Monday, 30 de August de 2010 | 15:03 - Por

Antes de começar, queria dedicar esse texto pro grande amigo e irmão Fred Heimbeck, e agradecer aos meus outros 3 irmãos Zannin, LG e Piccinini pela companhia no show e pelos posts irretocáveis.

Depois desses 3 posts fodásticos, fica difícil achar algum elogio, alguma sensação, alguma emoção que ainda não tenha sido descrita, ainda mais por pessoas como as que já escreveram: todos apaixonados pelo filme e pelas canções, como eu. Todos nós estávamos reunidos naquela mesa pelo mesmo motivo: a identificação absurda e a paixão incontrolável por cada nota composta por Glen e Marketa para as músicas desse nosso – como bem disse o Zannin – filme de cabeceira.

Sobre o show: as expectativas foram mesmo superadas. Desde a abertura inesperada – e unplugged de verdade! – com a poderosa Say It To Me Now até o ápice final com Falling Slowly, os caras mostraram a mesma humildade, o mesmo talento, a mesma paixão em tocar que se vê no filme. E isso foi uma das coisas mais legais do show. Por vezes, parecia que você estava lá participando do momento deles, você não era simplesmente um público vendo uma banda. Era mais uma cena do filme, mais um episódio da vida deles que eles – acaloradamente – convidavam você para fazer parte.

Glen e Marketa são os mesmos do filme. Sem estrelismos, sem posturas de showbizz, sem frescuras. Estavam tocando como se estivessem na sala de casa. Só faltou eles oferecerem uma cerveja e um pratinho de queijos.

Glen é um show à parte. Feliz da vida, empolgado, excitado com o que faz, elétrico, o cara parece uma criança na distribuição de presentes de natal. Muito, muito, muito contagiante a performance dele. Você sai do show cansado de ver ele gastando tanta energia. Fenomenal, mesmo. Só depois de ve-lo ao vivo é que você realmente entende porque o violao fica naquele estado de destruição. É tudo fruto de um amor e um tesão infinitos pela arte de tocar violao. E Glen a executa com uma entrega que dá gosto de ver.

Marketa é mais contida, e tudo o que Glen tem de elétrico, ela tem de precisa. Cada nota do piano sai calculadamente, com a dinâmica e a duração perfeitas, incontestáveis. E a mesma precisão se reflete em seus backing vocals. É uma musicista erudita até no jeito de se portar.

Entre uma música e outra, comentários engraçados, histórias da banda, falas em português perfeito e até um samba improvisado na hora em “homenagem” aos motoboys de São Paulo, rs. Os caras são bons de verdade.

O show deles é mais legal do que outros shows justamente porque parece que você é um amigo de longa data dos dois. Você viu o filme, você conhece a história, você sente uma intimidade que não existe em outras relações ídolo-fã. Até porque eles são tão próximos que é dificil classifica-los de ídolos. Eles são, sim, dois seres humanos como nós, que sentem e que sofrem e que amam e que se entregam aos sonhos como qualquer um de nós faz – ou tenta fazer.

Lindo show. Um espetáculo de performance e, principalmente, de humanidade. Confira Falling Slowly no registro abaixo (feito pela minha querida Dani Mochida, namorada e companheira de todas as horas, todas as músicas e melhores momentos da minha vida). Uma aula de paixão pela vida e amor pelo que se faz.

Obrigado, Glen e Marketa.

Agora vocês já sabem o caminho. É só aparecer.
(Não é isso que a gente sempre diz pros amigos mais próximos?)

: )

 
2 comentários
 
  • 1. Dani
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