Archive for 2010

 
Tuesday, 28 de December de 2010 | 18:57 - Por

O genial (no conceito, pelo menos) Gorillaz, do genial (genial mesmo) Damon Albarn, acaba de lançar seu novo álbum.

O legal desse novo trabalho da banda-cartoon é que todas as faixas foram gravadas com aplicativos de iPad. É o primeiro disco da história feito dessa maneira, e você já pode ouvir as maluquices novas do grupo no site oficial dos caras.

Divirta-se e feliz 2011.

 
 
Tuesday, 21 de December de 2010 | 12:10 - Por

Rapidinho para não passar batido.
Até porque será impossível passar batido depois que você clicar no play desse vídeo.

Nem vale dizer muito. Faz assim. Quer entender como que se faz? Clica no play.
Isso não é um negão cantando. Isso é uma alma cantando. É por isso, exatamente por isso, que se chama Soul. Quando não estiver escutando de olhos fechados, veja o vídeo que é lindo também. Boa tarde.

 
Categorias/Tags: 2010, Soul, Verdade, ,
 
Tuesday, 21 de December de 2010 | 12:08 - Por

Há 30 anos, ele ia embora. Brutal e violentamente assassinado. Um choque pra humanidade. Porra, um dos caras mais queridos – e polêmicos – do século XX era morto aos 40 anos, por um “fã” maluco e psicopata. John Lennon tinha acabado de gravar o Double Fantasy e se preparava para sair do auto-exílio musical após um hiato de 5 anos longe dos estúdios. (Seu disco anterior foi o Rock N Roll, de 1975).

E o Double Fantasy – apesar da participação da Yoko – é um disco muito bom. Ali estão algumas das melhores músicas solo de toda a carreira de Lennon. Fato que torna sua morte ainda mais triste. Ele não chegou a curtir seu próprio disco, e o que me entristece mais é que este disco era a vitrine pura, clara e direta de como ele estava se sentindo naquele momento. Um homem maduro, seguro de si, aceitando sua meia-idade, orgulhoso de suas conquistas enquanto “dono de casa” e pai de família, feliz com isso, traquilo, não mais aquele porralouca que provocara um planeta inteiro pelos ultimos 15 anos.

Trinta anos depois da morte de John – e do lançamento de Double Fantasy – a EMI e a Yoko prepararam um presente de aniversário especial. Remasterizaram todos os discos e, no casto deste último, remixaram.

O que isso quer dizer?

Ela pegou as gravações originais e deu uma mexida nos volumes dos instrumentos e, principalmente, nos volumes da voz de John. Sua idéia era a de tornar mais clara e límpida a voz dele. De fato, foi um trabalho bem feito e o “novo som” do Double Fantasy está cristalino e muito bonito. A voz de John resplandece como se tivesse sido gravada hoje, e toda a base ganhou um peso bem-vindo. Claro, alguns elementos da própria gravação denunciam o oitentismo da obra e a deixam um pouco datada. Mas isso é inevitável e, se vc se permitir, não deixa de ser até um charme.

Pra mim, o mais legal disso tudo – além da celebração, das lembranças e da homenagem ao mestre – é re-ouvir as maravilhosas Just Like Starting Over, Beautiful Boy (uma pérola máxima da delicadeza e da sinceridade, e tem em sua letra a melhor frase que Lennon já teve a ousadia de escrever), Woman e I’m Losing You com um puta som. : )

Double Fantasy (Stripped Down) é o “novo disco” de John. E, finalmente, a colaboração boa de Yoko para o álbum, depois de 30 anos.

Dê play, aumente o volume e relembre. It will be just like starting over.

 
 
Friday, 17 de December de 2010 | 17:49 - Por

Mais um post do Saulo, talvez um dos amigos-leitores que mais sacaram a proposta do A Day in The Life. E como sempre, portas abertas para escrever. Olha só o dessa vez:

Meu avô amava cozinhar.

Num misto de prazer por agradar a família e respeito no ritual de uma receita, ele gostava de dar dicas. Todas muito simples. “Cozinha” para ele significava azeite, sal, alho e cebola. Poucos ingredientes. Poucos temperos. Muito sabor. Ele sempre foi sinônimo de simplicidade para mim. O “menos é mais” levado ao pé da letra: na cozinha, no trabalho… e na música.

Talvez por isso, artistas como Steve Vai (Solo), Satriani (Solo), Mike Portnoy (Dream Theater) ou Les Claypool (Primus) nunca me impressionaram. Respeito a técnica e o trabalho, mas a virtuose não me diz nada. É um prato com azeite, alho, cebola, coentro, salsinha, manjericão, dedo-de-moça, sal e curry. Muito temperado para o meu gosto pessoal.

Como baterista amador, sempre me surpreendi com os artistas mais viscerais, não com os virtuosos. E esse é o caso de Brian Blade. Um baterista de 40 anos, nascido na Louisiana. Filho de pastor, cresceu respirando música na igreja. Com 18 anos, se mudou para New Orleans e começou a escutar Coltrane, Parker, Miles, Art Blakey e Monk. E aqui nasce o gênio. Sua primeira gravação em estúdio aconteceu com o Kenny Garrett e o Joshua Redman. E de lá para cá, gravou 9 discos do Redman, 3 do Wayne Shorter (uma das últimas lendas ainda vivas do Jazz), além de 6 álbuns solos.

Aí você me diz: “- Pô… disco solo de baterista é um saco!”
Às vezes é sim.

Mas Brian Blade sabe do que é capaz, e não quer mostrar isso o tempo inteiro. Só mostra alguma coisa quando é realmente necessário. Esse é o tipo de baterista que se preocupa com a música “no todo”, e não com viradas impressionantes. A prova disso é o próximo disco que você irá comprar: “MAMA ROSA”. Um trabalho com o selo da Verve, onde, além de tocar bateria, Blade também cantou. É um trabalho em homenagem a avó dele (Rosa), que me faz lembrar do meu avô: pouco tempero, muito sabor.

E em homenagem ao Cotta, o disco ainda tem um cover do Milton Nascimento, “Irmão de Fé”… ou nesse caso, “Faithful Brother”

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Thursday, 16 de December de 2010 | 2:03 - Por

Sons. Esse lance de levar a vida com trilha sonora é complicado. Veja bem. Se sua vida é levada sempre com músicas que tem certos fins, imagine só que as coisas ruins ganham trilhas também – o que pode arruinar uma música boa na sua memória.

Certa vez estava ali em alguma madrugada online dizendo para uma dessas pessoas, detentora de uma das trilhas da minha cabeça, que tinha um certo medo de compartilhar alguns sons. Que se desse tudo errado, eu teria que jogar um som bom no lixo. Junto com a própria memória, dentro do latão da coleta dos orgânicos. Ainda bem que ali eu não perdi nenhuma música boa.

Pois é. Esse tipo de coisa acontece. Você ganha trilhas para momentos fantásticos mas perde também. Do mesmo jeito que perde um pouquinho da sua audição cada vez que volta de um show com seu ouvido apitando. Esse não é o reflexo a um longa exposição ao som alto. Nem um dano causado pela desistência dos musculinhos do seu canal auditivo em proteger seu tímpano. Este é um aviso do seu ouvido dizendo que um pouco dele se foi. É uma manifestação para dizer que você não merece mais o silêncio ao dormir. Pelo menos não naquela noite.

E tem o som do problema. O som que ecoa em sua cabeça ao partirem seu coração – que se confunde até com o som de seus pedaços caindo no chão. Tem o som do olhar da despedida. Tem o som do depois, que como as teclas do piano, cutucam de leve cada uma de suas feridas.

Tem também o som do momento que você enxerga aquela mulher que você deseja, beijar o primeiro paspalho que passa na frente. Esses sons se misturam. Buscam em seu cerebro referências de todos os momentos negativos que lá estão armazenados. Vão de freadas de carros seguidos de batidas, até os gruturais gritos do Max Cavalera. Vão da repulsa ao comum de Marilyn Manson – que talvez seja o melhor representante do mix de confusão, ódio e decepção – até o profundo e gasto silêncio da solidão. Este, que assim como o barulhinho do seu ouvido apitando depois do show, serve para te avisar de uma coisa também: que ali você perdeu algo. Que ali um pedaço de ti se foi.

E para não terminarmos no silêncio deixo esse som, que é um abraço.

 
 
Tuesday, 14 de December de 2010 | 12:01 - Por

Em 1968, Miles Davis começou a transformar o mundo do jazz mais uma vez. O artista mais versatil e criador de tantos estilos se preparava para embarcar em mais uma aventura rumo à inovação e à fundação de mais uma pedra sagrada na história da música.

Com Miles In The Sky e In A Silent Way, configurava-se a segunda formação clássica do quinteto de Miles Davis, e essa turma estava prestes a mexer com as estruturas do jazz pelos próximos anos. Era o nascimento do fusion, estilo que – dizem os críticos – mistura jazz com guitarras e outros instrumentos elétricos comumente ligados ao rock n roll.

