Archive for June, 2010

 
Friday, 25 de June de 2010 | 17:01 - Por

Há 1 ano este blog não existia. Mas se existisse ele estaria triste e repleto de manifestações.
Michael Jackson era um gênio. Todo mundo sabe. Eu poderia aqui fazer um enorme texto sobre toda a comepetência, criatividade e relevância desse mestre. Mas seria chover no molhado.

Tudo o que posso fazer é relembrar. RIP King of Pop.
Fique com Rock With You e com o melhor moonwalk do cara.

 
Categorias/Tags: 00's, 2010, 80's, 90s, Pop, , ,
 
Thursday, 24 de June de 2010 | 15:16 - Por


O Queens of the Stone Age é uma das minhas Top 10 bandas. Por toda a loucura, todo o excesso, todo o entupimento, distorção, peso, criatividade e principalmente por ser inclassificável e incomparável.

O disco que os tornou conhecidos, pela faixa polêmica e transgressora Feel Good Hit Of The Summer, está completando 10 anos. Já tinha visto algumas notícias por aí, dizendo que a banda tinha planos de lançar uma versão deluxe comemorativa e tal.

Vi hoje no Pitchfork que os planos foram confirmados. Vai rolar um disco duplo, sendo que o segundo será recheado de versões e lados B. Serei obrigado a comprar, até pra que minha coleção continue completa.



Abaixo, você fica com a Feel Good Hit Of The Summer, que reza a lenda ser a história da festança de ano novo de Josh Homme. Ele voltando no carro após 6 dias de estragação começou a relembrar todas as drogas que usou na comemoração. Aí saiu a estúpida e épica música que enumera em repeat as substâncias ilustradas na capa do single: Nicotine, Valuim, Vicodin, Marijuana, Extase, Alcohol e Co-co-co-co-co-co-caine. (clique na capa pra ver os detalhes).

 
 
Tuesday, 22 de June de 2010 | 12:03 - Por


Depois de dias e dias de secura e esquizofrenia climática eis que a terça-feira amanhece úmida e cinza. Em dias como esse tenho a tendência a escutar coisas mais intensas, sejam elas calmas, profundas ou fortes. Talvez pelo efeito da invasão da garoa, a intensidade dos sons precisa também invadir a cabeça e mudar o clima do dia.

De manhã, ao consultar o iPod pra sair de casa, rodei rodei e nada parecia servir. Acabei caindo no Stereophonics. Adoro Stereophonics. No iPod ando com uns 4 discos deles e para facilitar a escolha (ou a deficiencia dela) mandei um shuffle – que me presenteou com Rainbows & Pots of Gold, do discão de 2003, You Gotta Go There To Come Back. Ótima pedida. Uma banda do Reino Unido para um dia londrino em São Paulo.

Voltei. Saí do shuffle e abracei a recomendação. Coloquei o disco do começo, fechei o portão e comecei a caminhar aqui pra agência. O disco começa com uma das minhas favoritas do grupo Help Me (She’s Out Of Her Mind). A distorção da guitarra quase se mistura com a distorção da voz de Kelly Jones – para mim uma das vozes mais legais do rock – e que faz a banda ser destaque, mesmo depois de quase 20 anos de carreira.

Em seguida, veio Maybe Tomorrow, e como moro perto do trabalho, já estava quase na metade do caminho. Essa é mais uma balada. Dei uma aumentadinha no volume e instantaneamente me vi num filme, caminhando pela rua sozinho e com o fone me deixando livre de todo o caos do trânsito matinal do Itaim. Dobrei a esquina já na rua da agência e voltei pra realidade. Madame Helga é mais agitada e o acaso a deixou sincronizada com o inicio da garoa. Apertei o passo e entrei no prédio.

