Archive for October, 2010

 
Thursday, 28 de October de 2010 | 11:05 - Por

Mais uma pitada de música velha e boa pelo Saulo Mileti. To falando que o cara veio pra dar aula… se liga.

O momento mais especial para qualquer apaixonado por música é descobrir um grande (e obscuro) álbum. Daqueles que você ouve muitas vezes, sem parar de se perguntar “como conseguiu viver sem isso antes.” E foi exatamente isso que senti quando descobri Baby Huey & The Babysitters…… e eu sei, o nome é engraçado. Mas acreditem: Baby Huey (nascido James Ramey) deveria ser conteúdo de aula em qualquer conservatório musical que se preze.

Infelizmente sua vida (e obra) foi curtíssima: o vício em heroína o matou aos 26 anos – pesando mais de 180 kilos – e nós ficamos com apenas um disco gravado. Sua banda era muito ativa e popular nos Estados Unidos, mas não dedicavam tempo para gravações. Só em 1969 foram participar de uma audição na Curtom Records, e ainda tiveram que engolir a vontade de Curtis Mayfield, que só assinou com o próprio Baby (embora toda a banda tenha gravado esse disco). Aí você me pergunta: “- Espera aí… você disse CURTIS MAYFIELD? AQUELE?”

Sim! O próprio! E além de produzir o álbum e compor uma série de letras, o pilantra ainda incluiu dois covers: “A Change Is Gonna Come”, do Sam Cooke e um instrumental do “California Dreamin” do The Mamas & the Papas. Dá pra imaginar? O álbum “The Baby Huey Story: The Living Legend” só foi lançado após sua morte, em 1971. E a banda, que ficou sem vocalista, acabou convidando uma garotinha chamada Chaka Khan para assumir os microfones.

Duas curiosidades:
1 – Esse apelido estranho, vem por conta da similaridade física, com um personagem da Paramont Pictures, chamado Baby Huey.
2 – Em 2010, o The Roots lançou o álbum WakeUp!, com uma versão de “HardTimes” (original de Baby Huey). O vocal ficou por conta do John Legend. Ficou curioso?

Então confere aqui a original e depois a versão The Roots. (Um youtube depois do outro).

 
 
Wednesday, 27 de October de 2010 | 16:52 - Por

Vamos lá. Sem ordem de melhor ou pior, os vencedores dos 5 pares de ingressos pro Salão do Automóvel 2010, cortesia da @CitroenBrasil, conforme o post Música para dirigir.

Todos vocês, me mandem email para zannin [@] gmail.com com nome completo, RG e Endereço.

São eles:

Eduardo Queiroz Mendes
La Ritournelle – Sebastien Tellier

Pelo trabalho em escolher uma música em francês, explicar a letra e ainda sincroniza-la com o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=LeSjqjrGCzo

Larissa Vaz
Stroker Ace – Lovage

Por interpretar a cidade luz e dirigir com velocidade como duas experiências sensuais e relaciona-las com a música.

AndersonGuitar7
Hey Ho Let’s Go – Ramones

Apesar de não ser o nome da música, o cara tentou duas vezes, pilhou no twitter e deve estar mega afim de ir no Salão. Sorte que eu adoro esse som, e que a música é curta o suficiente para que o rolê em Paris seja mesmo em alta velocidade.

Cris Bartis
Soulman – Ben L’Oncle Soul

Por colocar a nova geração da música francesa na jogada. Nem imaginava esse som por ali.

Fábio Barbanti
Looking at the World From the Bottom of a Well – Mike Doughty

Por me apresentar um som legal pra cacete e me fazer pensar na dinamica do som que ele sugeriu com a dinamica do video.

Parabéns, obrigado a todos que participaram e continuem passeando por aqui.
Aguardo suas mensagens.

 
 
Tuesday, 26 de October de 2010 | 12:19 - Por


Sei que já falei outras vezes sobre o Blur aqui, mas não consigo evitar. Anteontem vi pela primeira vez o DVD show/documentário No Distance Left To Run. E fiquei absolutamente boquiaberto com o que assisti.

O DVD registra a apresentação histórica que a banda fez no ano passado, no Hyde Park (Londres). Foi um dos poucos shows da mini-turnê de reunião do Blur, após quase 10 anos de separação desde o ultimo album de sucesso (o “13â€, de 1999).

É visível a acão do tempo na aparência dos músicos do Blur. Todos quarentões, hoje eles já aparentam ser tiozinhos e não tëm mais aquelas cara de moleque de quando ainda rivalizavam com o Oasis a glória britânica dos anos 90.

Mas mesmo assim, a energia que se vê nesse show – e que contagia o público nostálgico e fervoroso – é uma das coisas mais impressionantes que eu vi nos últimos tempos. O registro do show captura com fidelidade e riqueza de detalhes os delirios de uma geração que já cresceu mas que ainda sente saudade da sua banda “porta-vozâ€. E então, quando os ingleses do Blur relembram seu clássico-sátira Parklife para um Hyde Park abarrotado de gente, vemos acontecer uma catarse cívica.

O repertório do show é matador, e tem absolutamente todos os hits e clássicos que todo mundo gostaria de relembrar num show desse porte. Foi um presente da banda para seus fãs. E, desde o primeiro hit – She’s so High – até aventuras marroquinas do ultimo disco – o single Out Of Time, do disco Think Tank –, o Blur relembra seus dias de reinado no império ingles e reafirma sua posição de uma das bandas mais criativas dos anos 90. Com um aval unânime de jovens – já não tão jovens – saudosos.

O show é espetacular do início ao fim, e o registro é impecável. O DVD tem também um documentário que conta a história da reunião da banda e mostra cenas de bastidores.

Se você é fã, vai delirar. Se não é fã, é bem capaz de virar um.

 
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Sunday, 24 de October de 2010 | 21:03 - Por

Paris, 1976. Claude Lelouche fez um curta de 10 minutos chamado C’était un Rendezvous. O filme é uma viagem em alta velocidade pelo centro de Paris. Não se sabe se é um carro ou uma moto, mas a sequência é sensacional e empolgante.

Em 2006, os ingleses do Snow Patrol estouraram com o hit Open Your Eyes e o clipe oficial para essa música é o curta de Lelouche com a música como trilha. E assim vergonhosamente conheci o curta.

Eu adoro dirigir e sem dúvida nenhuma a trilha é um ponto de atenção. Pegar estrada tem trilha própria, trânsito, manhãs, noites, dias chuvosos, shows, baladas… a trilha pode definir seu humor em todo aquele dia. Na estrada, se pensar bem, a trilha pode transformar sua viagem em um road movie, ou em um filme de terror. Eu particularmente gosto de ouvir rock n roll e blues quando estou viajando.

Bom, nesse clima de carros e Paris aproveito para extender o convite que a Citroën me fez.

Tenho convites VIPs, cortesia da CITROËN (Siga a @CitroenBrasil) pro Salão do Automóvel 2010, onde eles vão apresentar esse monstro da foto acima. o GTbyCitroën. Os convites podem ser usados nos dias 3, 4 e 5 de novembro (inclusive com entrada antes de abertura ao público). Eles serão enviados pela própria Citroën quando eu enviar a lista dos vencedores. Para ganhar, comente aqui no blog respondendo a seguinte pergunta:

Que música você escutaria se fosse o piloto de ‘Rendezvous’ e dirigisse ao amanhecer em alta velocidade pelas vazias ruas de Paris?

Não vale Open Your Eyes né…

Como aqui no A Day in the Life gostamos de histórias, as 5 respostas com melhores defesas ganham 1 par de convites. O critério é esse mesmo. Eu tenho que gostar. Portanto comentem com o email certinho para que eu possa confirmar os vencedores.

No dia 27/10 faço um post com as melhores respostas.

 
 
Friday, 22 de October de 2010 | 13:06 - Por


1964, provavelmente o ano mais incrível da história da música. 1964, Sam Cooke lança A Change is Gonna Come, provavelmente uma das TOP 5 melhores músicas da história. Acho genial que um cara indignado com o preconceito e o racismo escolha uma forma tão elegante e otimista pra gritar por aí. Temos muito o que aprender com o Sr Cooke.

A música carrega todo esse sentimento. Ela é intensa, crua, verdadeira e pezarosa.

Conheci esse som numa longa de noite de bebedeiras com o amigo Maestro Billy. Depois de passarmos por boa parte da historia da musica moderna, fomos voltando a essência de cada coisa. Antes de irmos pra música clássica, o Billy se lembrou do Sam Cooke e botou o play. Me lembro até hoje do momento que a música me bateu. Do arrepio e da libertação. Da vontade de escutar de novo e da vontade de nunca escutar mais nada.

A música acabou e ficamos todos ali em silêncio por alguns minutos. Ela devasta a gente. Pela beleza, pelo arranjo, pela sua história e pela interpretação que a cada segundo te conta um pouco de tudo isso.

Inúmeras versões já foram gravadas. Mas nenhum chega tão fundo. Talvez por seus intérpretes nunca terem ido tão longe.

Escute agora essa pérola, aumente o volume do seu fone e deixe ela te pegar. Ao ser golpeado pelo silêncio, pense nas coisas que estão rolando na sua vida. E pense que mudanças acontecem e devem ser abraçadas.

Esse texto deveria ser escrito pelo Billy, que conhece muito melhor do que eu todas as nuances desse som. Mas como aqui o que importa é o olhar e não tenho problemas em repetir, aproveito e convido o Maestro a escrever sobre o que essa música representa pra ele. Manda que eu publico.

Bom final de semana.

 
 
Wednesday, 20 de October de 2010 | 10:03 - Por

Quem gosta de música mesmo não dispensa seu headphone.
É diferente. Fone bom muda toda a experiência de escutar um disco.
Já tive vários modelos, e de vários tipos. No trabalho, é o melhor companheiro.

Hoje eu uso um Sennheiser HD 202, que é um fone muito usado como monitor de estúdio e também por DJs. Essa foi minha opção pelo custo benefício, peso e principalmente por aguentar graves, volume alto e por não deixar o som vazar (coisa que sempre incomodou meu dupla na agência). Mas não é disso que vou falar não.

Passeando por aí, dei de cara com Marshall Headphones.

A marca que fabrica os amplificadores mais famosos do rock n roll há mais de 50 anos, aposta na criação de um fone que se propõe a carregar o peso e o legado do som dos Marshall direto pro seu ouvido. O site é um pré-cadastro para que você seja avisado e possa compra-lo assim que estiver disponível daqui a 25 dias. Adivinha se eu não coloquei meu email? Tá lá né. Vamos ver quanto custa o brinquedo.

E você, gosta de headphone? Earphone? Não liga pra isso? Qual usa?

 
 
Tuesday, 19 de October de 2010 | 11:52 - Por

Mais uma vez minha a falta de tempo para postar é suprida por gigantes. Hoje minha querida Larissa Vaz prova que é mulher mais rock n roll que eu conheço. Ó o que a moça escreveu ó:
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Título que sintentiza 41 anos de existência desses arquitetos brilhantes do Southern Rock. The Allman Brothers Band, nomeados como um dos 100 melhores artistas de todos os tempos em 2004, tem como essência esmagadora o blues, o jazz, o hard rock e claro, o country – matematicamente, perfeito. Esses caras, são eternizados como professores ao mesclarem com sabedoria blends do novo e do velho. Som clássico e estudado com um feixe de luz moderna que aparece no delicioso jam-style, com gritos encorpados das Gibsons que fazem queixos cairem…

Gigantes da música deram os ares por essa banda. Entre eles, nomes como Dickey Betts, Jaimoe, Greg Allman, Warren Haynes, Butch Trucks e Derek Trucks.
É tanta emoção compondo cada uma das faixas dos 13 álbuns, que faz sua alma estremecer.
Sinceramente não me lembro desde quando, mas honestamente, desde sempre, esses barbudos me fazem arrepiar.

Em pesquisas musicais, daquelas que te fazem engolir um bolo de informações sobre esses que nos encantam os ouvidos, me deparei com este vídeo. Em 5 minutos e meio, misturando animação das boas e música, passa-se um pouco da transformação dessa banda. Digo transformação porque desde que um dos fundadores, Duane Allman, faleceu em um acidente de moto em 76 a banda só se enquietou quanto à sua formação em meados de 2000. Foi quando dois dos grandes se juntaram a essa experiência musical. Warren ‘GOD’ Haynes, com sua firebird ‘voadora’ (vocal e guitarra) e Derek ‘MONSTER’ Trucks, sobrinho do baterista original (guitarra). OBS: Os sobrenomes inventados, de fato fazem sentido, acreditem…

Uma dica pra quem quer sentir um pouco do que eu tanto disse aqui: a primeira faixa do Hittin’ The Note (2003) – meu companheiro há muito tempo. Firing Line, que chuta algumas bundas, já conta com o toque de genialidade de Warren Haynes.

Ah, se a minha Sportster Forty-Eight não fosse imaginária e se a Route 66 fosse aqui ao lado….

 
 
Monday, 18 de October de 2010 | 10:24 - Por

Vivo falando por aí que gosto de Jazz. Já são mais de 10 anos aprendendo a escutar e conhecendo um pouquinho do que é e o que não é. Falo também que ser pego pelo bichinho do Jazz é um presente. Um presente porque vou passar a vida toda estudando e conhecendo e ainda assim não vou saber de nada. É um universo de possibilidades, demonstrações, virtuosismo e alma. Música para ser sentida e não escutada.

Hoje é o debut do Saulo Mileti, amigo recente, desses que a gente sabe que vai ficar por perto por bastante tempo. Saulo sabe muito de Jazz e tem as portas abertas para compartilhar o que escuta e ensinar um pouco pra nós aqui. Fique com o texto dele:

-

Poucos conhecem a história de Rudy van Gelder: um sujeito que, embora não seja músico, cantor ou mesmo compositor, representa um capítulo importante na história da música. Uma lenda (ainda) viva, de 86 anos. Considerado por muitos o Papa Maximum da engenheiria de som… e provavelmente isso seja verdade. Na década de 50 Rudy van Gelder dividia seu tempo entre as gravações noturnas e a optometria (!?) durante o dia. Até abrir, em 1959, o Van Gelder Studio, em Englewood Cliffs, e se dedicar apenas aos microfones.

Em seu longo portfólio, estão gravações para a Blue Note, Prestige, River Side e até mesmo para a extinta CTI Records. A lista de deuses que passaram pela sua mesa de som é extensa: Thelonious Monk, Wayne Shorter, Miles Davis, Jimmy Smith, Freddie Hubbard, Art Blakey… e se você acha pouco, espere até saber que foi justamente no Van Gelder Studio que Coltrane gravou “A Love Supreme” em 1964!

Os músicos contavam que durante os intervalos, Rudy cobria a mesa de som e os microfones com cobertas, para que ninguém soubesse exatamente o que ele usava ou como mixava. O que faz sentido, pois a qualidade dos álbuns é realmente inacreditável.

Para quem quiser se aprofundar um pouco mais nas gravinas desse gênio, a dica é o álbum “Blue Note – Perfect Takes”, com 10 faixas selecionadas pelo próprio Gelder. E segundo o próprio: são as 10 melhores gravações na história do Jazz.

Fique então com esse que é uma das faixas do Perfect Takes, embora a capa que está no vídeo seja do disco original do Hubbard… Esse tema entrou no disco do Van Gelder como uma das melhores gravinas, segundo o próprio! =)

 
 
Friday, 15 de October de 2010 | 14:28 - Por

Correndo o risco de estar meio atrasado resolvi escrever como foi esse último final de semana pra mim. Eu também fui ao SWU. Pra deixar claro, eu COMPREI os ingressos de pista comum pros três dias.

Fui de pista comum por que era o que o meu rico e suado dinheirinho podia pagar. Teria comprado pista premium se tivesse condições mas diferente de algumas pessoas não fiquei nem um pouco indignado com a localização da pista premium, me desculpem os que pensam diferente mas o cara paga mais e ainda vai ver o show lá de trás? Incoerente. A diferença de preço entre a pista comum e a pista premium era realmente exorbitante e bem que poderia ser menor.

A sinalização na estrada podia ser melhor? Podia. Rolou mesmo trânsito pra chegar no estacionamento comum? Rolou. Congestionamento federal pra sair do estacionamento comum e chegar na rodovia? Sim!
Eu sabia, por experiência e por pura lógica, que em um evento desta proporção (50, 60 mil pessoas por dia) o perrengue ia rolar e que ia ser mesmo uma prova de fogo ir a três dias seguidos. Mas por amor à boa música me meti nessa empreitada já preparado pras possíveis adversidades.

Bom chega de críticas e desabafos… e vamos ao que interessa e ao principal motivo de tudo: a música!

Dia 1:
Acabei entrando no meio do show dos Los Hermanos, eu não sou fã da banda mas foi legal ver e ouvir os caras, é uma banda que tem uma proposta bacana e são fiéis a essa proposta, valorizo isso bastante. No meio tempo fui ali comer o dog mais caro de Itu e voltei pra ver o próximo show.
Na sequência dos Hermanitos sobe ao palco uma das melhores bandas do line up e um dos shows mais esperados por mim, The Mars Volta! Caraca como esses caras são fritos! O show foi sensacional! O Rock progressivo tem salvação.
Sai Mars Volta e começa aquela ansiedade pelo show do Rage e não é que não demorou muito, aliás nesse ponto eu tiro o chapéu pra organização, shows no horário, sem atrasos.
Quando a sirene começou a ecoar pela Arena Maeda eu fiquei arrepiado, não acreditava no que estava prestes a presenciar. Desde que ouvi Killing In The Name pela primeira vez, uns 15 anos atrás, e viciei em RATM eu vinha esperando por isso. E foi realmente incrível. Eu pulei, dancei e gritei como um insandecido… e o mais legal era olhar pra todo mundo em volta e sentir a mesma vibe! Rolou tumulto. Eu fui literalmente cuspido de onde estava assistindo o show do RATM, na hora da confusão um mar de gente resolveu ir pro fundão e eu fui levado. Rolou falha no sistema de som 2 vezes. Mas nada, nada mesmo diminuiu um dos melhores shows que já assisti.

Sente a pegada da galera na música que abriu o show do Rage:

Dia 2:
Cheguei no meio do show do Sublime with Rome. Que Sublime é bom todo mundo sabe, que os caras conseguiram se diferenciar e deram uma cara nova pro reggae e ska também. Mas eu fico com a impressão de que é como o Doors sem o Morrison, guardadas as devidas proporções é lógico, o cara que era a alma da banda se foi e não vai voltar. Pra mim o show foi legal mas não empolgante.
Terminado o Sublime eu fui me arranjando perto do palco Ar pro show da Regina Spektor, bela banda, ótimas cançoes mas faltou punch no som e como o Z disse, acho que um show dela num lugar pequeno e intimista deve ser bem melhor. Mais um show pra conta e lá fomos nós comer o pastel mais mirrado da história.
Voltei pra área dos palcos a tempo de pegar a segunda música da Joss Stone. Achei o show super bacana. Além de linda, a descalça é super simpática e tem uma voz absurda de boa! Achei que deu jogo esse show pra esquentar pro show que eu mais esperava da noite: a banda do Davi Mateus. Não fui ao show deles na última passagem por aqui e me arrependi profundamente depois. Dessa vez matei minha vontade! Puta show bom bagarái. É lógico que não tocaram tudo que eu queria ouvir mas o tempo de show não permitia e eu já sabia disso. Que banda incrível tem o Sr. Dave Matthews, hein? Dispensa comentários. Êxtase e um pouquinho de tristeza quando ouvi os primeiros acordes de All Along The Watch Tower (do Dylan), afinal estava chegando ao fim.
Sem demorar muito já começa o Kings of Leon. Gostei bastante do show e do setlist escolhido pelos Followill. Quem esperava uma banda empolgada e “quente” no palco não foi ao TIM Festival de 2005 e não sabia que eles são assim mesmo uns ex-caipirões doidões mas pouco comunicativos, diria até frios. Achei que faltou foi empolgação da galera que foi lá só pra ouvir uma ou duas músicas. Dia 2, finito!

