O que você acha de coletâneas?
Eu sempre tive um pouco de birra delas. Entendo a sua importância no contexto mercadológico da indústria fonográfica e até entendo e aproveito sua função quando estou na fase de “apresentação†com uma banda nova.

As coletâneas me dão um pouco de bode porque geralmente o que está nelas é o que mais tocou em radio ou o que foi lançado em singles, e não necessariamente o melhor trabalho de um artista, como sempre sugere o “BEST OF†dos tÃtulos.
Ou seja, aqueles que só se atêem às coletâneas dos artistas muito provavelmente ficam alheios àquelas músicas geniais que, só por não terem virado single, não viram a luz do dia e vão ficar no baú das lembranças daqueles que gostam de garimpar e de desbravar álbuns completos.
Mas tirando isso, a coletânea tem um papel fundamental quando você está “ficando amigo†de uma banda nova. É ela que aguça a sua curiosidade para conhecer “o resto†do disco que tem aquela música que você está adorando. E, poxa, se aquela é tão boa, o resto do album também deve ser.
E essa é a curiosidade que move pessoas como nós, apaixonadas por discos e novas adições às nossas playlists.
Algumas coletâneas são tão bem feitas que viraram responsáveis por me transformar em fã ardoroso daquela banda. Algumas coletâneas são o ponto de partida para um novo mundo, um novo artista entrar na sua vida. Outras já são feitas com tanto desleixo que fica claro que aquilo foi só um tapa-buracos pra ofuscar o ostracismo criativo daquela banda/cara.
Que coletâneas mudaram a sua vida?
