Arquivo da Categoria ‘Country’

 
terça-feira, 27 de julho de 2010 | 16:55 - Por Zannin


Sim você não está com os olhos embaçados. Ao lado você realmente vê a capa de um disco de música Country. E sim. Vou falar de Country, até porque é impossível negar a influencia que o estilo tem no southern rock e no blues e em tanta coisa que eu escuto.

A receita da música country é a mesma a trocentos anos, o que não mostra falta de curiosidade. Mostra tradição e principalmente uma cena forte que todo ano vende muitos shows e muitos discos por aí. O que para muitos é farofa, chapéu e rodeio, para muitos outros, é um estilo de vida. E por isso mesmo que me coloco a falar disso e também indicar sons. Quando um artista se destaca nesse universo tão concorrido deve ser porque é realmente bom né.

Esse é o caso de Gretchen Wilson. Eu não vou nem entrar muito em características “resenhisticas” por aqui. A mulher canta um bocado, já foi indicada a mais do que uma mão de grammys e All Jacked Up, seu segundo disco, ainda me surpreende quando aparece no iTunes.

O timbre e a potência da voz dela são impressionantes. A banda é impecável. As letras são sempre histórias, seja de relacionamentos, coisas pessoais ou simplesmente falando de festas e diversão. O gênero é isso. E é legal pra cacete.

Largue o preconceito. Escute bem os vocais, guitarras e principalmente os violinos. Pense no som também se eles não tivessem lá. Abra a cabeça e escute a música e não a imagem que você tem na cabeça. (Se bem que eu adoro o imaginário todo).

Enfim, recomendo o disco todo, principalmente as One Bud Wiser, Rebel Child, Raining On Me, e claro, a música que abre o disco e te derruba nos primeiros 10 segundos, All Jacked Up:

E também essa versão soltona de Skoal Ring:

 
 
terça-feira, 27 de abril de 2010 | 10:21 - Por Zannin

Eu sou um fã de country e southern rock. Fui imediatamente pego pela palavra Cash em um tweet por aí. Falecido em 2003, o “Man in Black” parece se manter vivo e presente. Sua família e fãs seguem em uma batalha incansável para preservar a memória de um dos músicos mais influentes do século 20.

Então temos esse projeto colaborativo onde você pode fazer parte de um clipe, desenhando pelo site um dos frames para a música Ain’t No Grave, a última gravada pelo cara.

O resultado é ótimo. Você desenha em cima de uma imagem guia, e não precisa ser especialista para fazer o seu. Como cada frame pode ser desenhado mais de uma vez, o clipe que você assiste sempre é único. Depois de desenhar, seu nome é incluído nos créditos do clipe.

Visite o site, veja o clipe e só para relembrar, abaixo você fica com Hurt, versão de Cash para a música do Nine Inch Nails, gravado para a coleção American Recordings de 2002. Incrível como essa versão é mais pertinente do que a do meu adorado NIN. A letra foi feita para uma voz cansada, potente e vivida. Cash pegou a música pra ele.

Vida longa ao Cash.

 
 
terça-feira, 23 de março de 2010 | 15:26 - Por Zannin

Vou tentar fazer um formato diferente aqui. Se ficou uma merda, comente dizendo que ficou uma merda.

Trabalhei no final de semana. Então acabei ficando com o iTunes inteiro ao meu dispor, com horas e horas de discos completos atrapalhando meus vizinhos.

Comecei meu sábado com Passarim, o disco fundamental de Tom Jobim, o grande gênio brasileiro. 11 músicas. 41 minutos que mudam sua vida e o jeito que você escuta música. São camadas de vozes e pianos, homenagens a mulheres, cidades e ritmos. Inclassificável se formos falar de um só genero. A mais imperdível das recomendações.

Segui o dia com a trilha do Crazy Heart, filme que deu Oscar de melhor ator para o Jeff Lebowski Bridges. Uma breve viagem ao country blues, que traz ótimas sensações para quem viu o filme (ótimo também). Vários clássicos e ótimas surpresas com as músicas do próprio Bridges. Vale ver e ouvir.

Depois, fui com o disco solo do Alex Chilton, guitarrista do fantástico Big Star, e falecido na última semana. Chilton define o rock n roll setentista. Mostra que era a alma do precoce Big Star e que ainda vai servir de influência pra muita gente. Discasso que não conhecia. Vi ali no Trabalho Sujo que inclusive postou muita coisa do Alex Chilton e do Big Star na última semana.

