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terça-feira, 27 de julho de 2010 | 16:55 - Por Zannin


Sim você não está com os olhos embaçados. Ao lado você realmente vê a capa de um disco de música Country. E sim. Vou falar de Country, até porque é impossível negar a influencia que o estilo tem no southern rock e no blues e em tanta coisa que eu escuto.

A receita da música country é a mesma a trocentos anos, o que não mostra falta de curiosidade. Mostra tradição e principalmente uma cena forte que todo ano vende muitos shows e muitos discos por aí. O que para muitos é farofa, chapéu e rodeio, para muitos outros, é um estilo de vida. E por isso mesmo que me coloco a falar disso e também indicar sons. Quando um artista se destaca nesse universo tão concorrido deve ser porque é realmente bom né.

Esse é o caso de Gretchen Wilson. Eu não vou nem entrar muito em características “resenhisticas” por aqui. A mulher canta um bocado, já foi indicada a mais do que uma mão de grammys e All Jacked Up, seu segundo disco, ainda me surpreende quando aparece no iTunes.

O timbre e a potência da voz dela são impressionantes. A banda é impecável. As letras são sempre histórias, seja de relacionamentos, coisas pessoais ou simplesmente falando de festas e diversão. O gênero é isso. E é legal pra cacete.

Largue o preconceito. Escute bem os vocais, guitarras e principalmente os violinos. Pense no som também se eles não tivessem lá. Abra a cabeça e escute a música e não a imagem que você tem na cabeça. (Se bem que eu adoro o imaginário todo).

Enfim, recomendo o disco todo, principalmente as One Bud Wiser, Rebel Child, Raining On Me, e claro, a música que abre o disco e te derruba nos primeiros 10 segundos, All Jacked Up:

E também essa versão soltona de Skoal Ring:

 
 
segunda-feira, 19 de julho de 2010 | 10:41 - Por Cotta

Qual não foi minha surpresa ao descobrir que a trilha sonora do The Social Network, o filme sobre o Facebook, tem essa versão absurdamente acachapante de Creep, do Radiohead? E qual não foi minha surpresa maior ao descobrir que essa banda é belga e é formada por meninas que cantam angelicalmente? E qual não foi minha surpresa ao descobrir que elas têm vários discos e estão juntas há mais de 10 anos?

Eu não sei nada mesmo. Elas sabem. Chora aí:

 
 
segunda-feira, 12 de julho de 2010 | 12:07 - Por Zannin


Este é um blog sobre música certo? Muito bem Flipper. Então eu posso falar sobre um filme, seu diretor e sua trilha sonora? Não? Ei! Flipper! Eu escrevo o que eu quiser aqui, e lá no final não vai ter um video do youtube com uma música para você escutar e sim um TRAILER para você assistir.

Bom. Voltando a vaca fria. Quando não tenho mais absolutamente nenhuma série esperando no HD e nenhum filme guardado aqui, eu recorro à última instância: iTunes Store. Tenho uma conta gringa e blá blá blá então posso alugar filmes. – Mas você está louco? Porque não baixa?? – Então. Quando você quer assistir rápido nenhum download supera a velocidade da iTunes Store – e o modelo de aluguel de download funciona bem, em HD e sai mais barato que a blockbuster.

Enfim. Aluguei Pirate Radio (2009). Um desses filmes que ninguém nem ouviu falar por aqui e provavelmente foram direto pra locadora. A história, se você é lentinho (a) e não percebeu é sobre uma rádio pirata. O legal é que é uma rádio pirata, nos anos 60, que funciona a bordo de um navio – que vira meio que uma república de DJs ingleses fumando e bebendo o tempo todo. O filme é recheado de inconsistências históricas. Mas não importa. É mais um desses filmes *de música que eu adoro e que provavelmente você vai adorar. (* Não usei ‘musicais’ pra não confundir).

Escrito e dirigido por Richard Curtis – diretor de filmes como Notting Hill, Bridget Jones, Love Actually, Quatro Casamentos e um Funeral, The Girl in the Café entre vários outros que tem a música como um dos personagens. Cada DJ é um desses “ingleses de filmes ingleses” que são atores incríveis mas ninguém sabe o nome dos coitados, e pra piorar ainda mais a comparação o DJ ‘conhecido’ do elenco é Philip Seymour Hoffman.

