Descobri essa música hoje. Digo “descobri” porque ao assistir esse vídeo aqui bem legal sobre a história do videogame rolou um trechinho dum rockão bacana e resolvi fuçar pela net pra descobrir que banda era.
O riff é bacana, o timbre de guitarra me agradou mas foi o refrão chiclete que me pegou: tá no loop aqui faz um tempinho já, hard rock dos bons!
O Social Code é do Canada e posso dizer que o ultímo disco entitulado Rock’n Roll, de 2009, é mais pesado e como o próprio título diz mais rock do que os trabalhos anteriores. Ah! Essa música está disponível pra download no Rockband.
Acabei de ver o post no Move That Jukebox sobre o show surpresa que o Foo Fighters armou em Santa Barbara e tocou o novo disco inteirinho.
These Days é a música que tem a maior quantidade de vídeos no youtube, e com melhor qualidade também.
Mas dando uma olhada por lá, encontrei esse de quase 10 minutos com vários pedaços de várias músicas. Dá pra ter um gostinho sobre o que vai ser o disco novo – que vai me fazer esperar na porta da loja como há tempos não espero por um disco.
Nunca vou me esquecer da primeira vez em que ouvi Paranoid Android.
Foi com certeza um dos momentos mais hipnotizantes da minha vida. Durante 6 minutos eu me fechei numa bolha e nada do que acontecia no mundo lá fora me interessava. Estava sendo conquistado pela maior obra-prima que o Radiohead já foi capaz de conceber.
A música é tão original, mas tão original que é impossível não ceder à genialidade de seu compositor, o esquisitão e depressivo Thom Yorke. Seu timbre de voz é capaz de trazer arrepios na espinha dos mais insensíveis ouvintes de rock e algumas de suas idéias musicais são tão revolucionárias quanto às mais ambiciosas músicas dos Beatles ou do Pink Floyd (aliás, duas influências confessas do compositor).
A já citada Paranoid Android é um mergulho no subconsciente de Yorke, e uma viagem alucinante pelos mais tortuosos caminhos da melodia.
Ouvi-la é uma experiência inenarrável. Linda de morrer, angustiante, nervosa, barulhenta quando precisa e surpreendentemente criativa, essa pequena maravilha do britpop começa despejando as lamúrias de um sujeito perturbado com o mundo, numa jornada de altos e baixos em ambientações sonoras tão ricas que fazem você se sentir o protagonista da letra.
E o final é maravilhoso. Denso, carregado e grandioso, com aquele inteligente diálogo de vocais que desenha um cenário sombrio, mas ao mesmo tempo esperançoso. “Come on rain down me, from a great height… God loves his children.” É de uma beleza lacrimejante.
E, como se não bastasse esta pérola, OK Computer tem pelo menos mais umas 6 ou 7 faixas arrebatadoras. O inconfundível riff de Airbag abre as portas deste misterioso e instigante álbum, e prepara seu ouvido para a chegada de pérolas como “Let Down”, “No Surprises” e Karma Police. Esta última, em particular, uma das mais poderosas baladas do Radiohead, tão grandiosa quanto Fake Plastic Trees, do disco anterior (o aclamado The Bends).
Climbing Up The Walls é um raivoso protesto à maneira cega e quase escrava com a qual o homem se entrega à tecnologia, e The Tourist é o lamento final. Um manifesto emocionado e sincero, onde Thom Yorke pede para você abrir os olhos e perceber que a vida é muito mais do que a correria do dia-a-dia e o desespero contra o relógio. “Hey man, slow down”, ele implora com um grito incontido.
Catorze anos depois de seu lançamento, este CD ainda soa revolucionário como nunca e já se enquadra no seleto rol de “discos mais cultuados de seu tempo”.
Se você nunca escutou, não se preocupe. Daqui a 10, 20 ou 30 anos, as pessoas ainda vão falar muito sobre OK Computer.
Em 1971, dezenas de coisas importantes aconteciam no mundo da música. Na Inglaterra, o rock firmava-se como a pilastra mais forte da revolução cultural e comportamental que fez engajar milhões de jovens no século XX.
No Brasil, os Mutantes tornavam-se ícones da revolta contra a repressão. Caetano, Gil e Chico conheciam a Europa por razões não-turísticas e Elis Regina construía uma carreira que não há de ser igualada por nenhum ser humano no planeta Terra. Ela profetizava manifestações de desejo de liberdade, desejo de alegria e, simplesmente, de desejo.