Depois de chegar, ligar o computador e responder alguns emails, abri o iTunes. Estava procurando algum disco para falar aqui hoje. Depois de algumas idéias rapidamente abandonadas, lembrei do que vim escutando. Retomei de onde tinha parado. You Stole My Money Honey, climão para acalmar os ânimos e me isolar um pouco aqui na mesa, evitando a varanda e o cigarro.

Na sequencia Getaway, Climbing The Wall, Jealousy, I’m Alright, Nothing Precious At All, e aquela que inciou todo o processo: Rainbows & Pots of Gold. Um aula de feeling e interpretação. A voz rasgada soa sofrida marcada com flauta e piano. O final de liberdade apoteótica convida para I Miss You Now, lenta e dolorida. Não sei se é autêntico, mas parece. Tudo soa como se Kelly Jones tivesse realmente devastado de saudade.

O disco teoricamente termina com High as the Celling, que soa como a libertação pós coração partido da música anterior. Foda. Só que o disco não acaba não. A última é Since I Told You It’s Over, provavelmente a melhor música dos 18 anos de história da banda.

O final da música, do disco e do post fica marcado então pelos primeiros versos da música, que você vê e escuta abaixo. Bom dia.

“Black and blue from the wind and the rain,
Said I’m sorry for the lies and the pain
I never ever meant to make you cry
If I could take it back, you know I would,
I wanna burn up and die

So take a look at me now
Since I told you it’s over
You got a hole in your heart
I’ll find a four leaf clover
You can’t tell me this now
This far down the line
That you’re never, ever gonna get over me
[...]“

 
 
Monday, 21 de June de 2010 | 17:31 - Por

Na pilha desse último post sobre a Susan Tedeschi, sai buscando coisas por aí e caí nesse post da Spinner feito semana passada pelo Steve Hochman.

A brincadeira que ele usa para falar da incrível session do Sr. Hancock no estúdio do casal Trucks-Tedeschi é a seguinte: na hora de assistir o vídeo tire o volume. Diz para repararmos bem nas expressões e na conversa de olhares que entre Trucks, Kofi (o tecladista de Trucks) e Hancock. Depois, assista de novo, com som.

O que vemos nesse registro é pura magia. Só quem já passou algum tempo no estúdio pode entender o quão mágico é um momento desses. Improviso solto, divertido e incrivelmente cheio de groove e feeling. Faltam até palavras em português para descrever.

Hancock gosta de parcerias e gosta justamente disso, de inventividade, criatividade e alegria na hora de tocar. No projeto Possibilities a brincadeira aconteceu com John Mayer. Lembro do video do registro, onde o lendário Herbie humildemente aceita todos os inputs que Mayer traz para o som e algo novo nasce dali.

Em Space Captain, música do novo projeto colaborativo de Hancock, a mágica acontece diante dos nossos olhos. É sensacional. De arrepiar os pelinhos do braço.

Abaixo o tal do vídeo. Preste atenção a partir dos 3:30.

 
 
Monday, 21 de June de 2010 | 16:12 - Por


Já falei um pouco aqui sobre Susan Tedeschi em outras ocasiões. Naquele post dos 12 discos em 3 dias e também no post sobre o marido dela o fantástico Derek Trucks. Mas a mulher merece muito mais destaques do que as meras menções anteriores.

Back To The River, seu último álbum lançado, em 2008 – e o primeiro que escutei dela – é uma agradável surpresa desde o primeiro segundo de Talking About – música que abre o disco. Antes de descorrer sobre o que cada uma das belas canções faz pela gente, sou obrigado a contar sobre como conheci a moça.

Naquele post sobre o Derek Trucks, contei sobre a sempre empolgante experiência de abrir um cd novo e degustar cada uma das sensações que ele proporciona. Desde o rasgar do plastiquinho, o cheiro do papel do encarte e o excitante silêncio que precede o inicio do disco. No meio daquela incrível descoberta, a voz dessa mulher me pegou no susto. Além da voz, sua fotinho no encarte só me chamou mais a atenção – já que a predileção por ruivas é algo mais forte do que eu.

