Archive for September, 2010

 
Thursday, 30 de September de 2010 | 13:56 - Por


Depois de 8 anos sem gravar e de 3 anos após “quase oficialmente aposentadoâ€, Phil Collins retorna à ativa com um trabalho que, pra ele, foi muito mais um hobby do que qualquer outra coisa.

Quem conhece um pouco a carreira solo de Phil Collins sabe que ele sempre teve um pé na pista de dança saudosista dos mestres antigos da lendária Motown Records. Um de seus grandes hits foi justamente “You Can’t Hurry Loveâ€, clássico das Supremes que virou parte obrigatória de todas as suas setlists desde 1982. Agora, Phil resolveu se divertir e gravar um disco cheio de reproduções desses clássicos que ele sempre adorou desde que nasceu.

Vítima de um deslocamento de uma vertebra em sua coluna há 2 anos, Phil não consegue mais tocar bateria como antigamente. Para a gravação de “Going Backâ€, ele teve que apelar e grudar uma fita crepe em seu pulso para que a baqueta não saísse voando da sua mão direita quando ele desse o primeiro rimshot na caixa da bateria.

Mesmo com esse problema, ele foi lá e gravou tudo. E chamou os sobreviventes do Funk Brothers para completar a banda. O resultado é um disco totalmente nostálgico e delicioso de ouvir, é uma volta no tempo e um tributo de Phil ao seu próprio passado e às suas próprias influências.

Infelizmente não temos um disco novo com composições novas do ex-baterista, vocalista e peça mais simbólica do Genesis, mas é bom saber que Phil Collins ainda não jogou a toalha por causa de seu problema e ainda tem vontade de fazer música. Mesmo que não seja mais a dele.

Going Back é um disco divertido, extremamente bem feito e deliciosamente nostálgico.

 
 
Tuesday, 28 de September de 2010 | 14:46 - Por

Ainda na categoria dos posts rápidos por estarmos ocupados no trabalho, apresento a indicação do PL: The Good The Bad. Uma banda de Copenhagen que toca New School Surf & Flamenco.

Pesado, sujo e sexy. Ainda merece ouvir com calma, mas pense aí você se conseguiria se segurar ao ver o clipe abaixo e não posta-lo.

Assista e esteja preparado, o vídeo é 18+.
Linda fotografia, linda mulher e idéia fantástica.
E como diria um amigo: Chupe a pica grossa do rock n roll.

 
 
Tuesday, 28 de September de 2010 | 11:31 - Por

Da série “post rápido por causa da correria”.

Uma música pra alegrar o seu dia. Um clássico absoluto do Queen, uma das maiores bandas de todos os tempos em um de seus momentos mais gloriosos e mágicos.

Freddie Mercury e cia. transformaram o ano de 1978 com sua alegria contagiante em Don’t Stop Me Now, uma das melhores composições de um dos maiores vocalistas que o rock já teve a honra de merecer.

Deixe-se levar pela magia de Don’t Stop Me Now e relembre esse hit histórico. Bom dia pra você.

 
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Wednesday, 22 de September de 2010 | 23:23 - Por

“Quanto mais idiota melhor” talvez seja a melhor-pior tradução para o título de um filme. Wayne’s World é um filme clássico de 1992 sobre dois caras estupidamente geniais que tem programa de tv a cabo feito em casa. Um vlog de antigamente, feito em cima de todas as bobagens e cliches do rock.

“Filmes de música” e não musicais (como gênero) são os favoritos de gente doente como eu e você, que se está visitando isso aqui e gostando, certamente é doente também. Filmes como Alta Fidelidade, Escola de Rock, Tenacious D, Detroit Rock City, Rockstar, 24 Hour Party People, The Rocker, Quase Famosos, e tantos outros que te fazem sair do cinema pensando em largar tudo e montar uma banda.

Se você não viu Wayne’s World corra até a locadora de downloads aí no seu computador e compre o download pirata que melhor lhe convir. Seja um verdadeiro idiota como os dois aí do filme e assista agora, aí mesmo do seu trabalho. Vai que você consegue uma gorda demissão e não começa a gerar seu conteúdo como eles faziam. ha!

Mas o post não é crítica do filme e nem mero tagarelar sobre a imbecilidade deles ou minha. O que vou falar é sério. Em tempo onde todo mundo virou gerador de conteúdo, critico de obra feita, troll profissional ou especialista em social media, é importante salientar que precisamos sim ser um pouco bobos e verdadeiros com a essência da diversão.

