
1970, 1 ano após os 3 dias de Woodstock que mudaram o mundo e a história da música, Joe Cocker, um dos mais doidos daquela época e dono de uma das minhas vozes preferidas do rock n soul, lança Mad Dogs & Englishmen, um disco duplo, ao vivo quase que integralmente de covers, e provavelmente um retrato definitivo sobre a mistura de rock n roll e soul que virou assinatura do cara.
O disco é recheado de pérolas, hoje chamadas de clássicos. Acompanhado por uma banda incrÃvel, um enorme coral e prrovavelmente por uma quantidade incalculável de substâncias ilegais, Cocker entrega um daqueles shows que te fazem ter vontade de viajar no tempo e tomar uma breja com o cara. Essa época inclusive é marcada pela lenda dos 2 anos de blackout, onde diz-se por aà que Joe não lembra de absolutamente nada do que viveu ou fez. Hahaha. Great times!
São Ãnumeros os sucessos: Honky Tonk Women dos Stones, Cry Me a River, Feelin’ Alright, Let’s Go Get Stoned, O Blue Medley, com I’ll Drown in My Own Tears, When Something is Wrong With Me Baby de Isaac Hayes e I’ve Been Loving You Too Long de Otis Redding. Ainda temos Girl from the North Country de Bob Dylan, Give Peace a Chance (imortalizada pelos Beatles) e She Came in Trough the Bathroom Window de Lennon e McCartney.
Por sinal, esse é um tema que eu preciso pesquisar qualquer hora. Cocker e Beatles. São tantas versões e parcerias que provavelmente tem alguma história boa escondida por ali. A última delas em 2007, foi no Across the Universe, filme/musical que usa Beatles como guia para retratar o turbulento final dos anos 60. Cocker aparece e canta no filme em algumas ocasiões, a mais marcante delas como um mendigão maluco que canta Come Together, essa que parece ter sido feita pra voz dele.
Enfim, esse e qualquer outro disco do Cocker até o final dos anos 80 são viagens sensacionais. Bom pra deixar rolando a tarde e principalmente música boa pra esquentar o clima nuns amassos no carro. Te salva de qualquer situação onde a moça que te acompanha não esteja cedendo aos seus encantos.
Uma pena que Marjorine não esteja nesse disco, uma das minhas favoritas. Bom, fora do clima de romance e sedução, fique com Feelin’ Alright, música fodassa que já foi gravada por um monte de gente, inclusive pro fabuloso Grand Funk Railroad.












