Monday, 18 de October de 2010 | 10:24 - Por

Vivo falando por aí que gosto de Jazz. Já são mais de 10 anos aprendendo a escutar e conhecendo um pouquinho do que é e o que não é. Falo também que ser pego pelo bichinho do Jazz é um presente. Um presente porque vou passar a vida toda estudando e conhecendo e ainda assim não vou saber de nada. É um universo de possibilidades, demonstrações, virtuosismo e alma. Música para ser sentida e não escutada.

Hoje é o debut do Saulo Mileti, amigo recente, desses que a gente sabe que vai ficar por perto por bastante tempo. Saulo sabe muito de Jazz e tem as portas abertas para compartilhar o que escuta e ensinar um pouco pra nós aqui. Fique com o texto dele:

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Poucos conhecem a história de Rudy van Gelder: um sujeito que, embora não seja músico, cantor ou mesmo compositor, representa um capítulo importante na história da música. Uma lenda (ainda) viva, de 86 anos. Considerado por muitos o Papa Maximum da engenheiria de som… e provavelmente isso seja verdade. Na década de 50 Rudy van Gelder dividia seu tempo entre as gravações noturnas e a optometria (!?) durante o dia. Até abrir, em 1959, o Van Gelder Studio, em Englewood Cliffs, e se dedicar apenas aos microfones.

Em seu longo portfólio, estão gravações para a Blue Note, Prestige, River Side e até mesmo para a extinta CTI Records. A lista de deuses que passaram pela sua mesa de som é extensa: Thelonious Monk, Wayne Shorter, Miles Davis, Jimmy Smith, Freddie Hubbard, Art Blakey… e se você acha pouco, espere até saber que foi justamente no Van Gelder Studio que Coltrane gravou “A Love Supreme” em 1964!

Os músicos contavam que durante os intervalos, Rudy cobria a mesa de som e os microfones com cobertas, para que ninguém soubesse exatamente o que ele usava ou como mixava. O que faz sentido, pois a qualidade dos álbuns é realmente inacreditável.

Para quem quiser se aprofundar um pouco mais nas gravinas desse gênio, a dica é o álbum “Blue Note – Perfect Takes”, com 10 faixas selecionadas pelo próprio Gelder. E segundo o próprio: são as 10 melhores gravações na história do Jazz.

Fique então com esse que é uma das faixas do Perfect Takes, embora a capa que está no vídeo seja do disco original do Hubbard… Esse tema entrou no disco do Van Gelder como uma das melhores gravinas, segundo o próprio! =)

 
1 comentário
 
  • 1. Renata Fern
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