A trilha e o filme são uma viagem. É um desses filmes ‘feel good’, que traduzem toda o espirito de liberdade dos anos 60. Beach Boys, Rolling Stones, Kinks, Jeff Beck, The Who, Cream, Otis Redding, Supremes… Um disco duplo. Sensacional. Se você é daqueles que devora qualquer coisa escrita pelo Nick Hornby, se assiste Escola de Rock e acha genial, se cita discos e passagens musicais no seu dia a dia como em Alta Fidelidade, se para de trocar o canal ao simples relance de um instrumento musical, se conhece a história do rock e já está empolgado para essa 3a feira, Dia Mundial do Rock, então esse filme vai te divertir.

Abaixo o trailer do filme e também o link do amazon para você poder copiar direitinho as informações e fazer o que bem entender com elas. haja.

A título de curiosidade, vejam só como não te motivar a assistir o mesmo filme.
O trailer americano muda o nome do filme para The Boat That Rocked, e ainda faz uma edição porca que não retrata nem metade do potencial filme. http://www.youtube.com/watch?v=XnQc3lO4JDs

 
 
quinta-feira, 08 de julho de 2010 | 10:21 - Por Cotta

Não consigo evitar em postar mais uma pérola do fantástico Codeine Velvet Club aqui. O disco dos caras (e da mina) é absolutamente viciante e já faz algumas semanas que eu não consigo ouvir – muito – outras coisas. Fiz uma pausa para um show histórico na minha vida (post que publicarei em breve) mas acabei voltando pro Codeine como um dependente químico.

A bola da vez no meu repeat é Vanity Kills, uma pequena pérola pop-retrô que mostra uma banda exalando tesão em tocar e em fazer um som de qualidade. Desde os timbres das guitarras até a própria melodia, e passando por cordas e metais meticulosamente encaixados, a música tem um gosto vintage que gruda no seu cérebro e não sai mais.

Genialmente bem resolvida, a harmonia (e principalmente a ponte pro refrão) são as coisas mais bem feitas dessa musicaça. Vê aí, e aumenta o volume.

 
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terça-feira, 06 de julho de 2010 | 0:37 - Por Zannin

Segunda-feira a noite. Já estava aqui dando minha noite por encerrada quando me aparecem os links dos dois vídeos abaixo.

Bom. Pra começar a falar alguma coisa, vou presumir que você sabe o que é Pink Floyd, quem é o David Gilmour e a coisa toda né. Não conhecer a carreira solo do cara já é bem mais aceitável, afinal até a carreira solo do Paul McCartney não é mega conhecida. Mas se não conhece Pink Floyd, nem que seja só aquele disco Pulse que vinha com a luzinha piscando, ou o do ‘muro branco’, saia daqui e vá estudar haha.

Mas quer saber? Foda-se também. O negócio é ver o que aquele puta louco que em 72 já botava cachorro pra latir nas músicas, hoje é este respeitável senhor da foto acima, e que entrega uma fantástica versão de Shine on Your Crazy Diammond, no show do Royal Festival Hall London em 2002.

A primeira parte é só acústica, e todas os trechos delicados do clássico viram marshmallows de tão doces e macios quando tocados no violão. A voz entra diferente. Melodia madura e cuidadosa. Consegue entregar calmo a mesma intensidade de todos aqueles backing vocals do original. É uma surpresa. Por sinal uma corajosa surpresa. Imagine você subir num palco só com um violão na mão e tocar Pink Floyd. É de bambear as pernas.

Na segunda parte da música o coroa é acompanhado por um monte de gente, incluindo a mulherada dos vocais e ainda manda o slide na pegada tradicional do lap steel. É um puta som.

Então chega. Nunca enrolei tanto pra falar que um vídeo é foda. Assiste aí e boa:

 
 
sexta-feira, 25 de junho de 2010 | 17:01 - Por Zannin

Há 1 ano este blog não existia. Mas se existisse ele estaria triste e repleto de manifestações.
Michael Jackson era um gênio. Todo mundo sabe. Eu poderia aqui fazer um enorme texto sobre toda a comepetência, criatividade e relevância desse mestre. Mas seria chover no molhado.