Dos mais belos sambas de Ivan Lins (Ih, meu Deus do Céu e Madalena) às mais inusitadas obras de Caetano (Cinema Olympia e Aviso aos Navegantes), Elis Regina conseguia transmitir o sentimento certo para cada mensagem, para cada nota e sabia como ninguém escolher seu repertório, aspecto que torna-se evidente com a versão de Golden Slumbers, dos eternos Beatles. Era um mito cantando outro.
Elis tinha uma personalidade tão forte quanto sua voz. A nossa pimentinha costumava dizer que o Brasil tinha duas cantoras: ela e a Gal.
Ok, sei que está em cima da hora. Mas quem vir esse post hoje ainda pode ter tempo de conferir um show que deve ser, no mínimo, interessante: na Sala São Paulo, a Banda Sinfônica vai fazer uma apresentação de clássicos do rock com arranjos e roupagem eruditos.
Começa às 6 da tarde e os ingressos custam – pasme! – de R$ 5 a R$ 10.
Vale a pena cantar parabéns pra São Paulo pagando eventos com esses preços.
Como estou com o assunto atrasado, não vou chover no molhado. Não vou nem me importar com a falta de profissionalismo da dona Amy. Apesar da inquestionável qualidade musical, a pessoa não trabalha, não respeita quem paga para vê-la e não surpreende positivamente em nenhum aspecto do show que entrega. Nem nas versões ao vivo das próprias músicas ela nos presenteia com algo inesperado. Então tudo o que ela merece é esse primeiro paragrafo. O show, como show, foi bem ruim. Isso não quer dizer que ela não seja uma cantora excepcional. A única coisa que me incomoda é chamar uma alcoólatra, junkie, que tem menos de 30 mas parece ter quase 50, que tem apenas DOIS discos, de DIVA. Ta aí uma coisa que eu nem sei se ela vai chegar a ser um dia.
Mas vamos então falar do que interessa. A bomba atômica que Janelle nos deixou (e consequentemente atingiu a Amy).
Foto: Mayer Hawthorne por Jorge Rosenberg/iG
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A noitada começou com o ótimo aquecimento feito pelo Mayer Hawthorne. Ao vivo ele soa bem, é acompanhado de uma banda muito boa, e acredito ter conseguido passar o clima certo para a noite quente e felizmente sem chuva do sábado passado.
Nitidamente o cara está feliz com o momento e oportunidades que anda recebendo e aproveita tudo isso com alegria e competência, e o melhor: passa isso pro público. Carismático, fez piadas, falou com o público e rolou a bola direitinho pra Janelle continuar.
Agora sim. O show da Janelle Monáe. Como é bom ver alguém competente, atual, consciente do que está fazendo e principalmente, afim de se fazer inesquecível. De tempos em tempos somos expostos a artistas que chegam por aqui e não querem ser encarados como qualquer coisa. Esse foi um dia desses. A começar pela introdução abaixo, coisa que confesso que nunca tinha visto em shows por aqui:
Boa parte do público nunca nem tinha ouvido falar da moça que aos 25 anos entrou no palco ao som de Michael Jackson como uma gigante veterana. Tudo no palco era pensado. Posição, figurino da banda, espaço livre pra ela dançar, imagens dos telões, setlist… tudo muito pensado. Ela sabia exatamente como queria ser vista e como estava sendo vista pelas pessoas. E acho que também sabia que era boa para cacete.
Mesmo sabendo que a estrutura do show é muito menor do que pode ser no futuro, vimos que nitidamente ela fez um aproveitamento supremo da oportunidade que lhe deram. Era tudo tão diferente e inesperado para mim – que estava lá para vê-la – que era impossível não separar a cabeça, que procurava atentamente por cada detalhe do espetáculo, das pernas, que insistiam em se mexer incessantemente.
O show rolou como uma peça da broadway só que protagonizada por uma fanática religiosa daquelas das igrejas gospel que vemos nos filmes americanos. E parece assim porque ela se fez assim. Em algumas entrevistas por aí, li depoimentos onde ela confirma que aprendeu todos os seus movimentos com sua avó na igreja. Mas depois disso, sabe-se também que ela estudou teatro e se preparava para tentar entrar no mundo dos espetáculos da broadway quando realmente percebeu que é uma artista completa e precisava colocar tudo em prática.
E é isso que acontece. Durante o show, ela canta com uma competência ímpar enquanto dança como um jovem Michael – inclusive fazendo um impecável moonwalking no palco – e também divide seus movimentos com a banda e em uma das músicas com uma tela, onde pintou um quadro enquanto cantava.
