Os gordinhos simpáticos e de voz fininha do Magic Numbers demoraram 4 anos para lançar seu terceiro álbum. Apareceram na mÃdia em 2005 com o hit Forever Lost, e no ano seguinte já tinham feito seu segundo álbum, o ótimo (mas levemente cansativo) Those The Brokes.
Quatro anos depois, em 2010, eles voltaram à ativa com The Runaway, um disco que foi lançado com nenhum ou pouco alarde. Quem não é fanático pela banda – meu caso – nem sequer ouviu falar do lançamento do CD. Confesso também que não fui muito atrás deles depois do segundo disco.
Mas agora, tendo ouvido a primeira faixa do terceiro disco pela primeira vez, vi que deveria ter ido.
PQP, que pérola essa The Pulse.
E que coragem de abrir o disco com ela. É, para dizer o mÃnimo, soturna. Tem uma melodia sinuosa e toda sustentada por uma melancolia estrurada em grandiosos acordes menores. Há até um violoncelo que faz contraponto com a melodia principal em quase toda a música.
As notas que as vozes não alcançam são executadas por inteligentes cordas ao longo de toda a canção – e isso que é legal aqui: as cordas não são apenas um tapete sonoro da música, mas são tão protagonistas dela quanto a voz principal ou o piano. E isso fez toda a diferença aqui.
Além disso, a estrutra da música ajuda muito. Toda ela é harmonizada com uma tensão que prepara você para um ápice explosivo e melodicamente brilhante depois do segundo refrão.
Traduzindo essa lenga-lenga toda que eu escrevi em bom português: The Pulse é uma música linda de doer.
Se joga aÃ:












