Acho que já deu pra perceber que tenho uma certa queda por vozes femininas. De repente esse assunto pode até virar um post top 10 de cantoras. A questão é que de alguma forma fico extremamente atraÃdo por manifestações sérias das mulheres. O rótulo normal do extravazar de uma mulher é o chilique, o choro e blá blá blá. Nem concordo muito com o rótulo, mas acho que esteriótipo tem meio que esse objetivo.
O lance é que adoro mulheres que colocam suas situações pra fora usando a criatividade. Pintoras, compositoras, cantoras, escritoras. De alguma forma a doçura e a raiva juntas são fortes geradores de boas artistas e principalmente de lindas canções.
É um conjunto de atributos sutis. Timbres suaves, as vezes rouquinhos. Mãos delicadas que fazem as teclas do piano gerarem sons graves e marcantes, que transportam a inquietude do corpo para o ar. Olhos fundos e desacreditados que se fecham para deixar ainda mais intensas as notas que saem raspando da garganta.
Rachael Yamagata é americana e aos 27 anos lançou Happenstance, seu primeiro disco, que traz misturas de ótimas canções arranjadas em piano, passeios pelo folk com violão aço, e outros charmosos barulhinhos espalhados pelas 16 faixas do álbum.
O disco é uma sequência de altos e baixos que parecem acontecer ao acaso da circunstância como o tÃtulo indica. Me parece mesmo um processo livre de composição e execução em cima algumas coisinhas vividas pela moça.
Nem me lembro de onde ou através de quem copiei o disco. Certo de que você vai comprar o álbum no amazon ou consegui-lo de alguma outra forma, destaco as ótimas Be Be Your Love, Letter Read, Even So e abaixo você escuta Reason Why, que apesar de parecer jargão de planejamento, é uma das favoritas do disco.
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