Continuei o sábado com She & Him, que é bonitinho mas não completou o momento, mudei pra Primal Scream e vi que precisava do feeling de volta. Fui de Susan Tedeschi – Hope And Desire, de 2005. Ela que é a esposa do Derek Trucks, já blogado por aqui, e é uma linda guitarrista ruiva, detentora de uma poderosa voz e que toca southern gospel blues com a intensidade que o estilo pede. Música de verdade.

Aí o shuffle por álbums me levou para Dear Catastrophe Waitress, com os inconfundíveis Belle and Sebastian em 2003. Disco alegre, curto e sonhador. E ainda não eram nem 22.30. As próximas 2 horas foram também crédito do shuffle, que curiosamente me trouxeram o Dream Theater, justo no dia seguinte ao absolutamente fantástico show no Credicard Hall. Em casa rolou Six Degrees Of Inner Turbulence – um dos discos mais importantes da carreira do DT e um dos meus super favoritos, em seguida pulei para o meio do Awake de 1996 – disco que me fez descobrir a banda. Ao final, a própria ordem alfabética colocou Black Clouds and Silver Linnings, disco mais recente (também já falado aqui) e que foi tocado quase inteiro no show da noite anterior. O show, mesmo com uma certa demora para começar e outra demora para acertar o som, foi fantástico. Além das esperadas do Black Clouds e de algumas mais recentes, rolou a sequência mais matadora que os fãs da banda podiam receber: Dance of Eternity / One Last Time / Spirit Carries On / Pull Me Under X Metropolis. Acho que só teria explodido mais cabeças se tocassem A Change of Seasons. Fodão o show.

Na manhã de domingo comecei com o Pulse do Pink Floyd. Apesar de ser um relato de um show, tudo aquilo que o Cotta falou com maestria em seu post também está lá. Floyd é sempre uma viagem, sempre uma aula de rock n roll inteligente e sempre te coloca no lugar que você preferiria estar ao invés de continuar em frente ao computador.

Ontem e hoje meu fone está tomado por Jeff Buckley. Um daqueles artistas fabulosos que você não deu importância quando lhe foram apresentados e agora se arrepende de não saber tudo de cor a mais tempo. Jeff morreu afogado aos 31 anos em 1997. As letras e climas dos 2 únicos discos de estúdio, e as interpretações doloridas dos vários registros ao vivo, pareciam preceder um fim antecipado do cara. Todas as músicas tem tanto feeling, tanta dor ou tanto amor que uma morte comum não seria justa a um cara que viveu tão intensamente. Para conhecer, baixe o disco Grace, escute inteiro. Mas se precisa de indicações, fique com Grace, Lover, You Should’ve Come Over e Hallelujah. /tks Ju.

Aqui no fim, deixo então essa Lover, You Should’ve Come Over. Obrigado pela paciência :)

 
 
quinta-feira, 04 de março de 2010 | 12:49 - Por Zannin


Enquanto não arrumo tempo para escrever com a cabeça tranquila sobre o showzão do Coldplay, dei de cara com esse disco que estava encostado em alguma pasta aqui do meu computador, e que me arrependi de não ter dado a devida atenção.

Desde o hit Don’t Know Why no já distante ano de 2002, muita coisa mudou na vida e no som de Norah Jones. A filha de Ravi Shankar pagou de atriz e contribuiu com a trilha de My Blueberry Nights, e abraçou de vez uma trajetória folk, vestindo o xadrez do country e se distanciando daquilo que era chamado de soft-vocal-jazz. Engraçado pensar que hoje o mainstream tem uma certa antipatia ao country como gênero, talvez pela nítida imagem de rodeios e chapéus que vem a nossa cabeça. Mas deixe o preconceito de lado e imagine que muito do tex-mex, muito do blues e do folk tem raízes country.

Em The Fall Norah está mais madura, mais crua e na minha opinião, mais confortável em tocar o que toca. Outro dia conversando com uma amiga pelo msn recebi o vídeo de Tell Yer Mama e logo me surpreendi com uma as 2 meninas tocando guitarra e violão e fazendo belas harmonias de vozes. O som é envelhecido como um whiskey, e me soa como uma trilha sensacional para uma viagem em um conversível pelas áridas estradas do deserto de Nevada.

O disco tem destaques como Chasing Pirates e It’s Gonna Be, mais animadinhos e pops, mas sempre com guitarras cautelosamente distorcidas (e escolhidas como instrumento principal das composições) e da voz de Norah, com timbres que te lembram que isso não é uma bandinha de indies ou franceses descolados.

Abaixo vc fica com Tell Yer Mama, mas deixe de preguiça e vá atrás do disco todo.

 
 
 
 
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