Archive for May, 2011

 
Friday, 27 de May de 2011 | 18:46 - Por

Para encerrar a semana, um post rápido sobre essa inusitada versão.
Weezer, banda clássica e imperdível dos anos 90 fazendo uma versão em clima de ensaio para a também clássica e imperdível Paranoid Android do clássico e imperdível OK Computer do Radiohead.

Vale o clique.
Resgate seus discos do Weezer e bom final de semana.

 
 
Friday, 27 de May de 2011 | 10:06 - Por

O legal do Death Cab For Cutie é que eles têm o dom de soar sempre a mesma banda e se manter fiéis à sua própria identidade SEM ser repetitivos.

Neste recém-lançado Codes And Keys, há um frescor muito gratificante em todas as canções, embora você comece aouvir cada uma e, 5 segundos depois, chegue àquela conclusão de que “isso só podia ser Death Cab For Cutie†ou “nossa, isso é mesmo a cara delesâ€. E isso sem que essa reação seja ruim ou reflita alguma previsibilidade.

Não dá pra ser previsível. Mas dá pra ser autêntico. E isso o Death Cab é, e muito. É engraçado você ouvir as novas (e excelentes!!!) Some Boys, Stay Young Go Dancing, You Are a Tourist e perceber que elas teriam tudo pra ser do Transatlanticism ou do Narrow Stairs, mas que ao mesmo tempo elas só poderiam ser do disco novo, só porque (e que bom!) elas trazem um tempero novo para um prato que já foi servido antes. E é essa diferença que faz de cada álbum deles uma experiência nova, e não a repetição da mesma receita. E é por isso que eles são uma grande banda.

Portable Television, por exemplo, à primeira audição, não soa em nada como uma música que teria a cara deles, mas à medida que você vai cavando as camadas da faixa, você percebe que todos os maneirismos deles estão lá presentes. Como acontece em I Will Possess Your Heart, do fantástico Narrow Stairs, os instrumentos trabalham em função da melodia, e de uma forma diferente do que geralmente acontece em música pop. Aqui, o piano é uma extensão da melodia, e não um tapete harmônico para que ela desfile em cima. O mesmo acontece com quase todo o trabalho de guitarras do disco. Ao invés de riffs marcantes, elas vêm para traduzir a melodia em outras linguagens, e então faz-se um diálogo voz/guitarra delicioso de se escutar. E de entender.

Ben Gibbard e Nick Harmer, os principais autores da banda, poderiam muito bem deitar-se nos louros das glórias passadas e aproveitar o respaldo que têm de seus fãs para embarcar em mais um disco de releituras de si próprios. Mas se eles tivessem esse tipo de atitude, provavelmente não teriam chegado a este sétimo disco.

E – para uma banda tão criteriosamente elegante como essa – isto não é pouca coisa.

 
 
Tuesday, 24 de May de 2011 | 12:19 - Por

Eu confesso que não sou um fã ardoroso do Panic At The Disco. Gosto muito de algumas faixas dos dois primeiros discos, mas ouvir um álbum inteiro geralmente me soa cansativo.

Mas, putaquepariu! (desculpem o palavrão), o disco novo dos caras tá inacreditável. Tem aquela produção impecável e irretocável de sempre, aqueles timbres fantásticos, aquela bateria que é um soco no estômago, aqueles vocais que parecem estar andando de montanha-russa e, o mais legal de tudo, umas idéias e melodias absurdamente boas.

O primeiro single é Ready To Go, uma música com “a cara†deles. Só que com uns toques meio 90´s bem legais em alguns momentos, uns vocais festivos de “ôôô†à la “Viva La Vida†e, como sempre, aquele refrão que é mais pegajoso que uma sanguessuga. Depois de ouvir umas 3 vezes, já era. A música não desgruda mais da sua cabeça.

E assim é praticamente com o resto do disco todo. A segunda metade do álbum é um feito impressionante nos dias de pasmaceira e ostracismo pelos quais têm passado a música pop de hoje. Que bom que de vez em quando uma banda lança um disco tão inventivo assim pra chacoalhar as fórmulas.

Quando você chegar em Always, dedique repetidas audições. Tá aí a faixa que provavelmente é a coisa mais bonita que eles já fizeram. No meio de tantos bombardeios de efeitos especiais e camadas e mais camadas densas de sons e timbres, Always é o ponto de refúgio do disco, e sua melodia confortante tem a sensação de um abraço carinhoso.

