: Nicotine, Valuim, Vicodin, Marijuana, Extase, Alcohol e Co-co-co-co-co-co-caine. (clique na capa pra ver os detalhes).
Depois de dias e dias de secura e esquizofrenia climática eis que a terça-feira amanhece úmida e cinza. Em dias como esse tenho a tendência a escutar coisas mais intensas, sejam elas calmas, profundas ou fortes. Talvez pelo efeito da invasão da garoa, a intensidade dos sons precisa também invadir a cabeça e mudar o clima do dia.
De manhã, ao consultar o iPod pra sair de casa, rodei rodei e nada parecia servir. Acabei caindo no Stereophonics. Adoro Stereophonics. No iPod ando com uns 4 discos deles e para facilitar a escolha (ou a deficiencia dela) mandei um shuffle – que me presenteou com Rainbows & Pots of Gold, do discão de 2003, You Gotta Go There To Come Back. Ótima pedida. Uma banda do Reino Unido para um dia londrino em São Paulo.
Voltei. Saí do shuffle e abracei a recomendação. Coloquei o disco do começo, fechei o portão e comecei a caminhar aqui pra agência. O disco começa com uma das minhas favoritas do grupo Help Me (She’s Out Of Her Mind). A distorção da guitarra quase se mistura com a distorção da voz de Kelly Jones – para mim uma das vozes mais legais do rock – e que faz a banda ser destaque, mesmo depois de quase 20 anos de carreira.
Em seguida, veio Maybe Tomorrow, e como moro perto do trabalho, já estava quase na metade do caminho. Essa é mais uma balada. Dei uma aumentadinha no volume e instantaneamente me vi num filme, caminhando pela rua sozinho e com o fone me deixando livre de todo o caos do trânsito matinal do Itaim. Dobrei a esquina já na rua da agência e voltei pra realidade. Madame Helga é mais agitada e o acaso a deixou sincronizada com o inicio da garoa. Apertei o passo e entrei no prédio.
Depois de chegar, ligar o computador e responder alguns emails, abri o iTunes. Estava procurando algum disco para falar aqui hoje. Depois de algumas idéias rapidamente abandonadas, lembrei do que vim escutando. Retomei de onde tinha parado. You Stole My Money Honey, climão para acalmar os ânimos e me isolar um pouco aqui na mesa, evitando a varanda e o cigarro.
Na sequencia Getaway, Climbing The Wall, Jealousy, I’m Alright, Nothing Precious At All, e aquela que inciou todo o processo: Rainbows & Pots of Gold. Um aula de feeling e interpretação. A voz rasgada soa sofrida marcada com flauta e piano. O final de liberdade apoteótica convida para I Miss You Now, lenta e dolorida. Não sei se é autêntico, mas parece. Tudo soa como se Kelly Jones tivesse realmente devastado de saudade.
O disco teoricamente termina com High as the Celling, que soa como a libertação pós coração partido da música anterior. Foda. Só que o disco não acaba não. A última é Since I Told You It’s Over, provavelmente a melhor música dos 18 anos de história da banda.
O final da música, do disco e do post fica marcado então pelos primeiros versos da música, que você vê e escuta abaixo. Bom dia.
“Black and blue from the wind and the rain,
Said I’m sorry for the lies and the pain
I never ever meant to make you cry
If I could take it back, you know I would,
I wanna burn up and die
So take a look at me now
Since I told you it’s over
You got a hole in your heart
I’ll find a four leaf clover
You can’t tell me this now
This far down the line
That you’re never, ever gonna get over me
[...]“
Já falei um pouco aqui sobre Susan Tedeschi em outras ocasiões. Naquele post dos 12 discos em 3 dias e também no post sobre o marido dela o fantástico Derek Trucks. Mas a mulher merece muito mais destaques do que as meras menções anteriores.
Back To The River, seu último álbum lançado, em 2008 – e o primeiro que escutei dela – é uma agradável surpresa desde o primeiro segundo de Talking About – música que abre o disco. Antes de descorrer sobre o que cada uma das belas canções faz pela gente, sou obrigado a contar sobre como conheci a moça.
Naquele post sobre o Derek Trucks, contei sobre a sempre empolgante experiência de abrir um cd novo e degustar cada uma das sensações que ele proporciona. Desde o rasgar do plastiquinho, o cheiro do papel do encarte e o excitante silêncio que precede o inicio do disco. No meio daquela incrível descoberta, a voz dessa mulher me pegou no susto. Além da voz, sua fotinho no encarte só me chamou mais a atenção – já que a predileção por ruivas é algo mais forte do que eu.
Passada a catarse do Already Free, fui atrás dos trabalhos dela, e coloquei as mãos em Back to the River (2008) e Hope And Desire (2005). Uma rápida busca no youtube e tudo passa a fazer sentido. Bela, guitarrista e dona de uma voz forte, potente, cheia de soul e que remete a uma Janis Joplin (com pouco whiskey ao invés de drogas pesadas). Líder de uma banda de southern rock, cheia de influências de blues, soul e gospel. Um delicioso cardápio para aqueles gostam de alimentar o coração com boa música.
A fantástica banda que a acompanha é formada por mais uma guitarra, baixo, bateria, hammond e sax tenor. No disco, as participações de Derek são quase que constantes e elevam a qualidade da jornada.
Destacar é dificil. Eu gosto de discos inteiros, lembram? Albuns bons são aqueles que você coloca, deixa rolando e quando percebe parou tudo o que está fazendo porque ficou fixado em um detalhe, uma quebra, uma paradinha ou uma melodia que de tão linda te jogou pro fundo de si mesmo. Conheço os 2 discos que citei acima, mas continuo nas buscas pelos outros.
No youtube tem bastante coisa dela ao vivo, mas não achei muita coisa de estúdio – uma pena porque gosto da referência.
Fique com Talking About e True:
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E no Youtube: Soul of a Man e Talking About. Se você deixa a música mexer com a sua cabeça, pode ir pros torrents mais próximos ou pro amazon. Não vão se arrepender.
Conheci ontem o disco do projeto paralelo de um dos irmãos Fratelli. A nova banda chama-se Codeine Velvet Club e faz um som roqueiraço e um pouco menos diversão do que os Fratellis fizeram em seus dois primeiros discos.
O som é de primeira. A inconfundível voz de Jon Fratelli e algumas melodias indescritivelmente bem feitas são o que faz você se familiarizar. Destaques para Hollywood (que vc vê aí embaixo), Resté avec Moi (excelente, harmonia genial) e Vanity Kills.
Bom, como só ouvi o disco duas vezes, com certeza ainda vou descobrir muito mais motivos pra voltar aqui e fazer erratas sobre essas recomendações. : )
Vai fundo. Mergulhe no Codeine Velvet Club. Rockão de primeira. Divertido, bem feito, novo, criativo. Mto bom. Dica do amigo Marcos Piccinini.
Rodrigo Zannin
Escuta discos inteiros e na ordem, mesmo sem tempo pra ouvir tudo o que quer. Nerd que canta, escreve, aprende a tocar guitarra e faz belos 'leiautes'.
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Pseudo-baterista, pseudo-redator, apaixonado por música. De Mozart a Massive Attack, ouço tudo que é feito com a alma.
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