Quase no final do show dela, veio Tightrope, que acredito ser o single dela por aí, e a música que me fez procurar por mais coisas do trabalho dela. Claramente reconhecível pela influência e produção do Outkast, Tightrope foi uma verdadeira explosão na cabeça das pessoas. Performance de tirar o fôlego e pedir por mais. É nessa hora que o cabelo, milimetricamente arrumado com um topete gigante, é solto e também milimetricamente esculhambado. Ela rola pelo chão, pula, gira, e dá um micro show de dança em cima de um palquinho pequeno montado em frente a bateria.
É impossível não se espantar com a velocidade, precisão e elegância da esbelta moça dançando no centro do palco. Um desaforo. E um sopro de ar fresco no mundo das calças coloridas. Estavámos precisando de alguém autentico, competente e profissional para manter viva a idéia de música viceral feita com alma e vontade.
O show terminou e deixou as pessoas com uma enorme interrogação na cara. Foi um “MindFuck” irreversível. Janelle é uma explosão.
Ouvi gente que não achou nada de mais. Mas essas pessoas pareciam não ser nada demais também, até porque foram as mesmas a comemorar cada vez que Amy bebia algo em sua canequinha no show seguinte.
Enquanto Amy se esforçava para lembrar as letras, entradas das músicas e de onde o chão estava, Janelle andava tranquila pela pista VIP. Sendo elogiada e sentindo porque o Brasil a recebeu tão bem.
Depois desse show, fico até com medo de ver o que essa moça vai fazer quando se apresentar no próximo Grammy Awards, onde concorre em duas categorias: Melhor performance urbana/alternativa por Tightrope e Melhor álbum de R&B contemporâneo com The ArchAndroid. Acho que ali ela pega o lugar dela e não sai nunca mais. Tomara.
Que os Beatles são referência pra tudo há mais de 40 anos, não é novidade. Que suas capas figuram entre as imagens mais cultuadas da cultura pop do século XX, não é novidade. Que é fascinante se ter mitos e lendas sobre cada uma delas, e versões de lego, e versões-tributo de outros artistas sobre elas, também não é novidade.
Agora, o que é legal é parar e analisar algumas delas e tentar entender o que levou aquele artista a fazer o tal tributo (ou plágio).
Separei aqui algumas bem famosas, outras nem tanto, pra gente analisar juntos. O que você acha?
Tendo a respeitar os artistas que realmente pagaram tributo à capa do Let It Be – em questão – e tendo a olhar torto para os que simplesmente imitaram a estrutura da capa com as quatro fotinhos blocadas.
Se você se lembrar de mais capas-tributo ao Let It Be, me dá um toque. A gente vai aumentando a nossa base de comparação aqui.
No mínimo, é uma brincadeira divertida.
Gorillaz - Demon Days
Blur - The Best Of
Black Eyed Peas - The Beginning
Laibach, banda eslovena que re-gravou o disco Let It Be inteirinho em 2008
Marillion - Less Is More
Motley Crue - Shout At The Devil
Caetano Veloso - Qualquer Coisa
Let It Be Naked (reedição do álbum original com a mixagem alterada)
Foo Fighters chuta bundas. Todo mundo sabe e todo mundo sabe que eu piro neles.
No twitter, toda hora vem algum pedacinho do processo de gravação do próximo disco – dito como o mais pesado da carreira e com participação do Krist Novoselic do Nirvana.
Aí esses motherfuckers dão um teaserzinho do que vai ser o disco novo. Uma paulada de poucos segundos nas orelhas. Que comece a estragação e a incrível espera pelo lançamento.
Nesse último fds zapeando a TV, tive que parar no VH1 quando me deparei com uma versão pesadaça de Land of Confusion do Genesis.
Não demorou muito e logo reconheci a voz do David Draiman, vocalista do Disturbed. Conheço pouco da banda mas é um heavy/hard muito bem tocado e produzido.
Mas o que eu achei mais legal foi o fato de ser uma referência nada óbvia pra uma banda de heavy metal com a pegada do Disturbed.
Pra melhorar o clipe é uma animação fodona desenhada pelo Todd McFarlane, do Spawn e que também fez o clipe de Do The Evolution do Pearl Jam.
O clipe e a versão do Disturbed são velhinhos já, de 2005, mas valem os quase 5 min do clipe e digo o mesmo do original do Genesis que tem um clipe no mínimo cômico.
Rodrigo Zannin
Escuta discos inteiros e na ordem, mesmo sem tempo pra ouvir tudo o que quer. Nerd que canta, escreve, aprende a tocar guitarra e faz belos 'leiautes'.
Felipe Cotta
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Não é vegetal e se adapta em diversos habitats: shows, estudios, luais... Mantém relação simbiótica com a música e um apetite insaciável por qualquer tipo de som.
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