Acho particularmente empolgante ver gente que está tentando fazer coisas realmente diferentes, conceituais e ao mesmo tempo transformando referências antigas em coisas modernas. Esse tem sido inclusive um ponto de atenção meu aqui no blog.
Em 2007 ela se emparceirou com o Big Boi do OutKast e desenvolveu esse colectivo que se chama Wondaland Arts Society. Gente doida, criativa e que faz coisas diferentes mesmo. De acordo com o wiki, o primeiro trabalho dela foi pensado para ser lançado em 4 suites e em mp3, só que ficou gênio e ela juntou as 2 primeiras suites e lançou como um disco pela gravadora do Sean Combs (isso… o Puff Daddy mesmo).
Enfim, recomendo o disco todo, principalmente as One Bud Wiser, Rebel Child, Raining On Me, e claro, a música que abre o disco e te derruba nos primeiros 10 segundos, All Jacked Up:
No youtube tem bastante coisa dela ao vivo, mas não achei muita coisa de estúdio – uma pena porque gosto da referência.
Fique com Talking About e True:
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E no Youtube: Soul of a Man e Talking About. Se você deixa a música mexer com a sua cabeça, pode ir pros torrents mais próximos ou pro amazon. Não vão se arrepender.
Quer se divertir com uma banda de temática e identidade retrô, se encantar com vocais impressionantemente bem feitos e dançar como se estivesse no Baile do Encanto Submarino do De Volta pro Futuro I?
É pop chiclete, que gruda mesmo. As melodias ficam encrustradas na sua cabeça por dias a fio e, quando você menos percebe, está cantarolando alguma delas com a sensação de sempre ter tido aquela melodia da na cabeça, como se já tivesse nascido com ela gravada no pensamento.
Vou tentar fazer um formato diferente aqui. Se ficou uma merda, comente dizendo que ficou uma merda.
Trabalhei no final de semana. Então acabei ficando com o iTunes inteiro ao meu dispor, com horas e horas de discos completos atrapalhando meus vizinhos.
Comecei meu sábado com Passarim, o disco fundamental de Tom Jobim, o grande gênio brasileiro. 11 músicas. 41 minutos que mudam sua vida e o jeito que você escuta música. São camadas de vozes e pianos, homenagens a mulheres, cidades e ritmos. Inclassificável se formos falar de um só genero. A mais imperdÃvel das recomendações.
Depois, fui com o disco solo do Alex Chilton, guitarrista do fantástico Big Star, e falecido na última semana. Chilton define o rock n roll setentista. Mostra que era a alma do precoce Big Star e que ainda vai servir de influência pra muita gente. Discasso que não conhecia. Vi ali no Trabalho Sujo que inclusive postou muita coisa do Alex Chilton e do Big Star na última semana.
Ontem e hoje meu fone está tomado por Jeff Buckley. Um daqueles artistas fabulosos que você não deu importância quando lhe foram apresentados e agora se arrepende de não saber tudo de cor a mais tempo. Jeff morreu afogado aos 31 anos em 1997. As letras e climas dos 2 únicos discos de estúdio, e as interpretações doloridas dos vários registros ao vivo, pareciam preceder um fim antecipado do cara. Todas as músicas tem tanto feeling, tanta dor ou tanto amor que uma morte comum não seria justa a um cara que viveu tão intensamente. Para conhecer, baixe o disco Grace, escute inteiro. Mas se precisa de indicações, fique com Grace, Lover, You Should’ve Come Over e Hallelujah. /tks Ju.
Aqui no fim, deixo então essa Lover, You Should’ve Come Over. Obrigado pela paciência
É um conjunto de atributos sutis. Timbres suaves, as vezes rouquinhos. Mãos delicadas que fazem as teclas do piano gerarem sons graves e marcantes, que transportam a inquietude do corpo para o ar. Olhos fundos e desacreditados que se fecham para deixar ainda mais intensas as notas que saem raspando da garganta.
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Enquanto meu computador que está arrumando não retorna, não ando conseguindo escrever coisas mais completas e extensas daqui da agência. Então vou cometer uma heresia e escrever só sobre Carrion, a última música do primeiro disco ‘Tidal‘ da Fiona Apple. Heresia porque eu deveria escrever sobre o disco todo. Enfim.
Sem me extender muito sobre o incrÃvel Tidal e obviamente sobre os seguintes, o sobrenatural When the Pawn… e Extraordinary Machine, quero falar um pouquinho e convidá-los a escutar Carrion.
Depois de alguns segundos você volta a respirar. E começa o disco novamente.
Faça isso. Escute o disco todo de novo, e se precisar de motivação, escute essa música final abaixo:
Como não lembrar dos nossos casos, namoradas, paixões platônicas. Das nossas mães, irmãs, avós, tias, amigas e companheiras de trabalho.
Como não lembrar de Anna, Prudence, Eleanor, Jude, Julia, Madonna, Rita, Maggie, Martha, Michelle, Robinson, Penny Lane, Pam e Sadie, as mulheres que dos quatro Beatles se transformam em nossas mulheres ao ouvirmos suas histórias.
Então vá lá no seu iTunes e tente ouvir só aquelas músicas que te lembram dos momentos mágicos que você teve com as mulheres que passaram ou fazem parte da sua vida. Agradeça as mulheres que fizeram seus dias mais incrÃveis, como Ella, Nina, Diana, Norah, Nicole, Fiona, Rachael, Adele, Amy, Aimee, Alicia, Elis, Corinne, Susan, Esperanza, Joni, Joss, Juliette, KT, Madeleine, Melody, Regina, Sarah, Tori, entre tantas outras.
Fica a minha homenagem à s mulheres, pessoas incrÃveis que fazem da gente seus reis ou seus súditos com um simples sorriso.
E como trilha pra esse post, deixo ‘Falling Slowly’, trilha do inigualável ‘Once’, filme que nos inspirou muito a criar esse blog. E logo mais Once vai ter um post só pra ele.
Rodrigo Zannin
Escuta discos inteiros e na ordem, mesmo sem tempo pra ouvir tudo o que quer. Nerd que canta, escreve, aprende a tocar guitarra e faz belos 'leiautes'.
Enquanto meu amigo Zannin conduz a pexeira pela mata das novidades e vai trazendo as referências do mais moderno aqui neste humilde espaço, eu hoje ... Continue lendo
Nessa pegada Mark Ronson em São Paulo, entrei numas de escutar Amy Winehouse de novo e fui atrás de mais cantoras. Ainda acho que um jeito legal pra... Continue lendo