
E o Merigo procurou, procurou e fez um baita achado.
Ben l’Oncle Soul é adorável, criativo, competente e faz new soul em francês. O clipe abaixo, que você deve escolher a opção em HD e ver em full screen, além de bem humorado é lindamente bem feito e animado. Referência para diretores de arte, fotógrafos, músicos e pessoas divertidas.
Ainda na animação e na direção de arte, é curioso ver estéticas vintage com tipografias que foram criadas depois do ano 2000. Na série Mad Men também existiam alguns furos de cronologia. No clipe isso não faz diferença alguma, justamente porque o próprio Ben é muito novo para ser filhote de Ray Charles ou do soul dos anos 60.
O cara que tem 26 anos (isso, nasceu em 84) e acabou de lançar seu primeiro trabalho, já pela Motown Records. Fico realmente pensando se isso tudo é trabalho de um brilhante produtor e de empresários geniais ou se ele é realmente um artista que se inspirou e resolveu fazer (muito bem) isso da vida. Espero que seja culpa dele mesmo.
Ele apareceu com o EP Soul Wash onde transformou muita música pop em “new soul”, incluindo I Kissed a Girl da incrivelmente gostosa e competente Katy Perry, e Seven Nation Army do White Stripes (que também entrou no álbum) e Crazy do Gnarls Barkley. Agora fatalmente (e felizmente) chegará as bandas de cá, e se der certo mais um nome francês no mainstream (para não ficarmos só nos nichos, nas cantoras antigas ou na bela Carla Bruni).
Depois que você assistiu o clipe de cima, vai ficar maluco e sair atrás do disco – que não decepciona. É muito bem gravado, muito fácil de ouvir e sem dúvida fará sua volta para a casa nessa segunda-feira uma jornada muito mais bacana. Mistura inglês e francês sem esquisitisse. Atenção para Seven Nation Army, Soulman, Petite sÅ“ur, Come Home, Ain’t off to the back (fantástica – provavelmente o single americano) e Partir (uma lenta só com cordas e piano – aquela que serve pra mostrar que o cara canta muito mesmo).
Novamente to aqui, hipnotizado pelos timbres antigos, pela palheta marrom, pelo chiado (mesmo que fake) do vinil e pelo cheiro de mofo moderno que esses sons tem. São divertidos, competentes e de certa forma (finalmente) materializam a experiência que na época era impossÃvel por falta de tecnologia. Vamos poder assistir e viver festas com esses sons, graças a gente como Ben que homenageiam o retro a cada novo trabalho. Acho fantástico. Tomara que algum maluco resolva abrir um bar escondido como era o Milo e faça uma noite só de new-velharias. Seria ótimo.
E como diz o Faustão: quem sabe faz o vivo meu! Deixo 3 vÃdeos dessa fera aÃ!
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