Depois, ela já amarra com a não menos excelente The Calendar. E, até o final, todas as musicas do álbum surpreendem.

Aqui tem um pouquinho pra você degustar. Depois, vá atrás do disco todo. Vale a pena.

 
 
Monday, 23 de May de 2011 | 19:18 - Por

Truckfighters é um power trio de stoner-fuzz-rock… da Suécia.

Fuzzomentary é um documentário independente que conta como esse trio de loucos divide a vida entre a banda e os seus empregos.

O filme tem depoimentos de gente como Josh Homme e Nick Olivieri… acho que não precisa dizer mais nada, né? Clica no play e cola na tela! \m/

Curtiu? Entra no site e entenda o projeto. Se quiser seu nome nos créditos é só doar uma $$ pra que os caras consigam lançar o DVD, vida de banda independente é foda em qualquer lugar do planeta.

 
Categorias/Tags: 2011, Fuzz, Rock, Stoner Rock,
 
Wednesday, 18 de May de 2011 | 10:28 - Por

E o genial (pra mim, pelo menos) Jon Fratelli está de volta com seu primeiro projeto solo. Depois de ficar famoso com sua divertida banda The Fratellis e de lançar seu projeto paralelo genialíssimo Codeine Velvet Club, ele agora anuncia seu primeiro EP solo: o The Magic Hour.

Como sempre, o som é pontuado pelo bom-humor e pelos refrões pegajosos. O trabalho solo está mais para Codeine do que para Fratellis, algumas coisas ainda soam bem retro, mas no refrão tudo explode. E aí você percebe que está mesmo ouvindo O cara.

Não importa o momento da carreira. Jon Fratelli é um ótimo compositor pop e vem fazendo um trabalho consistente e muito interessante. O primeiro single do single (se é que podemos chamar assim) é Don´t Make Me Close My Eyes, e é uma música com a marca registrada dos Fratellis. Não sei onde foi parar o irmão dele, mas não seria mal se a banda voltasse.

Enquanto isso, vá curtindo as aventuras solo de Jon. E divirta-se. É um rock legal pracacete, e não tem erro. Aqui você conhece a Don´t Make Me Close My Eyes, The Magic Hour e a incrível Santo Domingo. Vai lá!

 
 
Friday, 13 de May de 2011 | 16:06 - Por

Já estava pra falar desse disco aqui há algum tempo. Na real, estava pra postar qualquer coisa há algum tempo. Ando meio que trabalhando demais e ainda bem que o mestre Cotta tem segurando a onda por aqui.

Esbarrei com esse disco por aí e não dei muita bola. Fiquei empolgadão quando o Saulo mandou o post do Baby Huey e comparou a original com a versão Roots+Legend. Mas ficou ali na prateleirinha do iTunes, pegando poeira e aparecendo na minha cara toda vez que eu passava entre John Coltrane e John Mayall na minha library.

Em alguma das madrugadas de trabalho dos últimos meses, acabei escutando com atenção. E aí quando percebi que estava fazendo Air Drums ao invés de layouts, resolvi parar pra procurar maiores informações.

Wake Up é um album gravado em estúdio, fruto de uma colaboração entre John Legend, cantor de R&B americano que tem aparecido bastante por aqui nos últimos anos, e o The Roots, que já teve seus momentos MTV para alguns, e verdadeiras aulas de funk, jazz e hip-hop pra outros que se interessaram. O que não sabia é que essa colaboração começou na campanha de 2008 do Obama, e motivados por todo esse universo de engajamento e poder social das músicas negras dos anos 60 e 70, resolveram regravar algumas músicas dessa época.

O disco abre com a supracitada Hard Times do Baby Huey, musica fodassa e versão ao vivo GENIAL abaixo. Sente o drama:

Depois dessa, são mais 13 versões, com trabalhos menos populares de gente como Marvin Gaye, Nina Simone, Donny Hathaway e Bill Withers.

As críticas falam mal de Legend, como se ele não fosse bom o suficiente pra isso. É complicado comparar os originais com as versões. Mas no geral, acho Legend um puta cantor, com muita competência, e fodam-se os críticos.

Então pegue ele por ai, aumente seu fone (sim faz toda a diferença) e manda ver.

