Archive for April, 2011

 
Friday, 29 de April de 2011 | 15:51 - Por

Como o Zannin já disse aqui, Mike Portnoy deixou o Dream Theater em setembro do ano passado. Foi um baque pra todos os fãs de DT ao redor do mundo. Passado o luto, a vida segue e a banda precisa de um novo membro.
Mas como substituir um supermúsico como o Portnoy? Quase impossível né? Errado!

Foi ao ar no You Tube, durante essa semana, o mini documentário “The Spirit Carries On” que conta como foi o processo.
É um material fantástico!
São 3 episódios de 20 min, onde a banda divide com o público como foi a escolha do sucessor de Portnoy e mostra um pouquinho das audições.
São 7 dos melhores bateras do mundo “jamming” com o DT, de derreter o cérebro!
Veja o trailer do doc:

O resultado e o escolhido só no final do 3º episódio. Clique nos links abaixo e play! (os videos não estão liberados para embedar)

Episódio 1

Episódio 2

Episódio 3

 
Categorias/Tags: 2011, Progressivo,
 
Tuesday, 26 de April de 2011 | 18:25 - Por

Com mais de 1600 – sim, mil e seiscentas! – versões, Yesterday é, disparado, a música mais regravada da história da música popular.

Alguns dos artistas que colocaram a música em seus discos foram Marianne Faithfull, Tose Proeski, The Mamas and the Papas and Barry McGuire, The Seekers, Joan Baez, Donny Hathaway, Michael Bolton, Bob Dylan, Liberace, Frank Sinatra, Matt Monro, Elvis Presley, Ray Charles, Marvin Gaye, Jan & Dean, The Sylvers, Wet Wet Wet, Plácido Domingo, The Head Shop, Billy Dean, En Vogue, Ella Fitzgerald, Ray Anthony, Muslim Magomayev, Boyz II Men, Perry Como, Eddie Fisher, Earl Grant, Bill Henderson, Al Hirt, Vera Lynn e até o Roupa Nova.

Depois da original, qual a sua versão preferida? (Aqui tem só 5 videos. Só faltam 1595 agora. Aceitamos colaborações)

 
 
Monday, 11 de April de 2011 | 1:48 - Por


Eu sou fã de Foo Fighters. Já falei um monte de coisas aqui sobre o processo desse disco, que arrisco dizer, será o melhor de 2011 em 80% das listas de melhores do ano.

Desde o lançamento do show no Wembley Stadium a banda pulou pra um nível que poucas bandas até hoje alcançaram. Quando você percebe a idéia da coisa, a mistura do peso do som, com a intensidade dos gritos, a raiva contida nos refrões, mas sempre com histórias boas por trás das músicas, saca que a banda não é qualquer coisa.

Quando Dave Grohl, suado, barbudo, com um copo de cerveja na mão, para o show e fala pras 80 mil pessoas que estavam ali sobre o propósito do trabalho, sobre a felicidade de ter o privilégio de fazer aquilo da vida, e com lágrimas nos olhos saber que o trabalho que ele resolveu fazer depois do final abrupto do Nirvana, não restou mais nenhuma dúvida de que aquela banda mudou o curso da minha história com o rock. É de verdade, feita por gente de verdade, e é uma das poucas bandas de rock que te fazem gritar e se emocionar sem muito esforço.

Depois desses primeiros meses do ano, em que todo o warm up para Wasting Light aconteceu, me vi rapidamente viciado em Foo Fighters. Com maestria, soltaram riff por riff e melodia por melodia, pedacinhos do que seria a melhor surpresa que um fã pode ter: um sétimo e incrível disco de estúdio da banda que você gosta.

Wasting Light é uma aula em todos os aspectos. Do ‘Fan Marketing’ a ‘School of Rock’. Uma aula de estética sonora e produção, gravado em fita numa garagem e sem o uso de computadores. É um soco no olho dos músicos chatos que insistem em culpar a internet pela decadência do mercado musical. Ta aí um exemplo claro de uma banda que grava em old-fashion e sabe usar essas ferramentas novas em seu favor.