Passada a catarse do Already Free, fui atrás dos trabalhos dela, e coloquei as mãos em Back to the River (2008) e Hope And Desire (2005). Uma rápida busca no youtube e tudo passa a fazer sentido. Bela, guitarrista e dona de uma voz forte, potente, cheia de soul e que remete a uma Janis Joplin (com pouco whiskey ao invés de drogas pesadas). Líder de uma banda de southern rock, cheia de influências de blues, soul e gospel. Um delicioso cardápio para aqueles gostam de alimentar o coração com boa música.

A fantástica banda que a acompanha é formada por mais uma guitarra, baixo, bateria, hammond e sax tenor. No disco, as participações de Derek são quase que constantes e elevam a qualidade da jornada.

Destacar é dificil. Eu gosto de discos inteiros, lembram? Albuns bons são aqueles que você coloca, deixa rolando e quando percebe parou tudo o que está fazendo porque ficou fixado em um detalhe, uma quebra, uma paradinha ou uma melodia que de tão linda te jogou pro fundo de si mesmo. Conheço os 2 discos que citei acima, mas continuo nas buscas pelos outros.

No youtube tem bastante coisa dela ao vivo, mas não achei muita coisa de estúdio – uma pena porque gosto da referência.

Fique com Talking About e True:

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E no Youtube: Soul of a Man e Talking About. Se você deixa a música mexer com a sua cabeça, pode ir pros torrents mais próximos ou pro amazon. Não vão se arrepender.

 
 
Friday, 18 de June de 2010 | 15:38 - Por

18 de junho de 1942. Nasce James Paul McCartney.

Um garoto que cresceu e “sofreu†as influências da música americana, do blues e do jazz, e que, quando jovem, usou tudo isso para ajudar a fundar a mais importante banda de rock de todos os tempos.

Não preciso gastar linhas e linhas falando da importância do Paul para a história da música popular do século XX e muito menos citando uma ou outra música. Seria chover no molhado dizer como Eleanor Rigby ou She’s Leaving Home foram músicas à frente de seu tempo e revolucionárias dentro da indústria do disco.

Mas o que me deixa mais feliz de poder estar vivo na mesma época que um Beatle (e um dos mais expressivos) é saber que o tesão que sempre motivou esse cara a fazer tudo o que ele fez ainda existe.

Hoje, Sir Paul McCartney completa 68 anos de idade. E, como pouquíssimos dinossauros do rock, ele ainda se re-inventa a cada disco novo, ainda se desafia a cada nova turné, ainda resgata a força e a vontade de inovar que sempre lhe foram caracaterísticas desde os tempos de Cavern Club.

O cara é um gigante. Um monsto (con)sagrado da música pop. Uma das maiores influências das últimas 2 gerações. Uma lenda viva da história.

Em When I’m Sixty Four, Paul se perguntava se ainda precisariam dele quando chegasse seu aniversário de 64 anos.

Pois hoje, na festa dos 68, afirmo com certeza: a música, o mundo e o rock ainda precisam – e muito – dele.

Parabéns, Sir Paul. Obrigado pelo legado que o senhor tem nos deixado há tanto tempo.
Em breve a gente se vê.

: )

 
 
Monday, 14 de June de 2010 | 14:48 - Por

Conheci ontem o disco do projeto paralelo de um dos irmãos Fratelli. A nova banda chama-se Codeine Velvet Club e faz um som roqueiraço e um pouco menos diversão do que os Fratellis fizeram em seus dois primeiros discos.

O som é de primeira. A inconfundível voz de Jon Fratelli e algumas melodias indescritivelmente bem feitas são o que faz você se familiarizar. Destaques para Hollywood (que vc vê aí embaixo), Resté avec Moi (excelente, harmonia genial) e Vanity Kills.

