Bom. Para muitos, American Idol é a versão gringa de “Ídolos”. Para muitos outros, “Ídolos” é a versão brasileira de American Idol. Mas no fundo no fundo, os dois são completamente diferentes. E nessa situação, eu prefiro o gringo.
Além da loucura das eliminatórias, onde todo o tipo de gente aparece tentando sua chance, American Idol é um programa que se preocupa em procurar talentos capazes de serem um “recording artist” ou seja, precisa-se combinar aparência, estilo, vocais, performance no palco, e porque não, potencial de venda de discos.

A cada época, uma tendência musical-comercial se firma, e a comissão do programa, que nessa décima edição substitui o genial mala Simon Cowell por Steven Tyler do Aerosmith e Jennifer Lopez, mantendo ainda Randy Jackson e Ryan Secrest, procura gente que se enquadre nisso. Muitas vezes é a menina bonita do interior que pode virar a próxima menina bonita do interior que se reinventa no pop, ou o rockeiro sulista que acaba gravando um disco mais puxado pra country – por puras questões mercadológicas.
O grande negócio, é que para cada pessoa que sonha em viver de música, pouco importa se você vai se enveredar por caminhos populares e vendedores. O resultado é viver o sonho, nem que seja por 1 ano.
Das 9 edições anteriores eu acabei vendo no mínimo um pouco de cada.
E fiz um apanhado aqui depois do jump. Você pode nem querer ver nada, mas pelo menos, passe pro fim do post e veja o último vídeo.
Na primeira edição, tivemos Kelly Clarkson como vencedora. Garota bonitinha, com vozeirão, e que sobreviveu ao segundo disco. Na segunda, deu o gigante Ruben Studdard – R&B na veia, mas também teve espaço pro 2o colocado – Clay Aiken, estranho mas que teve aí seus momentos de fama nos EUA.
Na terceira, deu R&B de novo, nesse caso com a brasileira americanizada Fantasia Barrino, que teve seus momentos de glória, mas continuou como cantora de musicais e trilhas de filmes. Teve também uma quase vencedora, Jennifer Hudson, que depois de algum tempo, levou um Oscar de melhor artista coadjuvante como uma das cantoras do filme Dreamgirls, e hoje usa um tal de Barack Obama como audiência de vez em quando.
Na quarta, quem levou vou a menina sulista Carrie Underwood, que tá aí até hoje concorrendo a Grammy’s todos os anos, e seguindo uma firme carreira country. Ela aparece cada vez mais bonita, mais rica e cantando ainda melhor.
A quinta temporada foi muito boa. Apesar do vencedor ter sido o esquisito meio velhaco Taylor Hicks, foi a temporada que talvez tenha revelado mais talentos. Ace Young no country-rock, Chris Daughtry no rock n roll (que lançou um disco bem bom), Kellie Pickler no country e Paris Bennett (a baixinha de 17 anos que cantava como uma verdadeira diva do soul – procure no youtube).
A sexta temporada foi do Blake Lewis. Mentira. Quem ganhou foi Jordin Sparks, porque tinha 17 anos, cantava bem e emplacou as coisas certas. Mas Blake foi um caso a parte. O cara é simplesmente fantástico. Um talentoso “Timberlake Jr.” desconhecido que produzia suas músicas antes de ir pro palco. Incrível.
A sétima foi unânime. David Cook, talvez o melhor participante que passou pelos Idols. Cantor magnífico e ótimo guitarrista. Quase perdeu pro David Archuleta garoto virgenzinho mas que tinha um puta domínio da voz. Já vi disco dele pra vender por aí. Mas eu comprei mesmo o do David Cook.
A oitava foi também cheia de gente boa. Matt Giraud, crooner estilão Michael Bublé, Adam Lambert, um cara meio andrógeno (pop), com agudos absolutamente fantásticos e o vencedor Kris Allen (pop rock). Quem tinha que ter vencido era Lambert. Mas ele anda por aí, com clipes afetados na MTV e VH1.
Essa última nona temporada foi estranha. Muitos participantes já apostando em modismos e não em talento. Ficou fácil para Lee Dewyze que é competente mas não é nada demais. Um que tinha fortes chances, mas não se manteve em destaque era Andrew Garcia, que fazia versões muito boas como essa abaixo. Na minha opinião a melhor cantora se chamava Crystal Bowersox, gordinha guitarrista que cantava como uma jovem Janis. Fodona.
O que é inegável é que a TV americana sabe fazer programas espetaculares, e o show American Idol tem um puta critério para recolher talentos nos Estados Unidos. E essa palavra é importantíssima: TALENTO.
E talento é o que esse cara aqui de baixo, que ainda está nas eliminatórias para a décima temporada, tem de sobra. Veja só e acompanhe o programa. Se tudo der certo, vou continuar falando um pouco de Idol por aqui.
E esse outro:
E esse aqui? Que chora litros depois de perceber o que ele acabou de fazer.
É isso. As vezes viceral, as vezes engraçado e as vezes emocionante.
O programa passa aos sábados e domingos às 20h no Canal Sony.