Cantar no chuveiro, passar vergonha em karaoke, dançar fazendo faxina, air guitar, air bass, air drum, trilhas para fazer coisas estúpidas, enfiar trechos de música em suas conversas, criar listas de top5, parodiar músicas, enrolar no inglês só pra cantar junto, tentar cantar músicas em idiomas que você não sabe… não importa. O que importa é deixar a música fazer parte da sua vida, da sua cabeça, da sua rotina. É aproveitar o transito e gritar com os vidros abertos, sem vergonha nenhuma, aqueles versos do som que te anima. É batucar no painel do carro. É se deixar levar e dar uma dançadinha ao volante.

É nesse raciocínio, que meio que saiu no meio de um brainstorm na agência, que deixo aqui para vocês ‪Bohemian Rhapsody‬ – a vencedora da categoria “melhor música para se cantar com os amigos no carro”. Um momento mágico do cinema que você relembra agora clicando no nosso fabuloso amigo vídeo do youtube. Não tenha medo de passar vergonha. Nem no trabalho.

 
 
Monday, 20 de September de 2010 | 12:01 - Por

O que você acha de coletâneas?

Eu sempre tive um pouco de birra delas. Entendo a sua importância no contexto mercadológico da indústria fonográfica e até entendo e aproveito sua função quando estou na fase de “apresentação†com uma banda nova.

As coletâneas me dão um pouco de bode porque geralmente o que está nelas é o que mais tocou em radio ou o que foi lançado em singles, e não necessariamente o melhor trabalho de um artista, como sempre sugere o “BEST OF†dos títulos.

Ou seja, aqueles que só se atêem às coletâneas dos artistas muito provavelmente ficam alheios àquelas músicas geniais que, só por não terem virado single, não viram a luz do dia e vão ficar no baú das lembranças daqueles que gostam de garimpar e de desbravar álbuns completos.

Mas tirando isso, a coletânea tem um papel fundamental quando você está “ficando amigo†de uma banda nova. É ela que aguça a sua curiosidade para conhecer “o resto†do disco que tem aquela música que você está adorando. E, poxa, se aquela é tão boa, o resto do album também deve ser.

E essa é a curiosidade que move pessoas como nós, apaixonadas por discos e novas adições às nossas playlists.

Algumas coletâneas são tão bem feitas que viraram responsáveis por me transformar em fã ardoroso daquela banda. Algumas coletâneas são o ponto de partida para um novo mundo, um novo artista entrar na sua vida. Outras já são feitas com tanto desleixo que fica claro que aquilo foi só um tapa-buracos pra ofuscar o ostracismo criativo daquela banda/cara.

Que coletâneas mudaram a sua vida?

 
Categorias/Tags: Trilha Sonora, Verdade,
 
Friday, 17 de September de 2010 | 14:18 - Por

De novo, nosso quase correspondente alemão para sons inesperados dá as caras por aqui. Com vocês Pedro Oliveira. Sempre um prazer. E Grüvis Malt é BEM louco.

Eu já nem lembro mais como que as músicas do Grüvis Malt chegaram no meu HD. Provavelmente numa daquelas vezes em que eu copiava simplesmente TUDO da pasta de um grande amigo meu e depois ia “filtrando” em casa. O problema é que normalmente eu descartava automaticamente as pastas que tinham álbuns incompletos, mas sabe-se lá porque eu não fiz isso com a pastinha “Grüvis Malt”. Nela, só três músicas. E a minha cara de espanto e deleite ao ouvi-las.

A sensação que eu tive quando ouvi esse som pela primeira vez foi tipo encontrar uma jarra de água gelada no verão em Brasília: era tudo que eu precisava. Tempos estranhos, vocais alternando entre hip-hop e refrão grudento, um pouco de música eletrônica, muito jazz e uma leve cobertura de pop. Só a gravação que deixava a desejar, mas juro que passei por cima da minha chatice e comecei a caçar o disco, pois achei aquilo fantástico. Acabei encontrando o “With the Spirit of a Traffic Jam” e acho que o conheço de trás pra frente.

Grüvis Malt é uma banda de Providence, Rhode Island (EUA) que obteve um sucesso moderado, talvez devido ao fato de terem aberto a turnê de 2002 do Incubus (Inclusive o DJ Kilmore participa em duas faixas do “With the Spirit”). Sente o drama:

http://www.youtube.com/watch?v=uTeMUbGOjbM

http://www.youtube.com/watch?v=5wPwPX7mGTk

Bem, o fato é que a banda acabou em 2005, depois de lançar seu último disco Maximum Unicorn. Porém, abriu caminho para que eu descobrisse que um músico sensacional estava por trás desta banda: Gavin Castleton.