Fique com Compared to What;

E com I Can’t Write Left Handed (Live from Brooklyn Bowl) do Bill Withers.

 
 
Wednesday, 11 de May de 2011 | 10:37 - Por

Atenção, fãs de Pink Floyd! Ontem, foi anunciado mundialmente o relançamento da discografia completa do Pink Floyd, em versões rematerizadas em stereo e em 5.1 (para alguns álbuns), desde CD´s simples a box sets com livros luxuosos e até 5 discos de extras, incluindo DVD´s e Blu-Rays.

Uau.

E, para acabar com a polêmica sobre a inclusão de seu catálogo em formato digital, ele também foi contemplado. Agora, tem Pink Floyd para todos os formatos, gostos e públicos diferentes. Tudo em alta definição sonora. Tudo remaster. Que delícia.

Prepare seu bolso. Eu já abri uma poupança só pra isso.

Os discos virão em 3 edições diferentes:
Discovery – Cds normais
Experience – CDs duplos com livreto especial e extras
Immersion – Box set gigante com até 5 discos de extras (incluindo DVD e blu-ray), livro especial e outras bugigangas

Na amazon já dá pra espiar:
http://www.amazon.com/Wish-You-Were-Here-Immersion/dp/B004ZNAUVW

Dá uma olhada:
www.whypinkfloyd.com

 
 
Monday, 09 de May de 2011 | 16:30 - Por

Imagine que você é o Freddie Mercury, e que hoje é um dia como qualquer outro, só que em 1976. Você e sua banda foram responsáveis pelo single mais bem sucedido do ano passado e pelo disco que transformou sua banda nA banda mais comentada do planeta. Você foi capa de todas as grandes revistas e jornais de música do ano passado (e de muitas deste ano) por conta do fenômeno em que sua música Bohemian Rhapsody se transformou. Você conseguiu fazer de um pequeno épico de 6 minutos o terceiro single mais vendido da história da Inglaterra. E agora você tem que começar a preparar material para o álbum seguinte ao estrondo mundial que foi seu álbum anterior.

Você tem um problema.

Você se junta com Brian May, Roger Taylor e John Deacon e debate com eles. Vocês percebem que têm nas mãos a quase impossível tarefa de fazer um álbum que supere o A Night At The Opera, tanto em termos de qualidade como de expectativa de seu público.

E então, o que você faz?

Transforma o novo disco numa espécie de continuação do primeiro e repete o sucesso estrondoso. Desde o conceito do batismo do álbum (A Day At The Races também é o título de um filme dos irmãos Marx, assim como em A Night At The Opera) até a mistura de heavy metal com poderosas e emocionais baladas, você e sua banda fazem um discaço que por pouco não supera o anterior. E, assim, deixa seus milhares de fãs respirarem aliviados, deixa sua gravadora respirar aliviada, e você também respira aliviado, porque conseguiu provar para o mundo inteiro que sua banda manteve o alto nível das expectativas. E aí você olha para o disco que acabou de fazer, se espanta e diz: “Meu Deus, olha o disco que eu acabei de fazer!!â€.

E você realmente pode se gabar disso, pois apelou pracaralho e conseguiu humilhar as outras bandas mais uma vez. Você e seu coleguinha Brian May fizeram duas das mais impressionantes tapeçarias vocais que músicas de rock já tiveram a honra de ganhar, com You Take My Breath Away e Millionaire Waltz (uma valsa deliciosamente rock n roll). Você, mais uma vez, se atreveu a fazer uma das músicas mais simples e ao mesmo tempo mais icônicas do século XX com sua Somebody To Love. Sua música vai virar um hino, espero que você saiba disso.

Seu amigo John Deacon botou as asinhas de fora outra vez (como se não tivesse ficado satisfeito com You´re My Best Friend) e colocou You And I nesse disco novo de vocês. Covardia.

Você e seus amigos vão ouvir muita gente falando bem do disco novo, pode ficar tranqüilo. Claro, sempre vai ter aquele chato criticando, fingindo que entendeu e que sabe tudo, mas que na verdade falou qualquer coisa só pra não dar o braço a torcer. Relaxa. Quem gostou do disco novo de vocês hoje já sabe do que está falando. Parabéns.

 
 
Wednesday, 04 de May de 2011 | 17:30 - Por

Sorria.

 
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