Se você conhece o Flaming Moe, já sabe que meu texto vai ser quase que uma roubada no jogo. Se não conhece, na seqüência entenderá porque.
Flaming Moe é uma das minhas bandas do coração. Acompanho desde seu inicio em 2003 e seguramente foi a contato e admiração que me fizeram querer subir num palco e ter um gostinho do que é aquilo tudo.
A banda é isso. 5 amigos de escola que enlouqueceram ao escutar Hellacopters antes da maioria das pessoas ter a mÃnima idéia do que era isso. O gênero, definido como stoner rock, é uma mistura endiabrada de riffs vindos do hard rock, devil girls, peso do metal, litros de cerveja, preguiça e larica vindos você imagina de onde, tudo isso jogado dentro de um velho conversÃvel em alta velocidade pelo deserto de nevada. É pesado, é melodico, é rápido e bem trabalhado. É um chute no saco.
Flaming Moe é pura gasolina, e as apresentações ao vivo valem qualquer ressaca. É tudo tão surpreendente, tão competente que se você não percebeu ainda que é uma banda de amigos meus, poderia imaginar que são gringos loucos da california. Quem já viu sabe do que estou falando.
Mas essa banda é do coração por incontáveis motivos além do som. Peruche, Gui, Vitor, Caio e Hugo estudaram comigo na escola. Participei de praticamente tudo o que aconteceu com eles, de todas as brigas, shows, gravações, viagens, festivais, composições, canjas, bebedeiras, ensaios e acontecimentos que mudaram a trajetória da banda e de nossas vidas. São todos amigos/irmãos que sempre fizeram tudo no máximo, da vontade ao volume.
Soul Hunter é o primeiro álbum, conclusão de um trabalho que começou com EPzinho e participações em coletâneas. Onze músicas minuciosamente trabalhadas – produzidas e gravadas pelo amigo Tomas Thornhart. Meses de trabalho, cigarros e bebedeiras que tive o prazer de participar, tanto na autoria de uma das musicas como na gravação de backing vocals para 2 delas. São onze porradas na orelha, ora na esquerda, ora na direita e as vezes o telefone completo com as duas mãos.
É um disco sem descanso, sem baladinha de “baby come back”, sem economia de volume, riffs e gritos. Muitos gritos. Oh Yeah, o provável grande hit da banda inicia o disco, abrindo caminho para Nitro Z entrar acelerando e trazendo todos os clichês automotivos que eu possa escrever. Bail Out, essa do vÃdeo aà de baixo eu não vou nem falar, vá ver. Vasalube é uma homenagem ao lubrificante anal que aparece no Kill Bill haha. Lovebringer é o momento mais doce do Peruche, mereceria cascudos se não tivesse feito uma puta música. Wrong Side é um petardo que termina com um grito daqueles que você não aguentaria nem tentar fazer e que dura mais tempo do que você imagina. O Gui é um caso a parte. Um dos melhores vocalistas de rock que eu já vi. Um doente mental no palco. Só vendo pra entender. In My Mind tem 3:20 mas deveria ter 4:20, é aquela pausa pra você relaxar os ouvidos e continuar com a sequencia: Red Woman, The Outsider e The Journey, essa com meus suaves ‘lá lá lás” ao fundo. O disco termina com Explode My Life Again, a mais longa e psicodélica da banda.
Inútil falar de destaques. Inútil falar mais sobre o som ou sobre o que eles representam pra mim e pra minha historia com a musica. Tá pensando que Flaming Moe é bagunça? É. Então vamos aos fatos:
Você acaba de ganhar a oportunidade de vivenciar esse blog de um outro jeito. Ao invés de clicar no videozinho do youtube como sempre, você vai poder fazer duas coisas, sendo que uma delas só é possÃvel ser feita hoje e em São Paulo.
1) O Flaming Moe caga e anda pro mercado fonografico e disponibiliza todo seu album para download gratuito. Download it all, just fucking click: http://www.flamingmoe.com.br/soul_hunter/
2) Hoje o Flaming Moe toca no CB, com sua nova formação (o Hugo, baterista virou neuro-cirurgião e agora o FM conta com o Pinho ogrando nas baquetas).
Para endereço, preço e bla bla bla, passa lá no Facebook que tem tudo: http://www.facebook.com/event.php?eid=127594083921109. E mais, excepcionalmente nesse show, vão rolar 5 músicas novas e nunca tocadas ao vivo \m/ Se for, vá cedo. Lota e ficam uns 500 pra fora (não é exagero).
E para sentir o drama, veja o trecho do episódio 7 de Alice (série da HBO) com o Flaming Moe tocando Bail Out e com épico mosh da gostosinha da série no fim do video.
E sim. O nome Flaming Moe vem daquele episódio dos Simpsons, o mesmo que o Aerosmith toca na Taverna do Moe.
