Archive for August, 2011

 
Tuesday, 23 de August de 2011 | 1:05 - Por

Cruz é uma banda se São Paulo mas que foi viver o sonho do rock n roll na California e pelo que parece, tá dando certo.

Já vi muita gente tentar esse caminho. Já vi muita gente querer fazer isso.

Mas é foda. Tem que ter talento, vontade, sorte… Se não me falha a memória, os caras já tão há uns quase 2 anos em Los Angeles, e felizmente trabalhando, tocando e gravando o álbum por lá.

Cruz é uma dessas bandas de verdade. Que tem vocal que grita mesmo, sem firula. Que não economiza em riff, solo e pancada na bateria. É um tapa na cara. É o tipo de banda que eu gostaria de fazer parte, por assumir que rock é feito em inglês, pesado, distorcido e foda-se.

Abaixo você vê Physical Game, clipe que 10 em cada 10 bandas de rock teriam vontade de fazer. Depois vc pega ali e assiste Sin City, clipe lindão e música de bater cabeça.

Aí, se você gostar, volte aqui, clique nesse flyer e veja ele grande.
Agora dia 8/9 eles lançam o disco aqui em São Paulo no Beco 203 lá na Augusta. Imperdível. Não gostou? Pega o leitinho e volta pra cama então.

Se gostou, vai lá dar like no facebook deles, seguir no twitter e visitar o site.

 
 
Friday, 19 de August de 2011 | 14:51 - Por

E o The Kooks descobriu o teclado.

A primeira coisa que você vai perceber ouvindo os novos singles desta divertidíssima banda de Brighton é a presença forte (muito forte, quase um Schwarzenneger) de teclados. Parece que alguém apresentou um teclado agora pra eles, que ficaram tão encantados com o instrumento que quiseram encaixá-lo em suas composições a qualquer custo. Pelo menos essa é a impressão que se tem, ouvindo as músicas novas pela primeira vez.

“Mas Cotta, você odeia teclado?â€, você pode perguntar.

Não, absolutamente. Mas no caso do The Kooks, soa meio fora de lugar. É estranho. Uma das características fundamentais desta banda é justamente o minimalismo do seu som, intencionalmente despretensioso e cru.

Então parece que eles estão mais preocupados agora com a embalagem da música do que com a própria música, e assim o teclado parece um intruso no meio da banda, que chegou com a missão de transformar o pop simples deles em superproduções. E quem gosta de Kooks não quer superprodução.

Mas calma, não fique preocupado. Do jeito que eu estou falando, parece que eles convidaram a Filarmônica de Berlim pra tocar no disco, e não é bem assim. De fato, o tecladão está lá, mas as músicas são legais e eles ainda são os Kooks divertidos de sempre.

Só que, agora, demora um pouquinho mais pra reconhecer.

 
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Thursday, 18 de August de 2011 | 13:58 - Por

Depois do bem-sucedido The Reminder, a canadense Leslie Feist volta à cena com o primeiro single de seu novo álbum, Metals, que está pra sair.

A música dá o tom de uma Feist ainda mais intimista do que já conhecíamos, e ainda mais refindada. O som é primoroso tanto em composição quanto em arranjo. Extremamente sutil e elegante, “How Come You Never Go There” parece um daqueles clássicos instantâneos, prometidos para brilhar durante toda a eternidade.

Dos ataques sutis de metais até a voz machucada de Feist, tudo soa bem na nova música. É triste e melancólica – fala sobre um amor que se esvanece até ruir – e usa todos os artifícios instrumentais para cutucar mesmo o coração do ouvinte mais facilmente abalável. É um soul/blues noir, temperado com pitadas de guitarras levemente distorcidas e sopros.

Não é música pra sair pulando na micareta. É pra sentar, fechar o olho, mergulhar fundo e emprestar o ombro. Boa viagem.

How Come You Never Go There by Feist

 
 
Wednesday, 17 de August de 2011 | 11:26 - Por

Hoje o Guest Post é da Maria Guimarães, redatora e especialista na categoria “cantorinhas”. Olha aí o que ela descobriu. E conselho… veja o último vídeo, lá do final. ;)

Eu não sou fã de covers.

“Pronto, mordi minha língua†foi o que eu pensei quando ouvi Lissie pela primeira vez.

A cantora de Illinois, que tocou recentemente no Lollapalooza, apareceu pela primeira vez na minha “timeline†em um vídeo fazendo um cover de Kid Cudi. Depois apareceu como recomendação no Youtube com um cover de Bad Romance.

O cover de Hello do Lionel Richie foi um golpe fatal. Meu last.fm já denunciava que minha língua estava aos pedaços.