Tudo o que posso fazer é relembrar. RIP King of Pop.
Fique com Rock With You e com o melhor moonwalk do cara.

 
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quinta-feira, 24 de junho de 2010 | 15:16 - Por Zannin


O Queens of the Stone Age é uma das minhas Top 10 bandas. Por toda a loucura, todo o excesso, todo o entupimento, distorção, peso, criatividade e principalmente por ser inclassificável e incomparável.

O disco que os tornou conhecidos, pela faixa polêmica e transgressora Feel Good Hit Of The Summer, está completando 10 anos. Já tinha visto algumas notícias por aí, dizendo que a banda tinha planos de lançar uma versão deluxe comemorativa e tal.

Vi hoje no Pitchfork que os planos foram confirmados. Vai rolar um disco duplo, sendo que o segundo será recheado de versões e lados B. Serei obrigado a comprar, até pra que minha coleção continue completa.



Abaixo, você fica com a Feel Good Hit Of The Summer, que reza a lenda ser a história da festança de ano novo de Josh Homme. Ele voltando no carro após 6 dias de estragação começou a relembrar todas as drogas que usou na comemoração. Aí saiu a estúpida e épica música que enumera em repeat as substâncias ilustradas na capa do single: Nicotine, Valuim, Vicodin, Marijuana, Extase, Alcohol e Co-co-co-co-co-co-caine. (clique na capa pra ver os detalhes).

 
 
terça-feira, 22 de junho de 2010 | 12:03 - Por Zannin


Depois de dias e dias de secura e esquizofrenia climática eis que a terça-feira amanhece úmida e cinza. Em dias como esse tenho a tendência a escutar coisas mais intensas, sejam elas calmas, profundas ou fortes. Talvez pelo efeito da invasão da garoa, a intensidade dos sons precisa também invadir a cabeça e mudar o clima do dia.

De manhã, ao consultar o iPod pra sair de casa, rodei rodei e nada parecia servir. Acabei caindo no Stereophonics. Adoro Stereophonics. No iPod ando com uns 4 discos deles e para facilitar a escolha (ou a deficiencia dela) mandei um shuffle – que me presenteou com Rainbows & Pots of Gold, do discão de 2003, You Gotta Go There To Come Back. Ótima pedida. Uma banda do Reino Unido para um dia londrino em São Paulo.

Voltei. Saí do shuffle e abracei a recomendação. Coloquei o disco do começo, fechei o portão e comecei a caminhar aqui pra agência. O disco começa com uma das minhas favoritas do grupo Help Me (She’s Out Of Her Mind). A distorção da guitarra quase se mistura com a distorção da voz de Kelly Jones – para mim uma das vozes mais legais do rock – e que faz a banda ser destaque, mesmo depois de quase 20 anos de carreira.

Em seguida, veio Maybe Tomorrow, e como moro perto do trabalho, já estava quase na metade do caminho. Essa é mais uma balada. Dei uma aumentadinha no volume e instantaneamente me vi num filme, caminhando pela rua sozinho e com o fone me deixando livre de todo o caos do trânsito matinal do Itaim. Dobrei a esquina já na rua da agência e voltei pra realidade. Madame Helga é mais agitada e o acaso a deixou sincronizada com o inicio da garoa. Apertei o passo e entrei no prédio.

Depois de chegar, ligar o computador e responder alguns emails, abri o iTunes. Estava procurando algum disco para falar aqui hoje. Depois de algumas idéias rapidamente abandonadas, lembrei do que vim escutando. Retomei de onde tinha parado. You Stole My Money Honey, climão para acalmar os ânimos e me isolar um pouco aqui na mesa, evitando a varanda e o cigarro.

Na sequencia Getaway, Climbing The Wall, Jealousy, I’m Alright, Nothing Precious At All, e aquela que inciou todo o processo: Rainbows & Pots of Gold. Um aula de feeling e interpretação. A voz rasgada soa sofrida marcada com flauta e piano. O final de liberdade apoteótica convida para I Miss You Now, lenta e dolorida. Não sei se é autêntico, mas parece. Tudo soa como se Kelly Jones tivesse realmente devastado de saudade.

