Friday, 23 de April de 2010 | 1:53 - Por

Certo. Esse não seria o título ideal pra falar do Foo Fighters, mas eu precisava cutucar o PG depois daquele fucking post sobre o Oasis (que eu adoro, mas que não é a melhor banda nem a pau. haha). Então, foda-se se é melhor que o Oasis (que é) e vamos então simplesmente falar sobre por que o Foo Fighters é fodaralhasso. Nessa pilha dos trabalhos do Taylor Hawkins, e também pela ReBokel que anda viciada e só fala comigo sobre isso, cabei entrando na mesma onda. E já alerto, até porque é inevitável: vou confundir várias vezes o que é o Dave Grohl e o que é o Foo Fighters.

Imagine só que você está em 1994. Aquele genial loiro ceboso, líder de um movimento que mudou a história do rock tinha acabado de estourar os miolos. Imagine que você é aquele esquisito cabeludo, sentado lá no fundo, e então decide montar uma banda. Essa seria, 15 anos depois, a salvação do rock. Calma, guardem suas pedras. Sim, Foo Fighters é provavelmente a última banda de rock de arena, daquelas viscerais e sem artifícios eletrônicos (não que eles sejam ruins). OK. Joguem as pedras agora.

Dave Grohl é um caso a parte.

1) O cara era o baterista da banda mais expressiva e transgressora dos anos 90.

2) O cara é fundador, frontman e multi-instrumentista do Foo Fighters.

3) O cara gravou a bateria de Songs For the Deaf, talvez o primeiro grande álbum dos anos 2000, e merecedor de um extenso post só pra ele.

4) Ele foi o baterista das músicas do filme AND o Diabo em Tenacious D – The Pick of Destiny, fantástico filme pra loucos viciados em rock, estrelado por Jack Black – que faz o papel de… Jack Black mesmo. haha

5) Foi baterista convidado por uma série de artistas, dentre eles: Tenacious D, QOTSA, Juliette and The Licks, Cat Power, David Bowie, Nine Inch Nails e por fim, o mais recente disco do Slash.

6) No show de gravação do DVD Live at Wembley Stadium em 2008, esses 4 putos convidaram Jimmy Page e John Paul Jones pra uma jam, e tocaram Rock n Roll e Rumble On do Led pra 80 mil pessoas, criando um clássico instantaneo pra história dos shows de rock.

7) Them Crooked MOTHERFUCKING Vultures. A união suprema de três baluartes da estragação, dos três maiores causadores de ressacas e flashbacks, da tríade da libertinagem: Dave Grohl – o animal, Josh Homme – O Evil Elvis e John Paul Jones – A freaking Zeppelin.

Se não bastasse a onipotência de Grohl, o FF é composto por mais 3 talentos, que depois de algumas mudanças no começo da banda, ficaram fixos desde 1999. Nate Mendel no baixo, Chris Shiflett na guitarra e o já super citado aqui Taylor Hawkins que além de suas peripécias com os Coattail Riders, foi o cara que gravou outro grande disco, o Jagged Little Pill da Alanis Morissette em 96. Adoro pensar na grande turma de músicos lá de fora. Se fizermos os cruzamentos de toda a cena do rock dos anos 90 e 00 vamos ver muita gente amiga por lá.

Esse disposto quarteto, conseguiu nesses 15 anos 6 ótimos álbuns de inéditas, sendo um deles duplo e incrível. Alguns registros ao vivo e uma respeitável notoriedade, já que em todo esse tempo foram raras as notícias não relacionadas a musica dos integrantes. Realmente um exemplo para esse mundo corrompido por franjas, topetes, calças coloridas, escândalos, instrumentos quebrados, hotéis destruídos, reabilitações e adultério – obviamente importantes e igualmente respeitados pra história desse gênero tão amado por esse diretor de arte boca suja que insiste em escrever. Foo Fighters é rock n roll, gelado, servido em copo de plástico. Atitude sem pose, sem excesso e com ótimos exemplos tatuados para a tradicional família americana.

