Archive for June, 2011
Thursday , 30 de
June de 2011 | 16:35 - Por
Cotta
Nos dias 16 e 17 de junho, passou por São Paulo o lendário baixista Peter Hook , que integrou nada mais nada menos que Joy Division e New Order , sendo protagonista de duas bandas absolutamente icônicas da Inglaterra a partir do pós-punk de 1976.
Com sua banda The Light , Peter fez a noite de fãs de todas as idades relembrando clássicos do Joy Division e fazendo um tributo ao histórico Unknown Pleasures , álbum simbólico da estreia de Ian Curtis e cia.
Eu nunca fui muito fã de Joy Division, mas deu um gosto incrÃvel estar lá no meio de tantos aficcionados e sentir um pouco de perto a vibe dessa banda que é tão cultuada.
O show foi excelente, e Peter Hook tem carisma suficiente para transformar qualquer leigo em interessado, e qualquer fã em mais fã ainda. Saà do espetáculo satisfeito, ciente de ter visto uma lenda viva do pop inglês, um representante de uma época sombria e perturbada da cultura daquele paÃs, mas que ao mesmo tempo guarda uma mÃstica e uma magia encantadoras. Ian Curtis deve estar orgulhoso de seu legado.
Aqui tem dois trechos do show, e algumas lembranças do Joy Division. E de bônus, a versão moderna do The Killers para o clássico Shadowplay.
VIDEO
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Monday , 27 de
June de 2011 | 11:54 - Por
Zannin
“O Pink Floyd ligou e pediu as músicas de volta”
Há algum tempo atrás eu recebi uma mensagem de um colega meu, no twitter, que dizia mais ou menos o seguinte: “se eu fosse você, não perderia este show por nada”, acompanhado de um link. Este levava para o Facebook, na página de uma banda que faria um show na cidade onde moro, Bremen (DE) , em alguns meses.
Pois bem, nunca tinha ouvido falar da banda na minha vida, mas a oportunidade de ver um show sem ter que me deslocar muito era tentadora. Normalmente quando tem show de alguma banda é na cidade vizinha, Hamburg , a uma hora e meia de trem daqui, e eventualmente sou obrigado a “dormir” na estação esperando o primeiro trem da manhã – soa ok, mas imagine isso no frio do norte da Alemanha…
Enfim, procurei no Youtube por alguma música da banda, e encontrei uma cujo nome me chamou a atenção: na época, estava lendo “The Deeper Meaning of Liff” , do Douglas Adams – que nada mais é que um dicionário nonsense – e o nome da música em questão aparentemente aludia ao livro. Era esta daqui:
Achei MUITO interessante, e resolvi baixar os discos – eram só três. Escolhi para ouvir o que continha “Whissendine “, chamado “200 Tons of Bad Luck “, e na primeira música eu já estava arrepiado até o último fio de cabelo. Leia mais (…)
Friday , 24 de
June de 2011 | 11:33 - Por
Zannin
Que Paranoid Android é uma das grandes canções da história da música moderna todos sabemos. A música é desafiadora, complexa, tensa e calma ao mesmo tempo. Uma mistura de várias músicas em uma. Dos vários “Thom Yorkes” que existem dentro da cabeça de um só.
Eu adoro versões. Acho que é um jeito bem honesto de tentar entender qual é o raciocÃnio criativo/musical de alguém. O que a pessoa recria em cima de algo que já existe. O que é ou não é tributo a genialidade alheia.
Paranoid Android tem um monte. Eu mesmo já citei várias aqui no blog . Mas essa versão é curiosa. Aparentemente o usuário do Youtube OHADI22 gosta de dedicar tempo recriando as músicas que gosta a partir das inúmeras covers uploadeadas por lá.
Confira então o mix de 36 artistas tocando Paranoid Android do Radiohead .
Bom feriado
Tuesday , 21 de
June de 2011 | 10:32 - Por
Cotta
Wednesday , 15 de
June de 2011 | 9:51 - Por
Cotta
E finalmente o The Feeling – banda inglesa de pop-simpático que eu gosto muito – anunciou o lançamento de seu terceiro álbum.
Desde Join With Us , de 2008, os caras tavam curtindo um ostracismozinho. Agora resolveram voltar ao trabalho. Eba!