E é por isso que o suposto disco mais pesado da carreira da banda não lhe agride os ouvidos mas te provoca como há tempos o rock não te provocava. A mistura do peso das guitarras com refrões melódicos e grudentos fazem qualquer pessoa não querer tirar o disco do carro e ouvi-lo de cabo a rabo todo dia, decorando todas as músicas em menos de uma semana.

Clique no play aí em cima e vamos na ordem, que é assim que tem que ser feito. Bridges Burning é o começo da hipnose. Riffão, bateria pesada correndo com o andamento, parada e berro: These are my famous last words! A música vai crescendo e mostrando o que o domínio de teoria vira na prática. Dinâmica. Muita dinâmica. Refrão incrível, que conecta sua cabeça aos teasers que já rolaram e já te dão automaticamente uma sensação de já gostar daquilo há muito tempo.

Daqui pra frente meu amigo, não pare esse disco no meio.

A seqüência vai pra Rope, que pela estratégia do lançamento, te deixa em casa. Você já conhece essa, já sabe que é boa, e ouve feliz dentro do contexto. E subitamente entra Dear Rosemary, uma balada com jeito de anos 90 que reflete sobre a vida e conta com a participação de Bob Mould, vocalista do extinto Hüsker Dü. Na seqüência, sem respirar muito, vem White Limo, que apesar de adorar, acho que é a música que tem menos a ver com o produto final do disco. Houve uma ousadia que na minha opinião, não trouxe o melhor resultado. O overdrive na voz de Grohl mascara o que é a identidade do Foo Fighters, mas vale como uma bela aumentada na tensão do disco, preparando para o alivio da próxima.

Arlandria é um rock americano com refrão de balada, e que segue a receita que conduz esse disco: dinâmica. Mais cedo nesse domingo, empolgado com o discasso, eu e meus companheiros de banda resolvemos tirar 3 músicas desse novo registro, sendo Arlandria uma delas. Ao enxergar essa música com outro enfoque, ficando de olho no mapa e prestando bastante atenção para gritar com a intensidade certa na hora certa, percebi as leves mudanças que as palavras ganham a cada segundo de música que se passa, e entendi o que esse disco se propôs a fazer. É uma viagem de altos e baixos, quase que bipolarmente musical.

E ainda no assunto bipolar, chega These Days, sexta faixa e uma das minhas favoritas. Basicamente, uma melodia alegre pra um monte de merda que dá na vida da gente, sugerindo que você as aceite. Mas não. Fodam-se os otimistas. hahaha. Puta música boa, que segue com Back & Forth, que parece uma continuação do pensamento da anterior. Traduzindo, essa música podia até ser do Sérgio Malandro (algo como “to querendo um pouco de vai e vem com você”) mas é genial. Soa como o Foo Fighters bem humorado do começo da carreira, e já imagino um clipe daqueles de historinha que todo mundo vai adorar ver.

Por sinal nesse disco deu pra perceber que algumas marcas do Foo Fighters se transformam em receitas. Se pegarmos a estrutura da músicas, em quase todas o 2o verso vem grudado no refrão, o que é um modelo de produção muito usado em música moderna, que te faz ficar com a melodia grudada e nem perceber que já chegou a vez dele de novo.

Agora vamos para a oitava música, e o disco não perdeu fôlego mesmo entrando num campo menos animado. A Matter of Time e Miss the Misery funcionam como uma suite de esperança, essa segunda usando uma base fantástica de guitarra com acordes cheios e sem distorção, bem anos 90 (inspiração absoluta do álbum) mas com vocais incrivelmente atuais.

A penúltima, I Should’ve Known, é provavelmente a música que mais pegou. Pela intensidade, pelo meu momento pessoal, pelas minhas referências. É curiosamente a música mais criticada por aí, mas eu nem ligo. Essa teve a participação do Krist Novoselic também ex-Nirvana, num encontro que demorou bem uns 20 anos pra acontecer. Eu sou particularmente ativado por coisas viscerais, e essa traz aquele grito preso na garganta, o mesmo que Best of You enfiou na nossa cara no In Your Honor de 2005 (o “white album” do Foo Fighters).