No Grüvis, Gavin fazia os vocais mais “hip hop”, uma ou outra harmonização e tocava teclados. Sua carreira solo, porém, é uma verdadeira bagunça e deleite sonoro, variando entre “spoken word”, “prog-hop”, “one-man-band”, country, jazz, pop, hip-hop, rock e o que mais você quiser colocar no balaio.

Gavin é um músico absurdamente competente para compor letras que, apesar de quase sempre se tratarem de desilusão amorosa e de uma forma bem pessimista, contêm metáforas e construções de frases beirando o genial. O cara já tem nove discos lançados de maneira praticamente independente (somente um, Home, foi lançado por uma gravadora “major”) e o décimo, numa atitude corajosa, foi inteiramente financiado pelos fãs no tempo recorde de DOIS dias, e será lançado no fim deste ano.

Enfim, nada melhor do que parar de falar e conferir o som do cara. Vale a pena. Alguns álbuns não são tão fáceis de encontrar na internet, mas eu recomendo fortemente dar uma ajuda diretamente pro cara (www.integersonly.com), porque é disso que a música precisa: gente boa fazendo coisa boa e recebendo reconhecimento (moral, financeiro principalmente) por isso.

e “Are you Brave?”, um som que estará no novo disco do cara, “Won Over Frequency”.

Are You Brave by gavincastleton

– Por Pedro Oliveira
www.partidoalto.net
soundcloud.com/iburiedpaul

 
 
Thursday, 16 de September de 2010 | 23:57 - Por

Não lembro bem se foi alguém que me mandou esse link ou se vi alguém que postou, então peço desculpas pela ausência dos créditos.

O lance é que o conteúdo é fodão.
Nem vou falar muito porque o texto é enorme.
Mas é uma série de matérias sobre duplas de gênios modernos, e no caso de John e Paul, vão do momento que se viram pela primeira vez até estudos científicos sobre esse tipo de atração criativa.

Veja o vídeo abaixo e coloco o inglês em dia com o textão da Slate: http://www.slate.com/id/2267342/entry/2267343/

 
 
Thursday, 09 de September de 2010 | 14:39 - Por

Hoje tenho uma dica que veio lá do Chile. Meu amigo Fred Heimbeck, admirador incondicional da Fiona Apple, estava passeando pelo aprazível bairro de Bella Vista, em Santiago, e descobriu essa cantora que é praticamente o alterego latino da já citada Fiona Apple.

Pianista, melancólica, raivosa, triste, profunda, densa, provocante, inteligente e impressionantemente musical. Assim é Francisa Valenzuela (mas bem que eu poderia estar falando da Fiona, não é mesmo?), essa cantora surpreendente que eu fiquei conhecendo hoje, através de três “facadas†que são os videos que você vê abaixo. Fiquei assustado primeiro com a semelhança até dos timbres da voz, e depois com a qualidade das composições.

A primeira, Esta Noche, lembra os melhores momentos de Parting Gift ou de Never Is a Promise, e tem a força de três ogivas nucleares explodindo dentro do seu peito.

A segunda, Queen, é cantada em ingles e aí fica mais evidente ainda a influência de Fiona sobre Francisca. Acordes espertos, ritmo que flerta com o jazz e empostação furiosa.

E, por fim, Los Poderosos, uma forte interpretação cheia de personalidade. Muito provavelmente por causa dessa música ela deve ter ganhado o titulo de “La princesa del rock chilenoâ€, como bem descreve a ficha técnica do video. Na minha opinião, a música teria ficado melhor só com o piano mesmo (o baterista faz umas coisas bem confuses, acabou atrapalhando o resto), mas já deu pra sacar que a menina não veio pra brincar não.

Pop latino do bom. Não recomendado para os dias em que você estiver com um pouco de raiva do mundo. Ou, se vc for como eu, super recomendado.

Vai fundo. Valeu a dica, Fred.

 
 
Thursday, 09 de September de 2010 | 0:51 - Por

É. Da mesma forma que Mike começa o texto dele, começo o meu.
Nunca imaginei que fosse escrever o que vou escrever. Mike Portnoy, baterista, fundador e compositor do Dream Theater está deixando a banda. No mesmo dia que a possibilidade de ver um dos meus artistas favoritos dessa vida aparece, a possibilidade de ver a outra banda favorita da vida, acaba.

Não sei se vocês tem uma relação forte com alguma banda. Eu, particularmente, tenho um link quase que sobrenatural com 3 trabalhos musicais: Beatles, John Coltrane e Dream Theater. Coltrane se foi jovem, mas deixou uma vida de trabalhos a serem digeridos. Os Beatles acabaram, mas Paul e Ringo ainda passeiam por aí. Com o Dream Theater o papo é diferente. Eles estão por aqui, e os ví esse ano, em março.