Aqui tem o clipe do primeiro single pra gente ver. O disco chega nas lojas britânicas no dia 20 de junho. E em breve num torrent perto de você.
Sunday , 12 de
June de 2011 | 3:49 - Por
Cotta
Eu amo os anos 70.
Foi uma década muito foda (desculpe o palavrão). Tanto na Inglaterra como nos EUA como aqui na Brasil, a produtividade musical que aconteceu no perÃodo de 70 a 78 foi absolutamente inacreditável. A qualidade do que se fazia era altÃssima, e as barreiras criativas quase não existiam (existiam mais as polÃticas, que à s vezes barravam as criativas, mas aà as criativas se tornavam ainda mais criativas para poder burlar as polÃticas. Pesquise sobre Chico Buarque e Julinho da Adelaide e você vai entender o que eu estou dizendo).
E, aqui no Brasil, a MPB vivia um de seus perÃodos mais férteis e incrivelmente criativos e ricos. Caetano, Chico, Milton, Gil, Jorge, Tom, Paulinho, Toquinho, Vinicius, Itamar, Rita, Arnaldo, Sérgio, Ney, João, Luiz, Gal, Maria, Elis … todo mundo estava a todo vapor, produzindo como nunca, e com uma qualidade incontestável. As discografias desse povo neste perÃodo todo viraram icônicas. Contestadoras, inteligentes, musicalmente desafiadoras, criativas, e sobretudo, extremamente brasileiras. Nosso paÃs vivia um orgulho único no campo cultural – na música, na literatura, nas artes cênicas, no cinema – e o Milagre Econômico também provocava uma sensação inédita de patriotismo nas pessoas. (Tudo bem que depois a gente pagou um preço altÃssimo por isso, mas essa questão não vem ao caso agora)
Do outro lado desta corrente criativa que formava a música brasileira naqueles dias, estavam Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Carlos Imperial, Wilson Simonal, Nara Leão e muitos outros, vindo quente que o público estava fervendo, depois de ter lotado todos os festivais da Record.
E adivinha quem ensinou Roberto e Erasmo a tocar violão?
Um carinha nascido na Tijuca, 18º filho de uma famÃlia de 19 irmãos e dono de uma musicalidade absolutamente inacreditável e absurda. Um sujeito que cresceu ouvindo samba e música popular americana, e que acabou trazendo para o Brasil um viés de soul e de groove que ninguém nunca havia sequer imaginado que poderia existir por aqui. Um porralouca que influenciou toda uma geração de músicos e que mostrou como é se faz som com técnica gringa em solo brazuca. Um mestre chamado Sebastião Rodrigues Maia .
Nascido em 1942 e morto em 1998, Tim Maia foi um furacão que passou pela vida destruindo tudo, deixando rastros marcantes na cultura e na música pop desta terra. Quando jovem, fez uma viagem pelos EUA que mudou sua vida e sua maneira de ouvir e pensar música. E, quando voltou pra cá, veio louco pra mostrar o que tinha aprendido, e determinado a conquistar seu espaço.
E olha… o cara não veio pra brincar. Os 4 primeiros discos de Tim Maia são uma sequência de obras de arte. O cara esbanjava uma musicalidade que é difÃcil de acreditar até hoje. E, quando você coloca o primeiro disco e ouve o baixo de Cristina, ou a melodia de Azul da Cor do Mar, ou o esbanjamento ridÃculo de potência vocal em Jurema, você entende a monstruosidade do homem. Era coisa de outro planeta. Ele misturava forró com samba com funk com soul com rock com groove com jazz. E criava um som com sua cara, e fez o queixo de todo mundo cair quando explodiu com seu álbum de estreia.
Repito que os 4 primeiros são as pérolas máximas e indispensáveis para qualquer pessoa que goste minimamente de música, e de si mesma. São discos clássicos e absurdamente incrÃveis, e – claro – estão repletos de hits que se tornaram hinos da nossa música para sempre. Mas o legal é ir além dos hits (até porque estes você sabe de cor, mesmo que ache que não sabe) e cavar mais fundo pra descobrir os tesouros escondidos.
