Archive for February, 2011

 
Friday, 25 de February de 2011 | 11:25 - Por

Comprei o CD novo do Kings Of Leon e não gostei. Achei que fosse coisa da primeira audição e tal, e que tudo iria melhorar escutando mais e mais vezes.

Ainda não rolou, ainda não teve aquele click, aquele momento que faz você parar e dizer “PQP, que música boa!”.

Será que há algo de errado comigo? Poxa, os caras sabem fazer música boa (sempre souberam), eu gosto da banda (sempre gostei), e o disco novo não tem nenhuma grande ruptura ou mudança de estilo que justifique o meu não-soltar-de-rojões.

Ouvindo o disco, mesmo depois de repetidas vezes, não consigo fugir da impressão de que são 13 tentativas frustradas de recriar Use Somebody. E aí não consigo deixar de pensar em fórmula. Tudo bem, Mary e Beach Side são bons momentos, mas mesmo assim… nada emociona, nada surpreende. Parece que eles estão com medo de arriscar e perder os novos fãs. O prolema é que, fazendo música insossa desse jeito, eles vão perder os velhos.

O disco não é ruim, definitivamente. Mas também não é bom. Ficou num meio termo morno e apático (até agora, pelo menos).

Enfim, espero estar errado. Por favor, me digam que eu estou errado. Me digam por onde começar, porque eu acho que ainda não consegui entrar em sintonia com o álbum. Se você gostou, me diga – por favor – que música fez você parar pra prestar atenção, que música fez você pirar.

Me ajudem a não desistir de uma banda que eu tanto gosto.

 
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Wednesday, 23 de February de 2011 | 10:07 - Por

E agora as 9 da manhã, o Foo Fighters lançou Rope, o primeiro single de Wasting Light, que deve ser lançado em abril/2011.

Se você não escuta tanto Foo Fighters, pode não perceber. Mas as guitarras tão mais pesadas, e o baterista Taylor Hawkins divide os vocais com Grohl, e parece ter participado da composição – comparando um pouco com o estilo das melodias de voz de sua banda paralela, Taylor Hawkins and the Coatail Riders, já falada aqui e aqui.

Achei Rope sensacional. Clica aí em cima e ouve. Again and again.

 
 
Tuesday, 22 de February de 2011 | 9:37 - Por

Bom. Para muitos, American Idol é a versão gringa de “Ãdolos”. Para muitos outros, “Ãdolos” é a versão brasileira de American Idol. Mas no fundo no fundo, os dois são completamente diferentes. E nessa situação, eu prefiro o gringo.

Além da loucura das eliminatórias, onde todo o tipo de gente aparece tentando sua chance, American Idol é um programa que se preocupa em procurar talentos capazes de serem um “recording artist” ou seja, precisa-se combinar aparência, estilo, vocais, performance no palco, e porque não, potencial de venda de discos.

A cada época, uma tendência musical-comercial se firma, e a comissão do programa, que nessa décima edição substitui o genial mala Simon Cowell por Steven Tyler do Aerosmith e Jennifer Lopez, mantendo ainda Randy Jackson e Ryan Secrest, procura gente que se enquadre nisso. Muitas vezes é a menina bonita do interior que pode virar a próxima menina bonita do interior que se reinventa no pop, ou o rockeiro sulista que acaba gravando um disco mais puxado pra country – por puras questões mercadológicas.

O grande negócio, é que para cada pessoa que sonha em viver de música, pouco importa se você vai se enveredar por caminhos populares e vendedores. O resultado é viver o sonho, nem que seja por 1 ano.

Das 9 edições anteriores eu acabei vendo no mínimo um pouco de cada.
E fiz um apanhado aqui depois do jump. Você pode nem querer ver nada, mas pelo menos, passe pro fim do post e veja o último vídeo.

Leia mais (…)

 
 
Monday, 21 de February de 2011 | 10:58 - Por


E o Radiohead tá de volta por aí né. Sem muito aviso, alarde ou expectativa, liberou um link, assim meio do nada, na semana passada oferecendo a pré-venda em vinil ou download para o novo disco, The King Of Limbs.

