Mais uma pitada de música velha e boa pelo Saulo Mileti. To falando que o cara veio pra dar aula… se liga.
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O momento mais especial para qualquer apaixonado por música é descobrir um grande (e obscuro) álbum. Daqueles que você ouve muitas vezes, sem parar de se perguntar “como conseguiu viver sem isso antes.” E foi exatamente isso que senti quando descobri Baby Huey & The Babysitters…… e eu sei, o nome é engraçado. Mas acreditem: Baby Huey (nascido James Ramey) deveria ser conteúdo de aula em qualquer conservatório musical que se preze.
Infelizmente sua vida (e obra) foi curtÃssima: o vÃcio em heroÃna o matou aos 26 anos – pesando mais de 180 kilos – e nós ficamos com apenas um disco gravado. Sua banda era muito ativa e popular nos Estados Unidos, mas não dedicavam tempo para gravações. Só em 1969 foram participar de uma audição na Curtom Records, e ainda tiveram que engolir a vontade de Curtis Mayfield, que só assinou com o próprio Baby (embora toda a banda tenha gravado esse disco). Aà você me pergunta: “- Espera aÃ… você disse CURTIS MAYFIELD? AQUELE?”
Sim! O próprio! E além de produzir o álbum e compor uma série de letras, o pilantra ainda incluiu dois covers: “A Change Is Gonna Come”, do Sam Cooke e um instrumental do “California Dreamin” do The Mamas & the Papas. Dá pra imaginar? O álbum “The Baby Huey Story: The Living Legend” só foi lançado após sua morte, em 1971. E a banda, que ficou sem vocalista, acabou convidando uma garotinha chamada Chaka Khan para assumir os microfones.
Duas curiosidades:
1 – Esse apelido estranho, vem por conta da similaridade fÃsica, com um personagem da Paramont Pictures, chamado Baby Huey.
2 – Em 2010, o The Roots lançou o álbum WakeUp!, com uma versão de “HardTimes” (original de Baby Huey). O vocal ficou por conta do John Legend. Ficou curioso?
Então confere aqui a original e depois a versão The Roots. (Um youtube depois do outro).