Certo. Foo Fighters nesse momento já mijou na cabeça dos dois irmãos britânicos, mas agora é que vem a parte legal e mais difícil. Destacar aqui algumas das músicas fodas que eles colocaram na rua. Muito difícil mesmo. Nem vou encanar na ordem, e como escrever depende de ordem, conto com a sua abstração em não pensar na porra da ordem enquanto estiver lendo. Grato. haha. Tá. Se você for um pouquinho neurótico como eu, não vai conseguir esquecer da porra da ordem, então vamos de cronológica mesmo:

Foo Fighters (1995)
O cara mete I’ll Stick Around, que te faz pensar que os tempos de Nirvana iriam continuar, mas logo em seguida manda Big Me. Lembra aquele clipe do Mentos/Footos? Então era esse. Música bonitinha. haha.

The Colour and the Shape (1997)
Nesse momento do mundo, eu bombando o primeiro colegial e pirando em Monkey Wrench, My Hero, Everlong e Walking After You. Lembro claramente da época que a MTV passava clipes e que assistia várias vezes o cara salvar as pessoas do incêndio. Algo me diz que fiz bem em não ficar estudando. Curiosamente eu aqui procurando no Youtube pelas músicas pra linkar acabei descobrindo que os quatro destaques viraram clipes. Awesome.

There’s Nothing Left to Loose (1999)
O tempo vai passando e o número de músicas pra se falar vai aumentando. Esse disco, vá se foder né? Quantas noites fritando o Winamp do Pentiumzinho escutando Stacked Actors, Breakout, Learn to Fly, Generator, MIA… Ridiculo esse disco. A redefinição dos gritos no rock radiofônico.

One by One (2002)
Puta que pariu. Me lembro de ir na loja comprar a edição especial com DVD tosquinho de extras. Esse cd morou no meu carro boa parte daquele 2o ano da faculdade. All My Life abrindo o disco. Ainda uma das músicas mais fantásticas do FF. Grito com vontade nos ensaios do Lazy Dog, só de farra. Mas o disco é muito feliz. Times Like These, Tired of You, Halo, Lonely as You com aquele climinha de fim de filme, Overdrive – talvez o efeito que mais defina o som do FF.

In Your Honor (2005)
O duplo que dividiu as águas em 3 partes. Esse é foda de eleger. Ao invés de linkar todas, vou só embedar Best of You, que é um absurdo. Mas o disco é recheado de pérolas. In Your Honor, No Way Back, DOA, The Last Song, Free, The Deepest Blues Are Black, End Over End, Razor… foda. É tudo muito foda. Pare de ler isso aqui e vá escutar.

Echoes, Silence, Patience And Grace (2007)
Nesse gap de 2 anos eu tinha meio esquecido do FF. Tava ouvindo outras coisas. Aí um dia, um redator que trabalhava comigo me passou o link do clipe de The Pretender, naquela divulga pré-álbum. Explodiu minha cabeça. Viciei no single e aguardei muito o lançamento do disco. ESPG é o maior passo que o FF já deu. Talvez por trazer Long Road to Ruin, uma das prováveis melhores músicas da história da banda. O disco é fantástico. Let it Die, Come Alive, But Honestly e que fecha com Home, uma coisa linda.

Se teve saco de chegar até aqui, e ainda lembra do que é Oasis depois disso, vai lá escutar I Am The Walrus (essa sim da melhor banda de todos os tempos). Mas, se chegou até aqui querendo escutar Foo Fighters, fique com Long Road to Ruin e The Pretender – que o youtube fdp não deixa embedar:

Long Road to Ruin – link

The Pretender – link

E que venha o disco novo até o final desse ano, já declarado como o mais pesado da carreira. \m/

 
23 comentários
 
  • 1. Pedro Guerra
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