O disco teoricamente termina com High as the Celling, que soa como a libertação pós coração partido da música anterior. Foda. Só que o disco não acaba não. A última é Since I Told You It’s Over, provavelmente a melhor música dos 18 anos de história da banda.

O final da música, do disco e do post fica marcado então pelos primeiros versos da música, que você vê e escuta abaixo. Bom dia.

“Black and blue from the wind and the rain,
Said I’m sorry for the lies and the pain
I never ever meant to make you cry
If I could take it back, you know I would,
I wanna burn up and die

So take a look at me now
Since I told you it’s over
You got a hole in your heart
I’ll find a four leaf clover
You can’t tell me this now
This far down the line
That you’re never, ever gonna get over me
[...]“

 
 
segunda-feira, 21 de junho de 2010 | 16:12 - Por Zannin


Já falei um pouco aqui sobre Susan Tedeschi em outras ocasiões. Naquele post dos 12 discos em 3 dias e também no post sobre o marido dela o fantástico Derek Trucks. Mas a mulher merece muito mais destaques do que as meras menções anteriores.

Back To The River, seu último álbum lançado, em 2008 – e o primeiro que escutei dela – é uma agradável surpresa desde o primeiro segundo de Talking About – música que abre o disco. Antes de descorrer sobre o que cada uma das belas canções faz pela gente, sou obrigado a contar sobre como conheci a moça.

Naquele post sobre o Derek Trucks, contei sobre a sempre empolgante experiência de abrir um cd novo e degustar cada uma das sensações que ele proporciona. Desde o rasgar do plastiquinho, o cheiro do papel do encarte e o excitante silêncio que precede o inicio do disco. No meio daquela incrível descoberta, a voz dessa mulher me pegou no susto. Além da voz, sua fotinho no encarte só me chamou mais a atenção – já que a predileção por ruivas é algo mais forte do que eu.

Passada a catarse do Already Free, fui atrás dos trabalhos dela, e coloquei as mãos em Back to the River (2008) e Hope And Desire (2005). Uma rápida busca no youtube e tudo passa a fazer sentido. Bela, guitarrista e dona de uma voz forte, potente, cheia de soul e que remete a uma Janis Joplin (com pouco whiskey ao invés de drogas pesadas). Líder de uma banda de southern rock, cheia de influências de blues, soul e gospel. Um delicioso cardápio para aqueles gostam de alimentar o coração com boa música.

A fantástica banda que a acompanha é formada por mais uma guitarra, baixo, bateria, hammond e sax tenor. No disco, as participações de Derek são quase que constantes e elevam a qualidade da jornada.

Destacar é dificil. Eu gosto de discos inteiros, lembram? Albuns bons são aqueles que você coloca, deixa rolando e quando percebe parou tudo o que está fazendo porque ficou fixado em um detalhe, uma quebra, uma paradinha ou uma melodia que de tão linda te jogou pro fundo de si mesmo. Conheço os 2 discos que citei acima, mas continuo nas buscas pelos outros.

No youtube tem bastante coisa dela ao vivo, mas não achei muita coisa de estúdio – uma pena porque gosto da referência.

Fique com Talking About e True:

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E no Youtube: Soul of a Man e Talking About. Se você deixa a música mexer com a sua cabeça, pode ir pros torrents mais próximos ou pro amazon. Não vão se arrepender.

 
 
quarta-feira, 09 de junho de 2010 | 21:15 - Por Palmito


Pra quem curte rock setentão psicodélico, tá ai uma uma bela banda: Black Mountain.

Sonzão mesmo. Cheio de riffs entupidões, teclados e climinhas viajantes.

O lançamento do novo disco, Wilderness Heart, tá marcado pra setembro de 2010. O primeiro single, Old Fangs, que você baixa do site dos caras e ouve ai embaixo, deixa claro que eles continuam na mesma estrada.

Essa bela capa e esse som matador só aumentam a coceira atrás da orelha, o lance é esperar até setembro pra comprovar se será mesmo um discão.

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