Me lembro de escutar em 1994 a virada inicial da bateria de 6:00, música que abre o Awake, ecoando pela porta do quarto do meu irmão mais velho. Lembro claramente de ter sido fisgado por aquele som. Me lembro de afanar na cara dura o cd do meu irmão. Lembro de ter levado ele no meu discman por MUITO tempo. Lembro de cada nota dele até hoje.

Dream Theater foi a primeira banda que eu realmente virei fã. Foi a banda que me fez pirar em rock. Foi graças ao DT que eu fui atrás de quem já tinha feito discos temáticos, e então me dediquei a conhecer The Who de verdade e mais tarde Yes. Foi por causa desse baterista aí que o Hugo e o Alika, meus amigos do colégio, começaram a estudar bateria. O Hugo, virou baterista da minha primeira (e moribundamente ativa) banda.

Em 1999 eu conheci um dos 10 discos que levaria pra Lua caso tivesse que ir pra lá um dia e caso eu pudesse só levar 10 discos pra escutar. Scenes from a Memory mudou tudo o que eu achava que conhecia de música até 1999. Sério, vocês não imaginam o que foi e é esse disco pra mim. Sei (sem nem acompanhar ouvindo) cada solo de cada instrumento. Tudo na cabeça, quase que tatuado na minha memória.

Entre 2000 e 2004 mais ou menos, não acompanhei a banda. Graças a uma amiga, voltei a ouvir e retomei o tempo perdido. Conheci o Six Degrees of Inner Turbulence, provavelmente um dos discos mais fodas que eu já escutei.

Não vai adiantar nem tentar falar de cada um dos discos e de suas relações. Não vai adiantar tentar explicar o que é ser fã dessa banda (os fãs de DT sabem do que eu to falando). Não vai adiantar explicar pra vocês o que foi ver 3 shows desses caras aqui em SP.

É com esse tom já saudosista que eu digo que Mike Portnoy, o coração e alma do DT resolveu parar. Em sua carta ao público ele diz que projetos novos o tem deixado mais feliz, e que depois de 25 anos de banda (banda que seu pai deu a ideia do nome) ele resolveu parar. Diz também que seu respeito, amor e admiração pela banda, pelas músicas, pelos integrantes e pelos fãs nunca vão acabar.

Enfim. A banda continua. Mas não pra mim. Posso vir a gostar de um novo DT, mas nunca mais vai ser o DT que explodiu minha cabeça em 1994 e terminou de explodir agora em 2010.

O que mais me atraiu no DT nunca foi o vocal do LaBrie ou os solos do Petrucci. Meu lance com a banda é que ela sempre foi incrivelmente verdadeira. O peso da jornada de tantos anos já serviu de inspiração para músicas e também para quase finais da banda. Nunca achei que justamente nosso bravo líder, que ao invés de puxar, empurrava a banda sentado no fundo do palco, fosse o cara que ia levantar o acampamento.

Nem vou entrar nos méritos de discutir se a escolha dele é certa ou errada, se os outros integrantes foram ou não egotistas. O que importa pra mim é que isso aconteceu. Aconteceu hoje, dia 8 de setembro de 2010. E lamento muito ter que escrever disso aqui, que desde o começo do ano tem sido uma caixa de boas recordações digitais. Infelizmente sou obrigado a incluir esse capitulo.

Lamentando profundamente o final de uma era na minha vida, termino meu texto triste de verdade, e também usando o final do texto do Mike:

Move on be brave, don’t weep at my grave, because I am no longer here…
But please never let your memory of me disappear…

The Spirit Carries On

Silêncio.

 
 
Wednesday, 08 de September de 2010 | 10:38 - Por

É daquelas questões universais do tipo “de onde viemos?”, “Para onde vamos?”, “Quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?” e um daqueles boatos igualmente universais no mundo da música, como “esse ano o Pink Floyd vem pro Brasil” ou tantos outros que a gente já se acostumou a ouvir – e a desacreditar – toda hora.

Mas hoje, eis que abro o site da Folha de São Paulo e vejo lá exatamente um desses boatos, agora supostamente confirmado.

Paul McCartney poderá, sim, vir ao Brasil para shows no final do ano.

O link da matéria está aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/795311-paul-mccartney-fara-shows-no-brasil-em-novembro-diz-jornal.shtml

Agora é só acender velas, rezar, torcer e se preparar pra ficar na fila do ingresso.

Que venha o mito!

 
 
 
 
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