Tim Maia fazia aqui um tipo de som pra Marvin Gaye ou James Brown nenhum botarem defeito. O cara era malandro até na hora de gravar. Cada nota é cheia de malÃcia, cada faixa esbanja uma musicalidade humilhante.
Antes de comentar disco a disco, três observações importantes a respeito de Tim Maia:
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Wednesday , 08 de
June de 2011 | 23:35 - Por
Zannin
Saturday , 04 de
June de 2011 | 15:50 - Por
Cotta
Muito legal a iniciativa de divulgação/venda do novo disco do Kaiser Chiefs .
Os caras gravaram 20 músicas novas. Aà você vai no site deles , escolhe 10 e monta o seu álbum personalizado. Você coloca as músicas na ordem que quiser, faz a capa e compra seu disco por 7,50 libras.
Depois você ganha materiais de divulgação para promover o SEU disco do Kaiser Chiefs e pode vende-lo online. Para cada disco SEU que for vendido, você GANHA 1 libra.
Eu já fiz o meu:
www.kaiserchiefs.com/felipecotta
Vai lá. Quem sabe eu não compro o seu, pra poder ouvir as outras 10 músicas que eu ainda não tenho?
Divirta-se.
Thursday , 02 de
June de 2011 | 11:33 - Por
Cotta
Dar o play neste novo disco do Strokes é como apertar os cintos de uma máquina do tempo rumo a 1984. Tudo em Angles parece querer mostrar a todo custo que a banda está imersa na estética dos anos oitenta, e que é de lá que vêm suas mais recentes influências.
Basta olhar a capa. No meio da prateleira de lançamentos de qualquer loja, olhando de longe, parece que você está vendo um relançamento de algum disco antigo do David Bowie. Desde a fonte até as formas e cores, tudo é tão oitentista e tão nostálgico que chega a ser paradoxal o fato de este ser um dos lançamentos mais esperados do ano, de uma banda assumidamente moderna e referência de rock dos anos 2000.
E assim que a primeira música começa – a quase-reggae Machu Picchu – você já recebe um primeiro choque de sonoridade. Timbres sintéticos a dar com o pau, uma leveza tÃpica de 30 anos atrás e a sensação de ter ligado o rádio do passado. Mas vamos lá: definitivamente, isso não é uma coisa ruim.
Os garotos são espertos, e não tem problema se quiseram temperar seu disco novo com um molho totalmente new wave. As músicas são boas e são essencialmente o clássico Strokes que todo mundo gosta, só que agora trazem um pouco mais de maquiagem. E é divertido ouvir coisas como Games ou Taken For a Fool e identificar elementos e timbres que parecem estar na sua cabeça desde sempre. A caixa da bateria é um dos exemplos mais gritantes, pra mim. Estalada e ardida, e ao mesmo tempo seca. Acho que, se esse disco for lançado em vinil, ele já vai vir com a capa amassada e meio arranhado. Ele já nasceu com cara de antigo.
O bom é que nem tudo é nostalgia em Angles. E as guitarronas vira e mexe voltam ao centro da cena, e na deliciosa Under Cover Of Darkness eles fazem questão de relembrar que ainda são os mesmos de sempre. Tem todos os elementos Strokianos que a gente adora: o bom-humor, as melodias malandrinhas e aquele refrão infalÃvel.
Outros pontos altÃssimos são Gratisfaction (se você não levantar da cadeira com vontade de dançar, ou se pelo menos você não bater o pé, é bom checar seus batimentos) e Two Kinds Of Happiness, com seu instrumental arrojado e esperto.
Angles pode não ser a volta triunfal que muitos fãs do Strokes estavam esperando. Mas com certeza é um excelente aquecimento.
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Wednesday , 01 de
June de 2011 | 15:20 - Por
Cotta
E o Coldplay anunciou ontem o lançamento de um novo single, Every Teardrop Is A Waterfall , prévia do 5o álbum que deve chegar em algum momento deste ano.
Oba!
Para ouvir, é só entrar no site deles nessa sexta. A banda vai liberar o streaming da música e, em breve, o download/compra.
Então anota aÃ: nessa sexta, dia 3, musiquinha nova dos caras no ar.
Aguardemos.
www.coldplay.com