Não tinha como não gostar daqueles covers. A Lissie canta com tanta intensidade, com tanta propriedade, que às vezes eu acho que Hello é dela e que Lady Gaga chora ao ouvir essa versão de Bad Romance.

Para entender o que eu estou falando, basta assistir:

Para o alívio da minha língua, descobri um álbum de composições próprias, Catching a Tiger. E da Lissie compositora gostei ainda mais. A intensidade que ela bota nos covers aparece ainda mais na voz quando canta suas composições.

Pra conferir melhor o jeito de cantar de quem se entrega a cada grito é bom dar uma passada no canal do Youtube da moça. No mais, coloque os headphones e aproveite a minha música preferida da Lissie em uma versão acústica gravada em Londres.

 
 
Tuesday, 16 de August de 2011 | 18:03 - Por

O super hiper mega ator Jeff Bridges, eterno Big Lebowski, lança hoje dia 16 de agosto seu primeiro álbum. Depois de uma entrega fenomenal que lhe rendeu um Oscar com Crazy Heart, seu flerte com a música parece que virou namoro.

No auge de seus bem vividos 62 anos o cara lança um disco de country rock e deixa a gente com cara de tonto. O primeiro single é o do clipe abaixo, What A Little Bit Of Love Can Do. Se o disco é bom eu não sei. Vou procurar e quando achar falo mais por aqui.

E aqui o vídeo/entrevista sobre o lançamento do álbum:

Vida longa ao Jeff, que eu queria que fosse meu pai, avô, tio ou coisa assim.

 
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Wednesday, 03 de August de 2011 | 14:19 - Por

Eatliz – Lose This Child

Conheci este clipe no Anima Mundi deste ano e fiquei absolutamente estarrecido. É um stop motion que mostra a história de uma tartaruga marinha que luta para voltar para o oceano para encontrar sua mãe. Todo feito à noite (o que torna tudo mais impressionante), quando a areia vai tomando as formas de vários outros elementos do ecossistema. A música (da banda isralense Eatliz) é também muito boa, mas – coitada – não consegue competir com o próprio clipe. Impressionante, mesmo.

Por causa deste clipe, resolvi fazer este post com outros clipes inovadores. Divirta-se.

OK GO – Last Leaf

O OK GO é uma banda divertidíssima e que eu respeito muito, tanto pelo pop de primeira que faz como pelos clipes incríveis que cria para embalar seu som. Aqui vemos uma história sendo contada em torradas. O video foi feito em parceira com a Samsung, e cada segundo do clipe é uma sequência de 15 fotografias tiradas com uma câmera Samsung NX100. Para o vídeo todo, foram feitas 2430 fotos!

Her Morning Elegance – Oren Lavie

Stop motion de cair o queixo. Mostra objetos assumindo novas formas e ganhando vida própria, enquanto a protagonista desafia o sono e a nossa imaginação.
O video foi dirigido por Oren Lavie, Yuval e Merav Nathan.

Coldplay – Strawberry Swing

Dirigido por Chris Harding. Essa impressionante mistura de animação feita com giz consumiu 3 meses de muito suor e noites viradas, e foi feita totalmente à mão, não foram usados computadores. Uma música tão elegante como esta não poderia ter um clipe mais perfeito.

Blur – Coffee & TV

Divertidíssimo video do Blur onde uma caixinha de leite sai pelas ruas procurando pelo Graham Coxon. Estreou em 1999. Coffee & TV está no álbum 13, um disco melancólico, difícil e experimental, e é a única faixa que ia na contramão desta proposta. Foi o grande hit do disco.

 
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Tuesday, 02 de August de 2011 | 14:24 - Por

Há 10 dias alguma boa alma subiu para o youtube o que seria a primeira apresentação do Rage Against the Machine, em outubro de 1991 na California.

Me deu arrepios pensar no começo disso tudo. Não sou o maior fã da atitude da banda. Mas sou o maior fã da atitude da banda. Explico: gosto de musica verdadeira. A intensidade desses caras no palco sempre foi genuina, provocadora e polemica. A atitude deles fora do palco não faz juz ao que entregam.

Enfim. Não é essa a pauta. O que me pegou no vídeo é imaginar que ali ao ar livre nascia um novo momento na historia da música. Um estilo que tem execução única. Nasceram referências. Nasceu o representante mór de uma tribo.

Assista o que conseguir. Mas assista e reflita. And take the power back.

1: Killing In The Name (Instrumental)
2: Take The Power Back
3: Autologic
4: Bullet In The Head
5: Hit The Deck
6: Township Rebellion
7: Darkness Of Greed
8: Clear The Lane
9: Clampdown
10: Know Your Enemy (alternate version)
11: Freedom

 
 
 
 
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