E ainda liberou, um dia antes do esperado, o download do disco e um clipe para Lotus Flower, onde temos um Thom Yorke autêntico, dançando como se ninguém tivesse olhando e mostrando um pouco do que é na essência esse trabalho pra ele.

Deve ser uma missão difícil para uma banda que tem OK Computer e In Rainbows na discografia, lançar um disco sem criar qualquer tipo de comparação com trabalhos anteriores, ou ainda, colocar na rua um trabalho que certamente será definido como melhor ou pior do que tudo o que você já conhece. Pode ser até injusto.

Nesse caso, acho complicado e até precipitado dizer que KoL (o disco e não a banda) é melhor que pelo menos In Rainbows, de três anos atrás. Esse último foi um tapa na cara. Um dos melhores discos da banda, e que ainda tem um ‘bias’ para os brasileiros – por ter trazido o show desse álbum para cá e dado fim a uma carência que durou anos. Mesmo depois de algum tempo eu ainda lembro de cada instante do show que vi na Chácara do Jockey e ainda lembro também do tanto que minha alma tava lavada quando o show acabou.

Mas The King of Lambs é um discão. Ele começa com Bloom, que é tão experimental que confunde a gente. Parecem duas músicas sobrepostas e acho que serve mesmo como um objeto estético do disco. Algo que pelo menos abre um pouco a cabeça de quem escuta para não ir para as próximas músicas com um pensamento pré-definido – se é que isso é possível.

Ainda é cedo, pelo menos pra mim, saber se esse disco vai ser daqueles que não desgruda da cabeça ou se ele vai ficar ali de lado e rodar quando o Genius do iTunes quiser. Nessa minha terceira audição, acho ainda o disco um tanto contemplativo. Aquele pra deixar rolando em casa sem muito volume. Exceto por Morning Mr Magpie, Feral (que é meio baião), Little by Little e Lotus Flower que são mais empolgadonas.

Mas mudando totalmente a expectativa e pensando que é um disco mais introspectivo mesmo, temos um discão. Lotus Flower é bem legal, Codex é de cortar os pulsos com a faquinha de plástico que vem no rocambole (in a good way), e a última, Separator é uma das melhores do disco. Inclusive, não vejo a hora de usá-la como trilha para aquela tarde de domingo preguiçosa, depois de um longo e etílico almoço, jogado no sofá e ganhando um também preguiçoso cafuné.

Como ainda é tudo novidade, ‘resenhar’ um disco com dias de existência pode ser precipitado. Sabemos que Radiohead é o tipo de banda crescente, que os discos vão melhorando a cada vez que os escutamos. Então nos ajudem dizendo aí nos comentários suas opiniões sobre o KoL. Quem sabe não fazemos outro review mais pra frente né.

E para finalizar, veja o vídeo de Lotus Flowers, com Thom Yorke sem filtros. Passe também no youtube e veja as inúmeras versões usando suas dancinhas em cima de outras músicas. Hilário.

E um edit válido: vi ali no twitter do Paulo o @withlasers esse link sobre teorias conspiratórias desse disco. Algo como um Vol. 2 aparecendo logo mais. :-)

 
 
Tuesday, 15 de February de 2011 | 12:20 - Por

É verdade. É agora. É aqui:
http://www.thekingoflimbs.com/

 
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Monday, 14 de February de 2011 | 10:29 - Por

“Lemmy” Kilmister e Foo Fighters. Sem mais:

 
 
Thursday, 10 de February de 2011 | 16:26 - Por

Bom esse é um post já quase que lenda sobre o espetáculo LOVE em Las Vegas. Quem foi e resolveu contar pra nós é o Marcos Piccinini, que já falou aqui também sobre o show do Franz Ferdinand em março de 2010.

Leia o texto, escute o Love e entre no site de viagens de sua preferência.


Se você não está construindo um hospital para crianças, pare o que está fazendo, vá para Las Vegas e veja Love do Cirque Du Soleil. É mais importante. Aliás, dependendo das crianças, o hospital também pode esperar.
Eu fui. Tenho o ingresso para provar. Guardei direitinho, caso São Pedro peça para ver antes de abrir o portão.