Dia 3:
Cheguei pro Incubus que eu curto demais e é uma das minhas bandas favoritas. O show não ficou devendo não, foi foda! Pena que teve de ser só de 1 hora… no ano passado tive a sorte de assitir um show deles de mais de 2 horas em Miami que foi afudê! Se tivesse mais 1 horainha de show aqui no SWU duvido que alguém ia reclamar. O tanto que o Brandon Boyd canta é até desconcertante, tem muita gente nova por ai que bem que podia fazer umas aulinhas com ele e dar um restart na carreira, né não? Foi rápido mas foi incrível.
Como disse já tinha assitido Incubus recentemente e como eles não tinham lançado disco novo e o show ia ser curto eu não tinha me animado pro terceiro dia até confirmarem a melhor banda de rock da atualidade, empatada com o Foo Fighters.
Eu só comprei ingresso pro terceiro dia pra ir assistir QOTSA, eu fui pra Itu e iria até a puta-que-pariu se preciso fosse pra assistir esse show. E depois do show digo que iria até a pé, duas vezes. Josh Homme e companhia fizeram Linkin Park parecer brincadeira de criança. Foi uma aula de rock completa! Sinceramente, o show foi tão bom que me fez esquecer o atraso. Do começo ao fim, música a música, eu esgotei o que restava nas minhas reservas de energia roquenrollzistícas. Melhor show de 2010, ponto!

Pra mim o SWU tinha acabado, o que viesse agora era bônus. Ouvi o show do Pixies sentadão no meio da galera e no final fui lá pro fundão, esperei o Linking Park começar pra ver se dava jogo, já tava lá mesmo, resolvi dar uma chance…mas não rolou. Fui embora no meio do show.

Balanço final: valeu cada centavo do ingresso, cada minuto no trânsito, todos os perrengues pra entrar sair, comer, beber… Lógico que têm uma lista enorme de melhorias mas é assim mesmo, tem uma curva de aprendizado, só espero que melhorem pros próximos.

Passei três dias na companhia de pessoas incríveis ao som de várias das minhas bandas preferidas. Simplesmente fantástico!

Agora que venha o show do Macca! \o/

 
 
Friday, 15 de October de 2010 | 10:51 - Por

E vou me viciando profundamente no disco novo do magistral Belle & Sebastian. A banda que sempre teve um dom irretocável pra criar climas e melodias quase mágicas continua com seu tino intacto. Quase 5 anos após seu último álbum – o The Life Pursuit -, Stuart Murdoch e cia. mostram que ainda estão em plena forma e que provavelmente vão fazer um show antológico no próximo dia 10 de novembro aqui em SP.

A primeira música, I Didn’t See It Coming, é uma etérea divagação sobre posses e sobre a ganância. E sobre como a gente deveria ligar um f…-se pra isso às vezes e lembrar do que realmente importa. Linda abertura para um disco tão aguardado.

Outros destaques ficam para as excelentes Little Lou Ugly Jack Prophet John – que tem a participação da Norah Jones – e para a própria Write About Love, uma singela e quase Lennon/McCartneyana canção. Calculating Bimbo e a deliciosa I Want The World To Stop também são a cara do Belle & Sebastian de sempre, e trazem uma gostosa sensação de se estar vivendo os dias de ouro do “If You’re Feeling Sinister” ou o “Arab Strap“.

Mal posso esperar pelo dia 10 de novembro. Até lá, meu iPod provavelmente não vai tocar outra coisa.

Make me dance, I want to surrender.

 
 
 
 
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