Eu confesso que não sou um fã ardoroso do Panic At The Disco. Gosto muito de algumas faixas dos dois primeiros discos, mas ouvir um álbum inteiro geralmente me soa cansativo.
Mas, putaquepariu! (desculpem o palavrão), o disco novo dos caras tá inacreditável. Tem aquela produção impecável e irretocável de sempre, aqueles timbres fantásticos, aquela bateria que é um soco no estômago, aqueles vocais que parecem estar andando de montanha-russa e, o mais legal de tudo, umas idéias e melodias absurdamente boas.
O primeiro single é Ready To Go, uma música com “a cara†deles. Só que com uns toques meio 90´s bem legais em alguns momentos, uns vocais festivos de “ôôô†à la “Viva La Vida†e, como sempre, aquele refrão que é mais pegajoso que uma sanguessuga. Depois de ouvir umas 3 vezes, já era. A música não desgruda mais da sua cabeça.
E assim é praticamente com o resto do disco todo. A segunda metade do álbum é um feito impressionante nos dias de pasmaceira e ostracismo pelos quais têm passado a música pop de hoje. Que bom que de vez em quando uma banda lança um disco tão inventivo assim pra chacoalhar as fórmulas.
Quando você chegar em Always, dedique repetidas audições. Tá aà a faixa que provavelmente é a coisa mais bonita que eles já fizeram. No meio de tantos bombardeios de efeitos especiais e camadas e mais camadas densas de sons e timbres, Always é o ponto de refúgio do disco, e sua melodia confortante tem a sensação de um abraço carinhoso.
Depois, ela já amarra com a não menos excelente The Calendar. E, até o final, todas as musicas do álbum surpreendem.
Aqui tem um pouquinho pra você degustar. Depois, vá atrás do disco todo. Vale a pena.