O álbum fecha com Walk, que tem mesmo cara de fim de disco e um ar meio conclusivo sobre todas as histórias que você acabou de ouvir. Learning to walk again, I believe I’ve waited long enough… é meio isso, e é fantástico.

Então depois que você escutar ele inteiro e com o volume alto no seu fone, passe aqui e leia tudo isso de novo.

O que fica pra mim do Foo Fighters em 2011:
- Wasting Light > Fodão
- Venham pro Brasil por favor!
- Obrigado por fazerem isso pelos fãs.
- Liberem logo o Documentário pra baixar.
- Não fiquem mais 3 anos sem gravar.

Long live Foo Fighters. Long live Rock n Roll.

 
 
Friday, 08 de April de 2011 | 15:00 - Por

E o grande Ludov – banda paulista da minha amiga Vanessa Krongold – vai abrir os shows do Roxette aqui em SP. Puta orgulho para os fãs e amigos.

Se você não gosta de Roxette, vá pra ver o Ludov e depois vá pro bar. Se você gosta de Roxette, vá pra ver os dois e bom show.

Aqui, um aperitivo. Parabéns, Ludovicos.

 
 
Thursday, 07 de April de 2011 | 15:56 - Por

 
 
Tuesday, 05 de April de 2011 | 12:28 - Por

Amigos que vivem suas vidas corridas mas não vivem sem música. Esta é a filosofia do nosso A Day In The Life, e por isso que o blog foi criado. É um espaço nosso pra compartilhar música com quem gosta, com quem também não vive sem, com quem quem gosta de discutir o assunto e – claro – também com quem tem aquele sonhozinho guardado lá na gaveta de um dia largar tudo pro alto e viver dessa porra que a gente tanto ama.

Geralmente quem ama música acaba indo aprender algum instrumento, nem que for só pra se distrair enquanto espera a pizza chegar. Ou então, se o coração pedir, você acaba montando uma banda pra extravazar as mazelas do dia-a-dia e pra lembrar um pouquinho do que é que faz o nosso coração bater mais forte. E dá-lhe tirar música, decorar letra, sair correndo do trabalho pra chegar no ensaio, suar a camisa, chegar em casa morto e lembrar que tem aquele job esperando você no dia seguinte.

Mas vale a pena. E quem é sortudo o suficiente acaba conseguindo levar a vida musical em paralelo e sendo mais feliz.

Sim, mais feliz é uma condição inerente àquelas pessoas que se envolvem com suas paixões. Tem gente que pinta, que atua, que tira fotografia, que escreve… Cada um tem a sua paixão, a sua maneira de lembrar de tempos em tempos que a vida não é só correira e trabalho e estresse. E que todas essas coisas deveriam servir para que a gente consiga um pouquinho de tempo o condição para exercitar a paixão. No caso dos autores deste blog, essa paixão é a música.

E felizmente o nosso amigo Zannin resolveu dar uma chance pra ela mais uma vez. E foi com muito orgulho que eu fui ver o show de estréia do genial Velho Oito.

E que estreia. Junto com os grandes Guto Machado, Carlos Pera e Toni Sader, o Zannin fez um setlist repleto de petardos clássicos do grunge e do rock n roll dos anos 90. Abaixo tem um pequeno registro, simbólico. O video não é dos melhores porque foi feito com celular, mas serve pra eternizar um pedaço do que foi só o primeiro show do Velho Oito: teve Pearl Jam, teve Black Crowes, teve Stone Temple Pilots, teve Nirvana e até Queens Of The Stone Age. Os caras não vieram pra brincar não.

Mas o mais legal do Velho Oito não é nem o setlist, nem as piadas e nem o visual. É o tesão de estar em cima daquele palco, finalmente extravazando o desejo de tocar o que se gosta para um público empolgado. É a alegria de realizar (mesmo que um pouquinho) o sonho. É a magia da música tomando conta de cada um.

E é isso que faz de uma banda uma grande banda.

Parabéns!

 
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