Quando o vocalista Jon Anderson e o guitarrista Steve Howe terminaram de escrever juntos aquilo que seria a primeira música do próximo disco do Yes, mal sabiam eles que tinham acabado de escrever, na verdade, seu capÃtulo cativo na história do rock.
Ansiedade por discos novos de grandes idolos sempre vai acontecer. Ainda mais se este tem tradição de surpreender com os lançamentos, como já vimos por aqui.
Vi ali no Facebook o Ian Black falando deles.
Fui procurar, e o post bateu na minha cabeça.
Sem digerir muito, sem ouvir tudo e sem pensar, tive que trazer isso pra cá.
Precisava de algo de peso pra quebrar o jejum de música que o trabalho tem me privado de aproveitar.
“The Shins vai mudar a sua vida. Pelo menos foi o que Natalie Portman nos prometeu no filme Garden State (que no Brasil recebeu a horrorosa tradução Hora de Voltar), meu primeiro contato com essa banda americana que durante anos representou o que a música independente tinha de melhor para oferecer. E se o som escutado não era necessariamente o tipo de música que altera radicalmente a vida de uma pessoa, existia algo de diferente, de original em suas melodias que sugeriam uma honestidade difÃcil de se encontrar na indústria fonográfica atual. Mesmo assim, o grupo lutava para romper a espessa barreira que divide o indie do pop.
Somente em 2007, com Wincing the Night Away, The Shins começou a demonstrar que tinha a habilidade de elaborar músicas capazes de capturar a atenção de um mercado mais abrangente. Cinco anos depois, eles chegam com Port of Morrow, o trabalho mais pop da relativamente pequena discografia da banda. Se isso vai ser o suficiente para fazer com que o grupo receba o reconhecimento que merece, só o futuro vai dizer. Mas fica claro logo na música de abertura, The Rifle’s Spiral, que estamos diante de um The Shins diferente.
E para alcançar seu objetivo, The Shins não poupa esforços. Eles investem em baladas emotivas como It’s Only Life, palminhas contagiantes em No Way Down e refrões de fácil absorção, como Bait and Switch e o ótimo Simple Song.
Tente identificar cada instrumento como se fosse um ingrediente da receita. Experimente saborear só o baixo, só o violão, só a guitarra… e assim por diante. É legal ver que uma linha de baixo, ouvida isoladamente, às vezes parece não ter nada a ver com o resto da música, mas quando tudo se junta ela faz todo o sentido.
Rodrigo Zannin
Escuta discos inteiros e na ordem, mesmo sem tempo pra ouvir tudo o que quer. Nerd que canta, escreve, aprende a tocar guitarra e faz belos 'leiautes'.
Ainda deve-se falar muito do vindouro disco novo do John Mayer.
De fato, são muitos os motivos para ficar curioso com o novo trabalho.
- John ... Continue lendo