Antes de mais nada, algumas premissas.
Quem lê este blog sabe que aqui são todos fanáticos por Beatles. Claro que quando eu digo todos eu posso não estar falando de você. Mas, se não estiver, eu nem queria falar com você mesmo. Você não gosta de Beatles, você tem problemas. Cuide-se.

Brincadeiras à parte, eu consigo imaginar alguns possíveis níveis de relacionamento com o quarteto de Liverpool. Digamos:

1 – “adoro”
2 – “gosto, gosto muito”
3 – “até que curto”
4 – “não gosto de ouvir / enjoei, mas respeito”

Existem as pessoas que falam que Beatles eram ruins. Vou falar o mais racionalmente possível: essas pessoas não sabem do que estão falando. Os caras que mais odiavam os Beatles nunca deixaram de respeitá-los. Se alguém lhes falta com respeito, se alguém deixa de admitir sua importância e sua magnitude no mundo da música, então esse alguém é quem não merece o menor respeito. Já escrevi até demais sobre estes.

Se você é inteligente, minimamente culto, sabe ler e se encaixa em qualquer descrição das enumeradas, vamos falar mais sobre você. Você merece.

O Love não é feito só para quem é adorador do Fab Four. Eu iria até um pouco além: o Love *não* foi feito para quem é fanático por Beatles. Para estes, há um problema fisiológico: com 30 segundos de show, eu, no controle total de meus 28 anos, comecei a chorar. Muito. E eram só 30 segundos. Ao final, contadas, foram 7 crises desesperadoras de lágrimas. Minha esposa (sim, eu ainda sou casado) tentava ajudar falando coisas. Não me lembro de nenhuma delas.

Não vou aqui nem tentar ser pontual, fazendo análises faixa-a-faixa, instrumento-por-instrumento, mood-after-mood, como meus queridos anfitriões. E não faço porque não consigo. Eu sai de lá com uma nova perspectiva sobre o que os Beatles podem fazer, o que a música pode construir. Isso porque não era só Beatles, e não era só Cirque Du Soleil, e também não era só os dois juntos. Aquilo era algo. Eu passei 28 anos ouvindo as músicas, e achei que lá eu as *veria*.

Foi mais. Eu vivi cada uma delas.

Se querem menos abstração e um pouco mais de ceticismo, eu me lembro de “Fools” on the hill, lembro da Rainha, lembro das sombras e vozes dos quatro. Lembro do menino de Liverpool sonhando, sua diva morrendo e A Day in The Life. Lembro do Bombeiro e a Menina, e imediatamente lembrei de Bêbado e Equilibrista. Lembro de bolhas de sabão, de velas, de bandeirões de estádio, de rosas, de pétalas. Lembro que um dos turbilhões de lágrimas foi com Back In The U.S.S.R., para se ter uma idéia como eu estava facinho.

Nada faz sentido? Bem, o trailer está aí. Mais para provar que o que eu estou escrevendo faz sentido e menos para assimilar qualquer coisa.

Dois resumos desta zorra:

(o curto)
Quando eu era pequeno, eu perguntei para o meu pai o que levava milhares de pessoas a construírem algo como uma igreja, um lugar vazio, em busca de algo que eles não SABIAM se valia a pena. Ele só me respondeu que isso era a fé, essa é a parte inexplicável.

Pois assim como orações, as músicas que eu ouvi são repetidas e entoadas no mundo inteiro há décadas. Tudo o que fizeram foi construir um templo, criar o rito. O que eu vi foi uma missa. E agora eu acredito ainda mais.

(o curtíssimo)
… in the end, the love you take is equal to the love you make.

 
 
Tuesday, 01 de February de 2011 | 18:16 - Por

Já estou ficando sem títulos para falar sobre o Foo Fighters.
O provável warmup para lançamento de disco mais legal que podemos ver se abrindo diante dos nossos olhos e ouvidos.

Além do teaser, do twitter recheado de novidades real time, do tour dentro do estúdio, do show surpresa tocando o disco novo e toda a mágica rock n roll que eles criaram em volta do novo e pesadíssimo disco que de acordo com esse novo teaser “FooFighters FM” saí em Abril de 2011. Uma longa espera para os viciados.

Dêem uma passadinha na rádio deles. Divertida. Cheia de trechos e surpresas.

 
 
 
 
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