Bom, como só ouvi o disco duas vezes, com certeza ainda vou descobrir muito mais motivos pra voltar aqui e fazer erratas sobre essas recomendações. : )

Vai fundo. Mergulhe no Codeine Velvet Club. Rockão de primeira. Divertido, bem feito, novo, criativo. Mto bom. Dica do amigo Marcos Piccinini.

 
 
Wednesday, 09 de June de 2010 | 21:15 - Por


Pra quem curte rock setentão psicodélico, tá ai uma uma bela banda: Black Mountain.

Sonzão mesmo. Cheio de riffs entupidões, teclados e climinhas viajantes.

O lançamento do novo disco, Wilderness Heart, tá marcado pra setembro de 2010. O primeiro single, Old Fangs, que você baixa do site dos caras e ouve ai embaixo, deixa claro que eles continuam na mesma estrada.

Essa bela capa e esse som matador só aumentam a coceira atrás da orelha, o lance é esperar até setembro pra comprovar se será mesmo um discão.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

 
 
Tuesday, 08 de June de 2010 | 11:21 - Por

Quem passa sempre por aqui e acompanha pelos twitters dos 3 tontos das fotos ali do lado, já deve ter percebido que usamos a tag #Outros500 em alguns posts. Mas what the fuck?

Outros 500 é um projeto foda do Multishow, onde escolheram através de embaixadores, 500 colaboradores que geram conteúdo sobre música, viagem, cotidiano, humor e sexo. Todos esse conteúdos são agregados no site através dos twitters de todos os colaboradores.

Nosso convite veio através do amigão Maestro Billy, ex-macacaralhow, ex-pânico, DJ “som na caixa Caldeirão”, mestre sagrado dos podcasts e também autor do SFT MCHN, blog sobre remixes e mashups por quem realmente entende do assunto.

Nós 3 aqui recebemos um kit bacaninha explicando a coisa toda, e ainda uma credencial que nos dá acesso a eventos e gravações relacionados a música que o multishow produz. Geramos conteúdo, compartilhamos, ganhamos acesso, temos novas experiências, geramos mais conteúdo, compartilhamos mais ainda e por aí vai. Comunicação do jeito que eu gosto, do jeito que deve ser feita em 2010.

O site do Outros500 ainda está com acesso restrito, mas até o meio de junho ele estará no ar, e você ganha um novo lugar que reúne doses cavalares de informação, curadas ou geradas por gente muito boa como o próprio Billy, Alex Correa do ótimo Move That Jukebox, Pedro Leite – o maluco por trás do Porra Felipe!, a também chapa Bia Granja do Pix, a bela e antenada Renata Simões apresentadora do Multishow entre vários outros.

Abaixo o videozinho de boas vindas explicando um pouco da coisa.
Então guarde aí nos seus favoritos e fique de olho: http://www.outros500.tv/

 
 
Tuesday, 08 de June de 2010 | 10:14 - Por

Conversando no MSN com o Zannin, fiquei sabendo de um novo vídeo da Nike que usa uma trilha feita pelo Andre 3000 do OutKast. E, curiosamente, a trilha é uma gravação dele pra divertida “All Together Nowâ€, dos Beatles.

Claro que não é novidade dizer isso, mas acho muito do caralho como os Beatles são referência pra tudo, sempre. Poxa, os caras terminaram há 40 anos – QUARENTA!!! – e até hoje as pessoas recorrem a eles quando precisam de um gás criativo.

O mais legal desse filme da Nike é que não pegaram uma musica clichê dos Beatles. Pelo contrario, “All Together Now†é a faixa mais improvável que se poderia ter notícia. Mas, como seu próprio título sugere, ela tem tudo a ver com o clima do vídeo e traduz o espírito do esporte e das cenas.

Eu não gosto de OutKast e não tô nem aí pra esporte. Mas porra… ficou legal pracaralho!!! Assiste aí:

E pra quem nao conhece a original: http://www.youtube.com/watch?v=pq6nC9Fx35Q

 
 
 
 
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