De fato, a nova banda de Miles tinha John McLaughlin na sua formação, e ele é mesmo um dos maiores guitarristas que se tem notícia – tanto na história do jazz quanto do rock. E o que ele, Miles, Chick Corea e cia. estavam fazendo mexia com os brios dos ouvintes mais puristas do que se chama de “jazz”.

“Jazz” é um termo abrangente demais. Diana Krall é jazz, o Bitches Brew é jazz. Tom Jobim é jazz. Jamiroquai pode ser jazz. Mahavishnu Orchestra é jazz. E agora?

Não importa. Quando se trata de Miles Davis, tudo é jazz. Tudo é apenas música. Tudo é reinventado e revolucionado. Esse foi o espírito que o guiou por mais de 4 décadas: o de fazer algo sempre novo. Sempre à frente, sempre instigante e provocando o senso comum.

Bitches Brew é a consolidação de mais um ímpeto revolucionário de Miles Davis. É a inauguração oficial do fusion como estilo musical, e a conquista de mais um espaço importante no então impenetrável mundo do jazz tradicional. Agora faz 40 anos que esse disco foi lançado, e até hoje ninguém entende ele direito.

Imagine então em 1970, quando as pessoas colocaram a agulha em cima desse vinil pela primeira vez e se viram diante de uma enxurrada de instrumentos novos e aparentemente desconexos, improvisando sem parar e em faixas de vinte minutos de duração?

Deve ter sido demais pra cabeça de quem esperava um outro Round About Midnight ou outro Kind Of Blue. O bom é que quem é fã de Miles Davis sabe que não se pode esperar a mesma coisa num próximo disco. E quem acompanhava de perto a evolução do músico já sabia que a fase elétrica estava ganhando cada vez mais força, cada vez mais corpo.

É um disco difícil de ouvir, e demanda paciência. São muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo em composições complexas e longas. É experimental até o limite de cada músico, é desafiador mesmo pra quem já está acostumado com o estilo. Ao mesmo tempo, ele é tudo isso justamente por antecipar movimentos e maneirismos que seriam vistos no rock pelos anos que se sucederiam. Aliás, pensando bem, ele anteviu mesmo coisas que vemos no rock até hoje.

Como é geralmente praxe com discos `a frente de seu tempo, Bitches Brew também sofreu rejeições e críticas ácidas de muita gente (supostamente entendida) na época em que foi lançado. Hoje, 40 anos depois, é aclamado com uma das maiores obras-primas de Davis (ao lado de Kind Of Blue, Miles Smiles e On The Corner) e acaba de ganhar edições de luxo especialíssimas.

Aqui no Brasil, foi lançada uma edição bacaninha, CD duplo mais DVD com uma apresentação do quintet em Copenhagem, em 1969. Lá fora, saiu uma edição mega-blaster-super-luxo, com 3 CDs, 1 DVD, vinil duplo de 180 gramas, camiseta, poster, caixa de luxo e o escambau.

No mínimo, merecido.

 
 
Friday, 10 de December de 2010 | 13:34 - Por

Depois de tentar fazer isso com suas cordas vocais, vá para o bar beber. Hoje é sexta.

Bom fim de semana.

 
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Saturday, 04 de December de 2010 | 15:07 - Por

Saulo Mileti me mandou isso logo cedo e quase me derrubou aqui. Olha só.

Em novembro vimos o show do Paul McCartney no Morumbi. Um momento tão apoteótico para 150 mil pessoas, que era até difícil transcrever em palavras sobre o que havia acontecido. Mas o (sempre afiado) Cotta conseguiu… e falou desse fenômeno aqui. Dividiu conosco um belíssimo texto do Arthur Petrillo, contando sobre a experiência, num ponto de vista muito bacana.

E muitos comentaram. Expressaram o que viram e sentiram. Compartilharam sobre a realização do sonho. Mas na minha cabeça, ainda restava uma última pergunta: “- Qual foi a experiência de tudo isso para o próprio Paul McCartney?” E a resposta veio dele mesmo, em um vídeo que foi produzido e postado no site oficial.

Assisti, e me lembrei de um tuite do Zannin, pós-show:
“Se não chorou, não é humano.”

 
 
Thursday, 02 de December de 2010 | 1:46 - Por

Como eu sempre digo… nada como ouvir uma música nova – e boa! – de uma banda que a gente adora. Como de praxe, o Coldplay continua me dando esse tipo de alegria a cada lançamento que faz.

Dessa vez, eles nos trouxeram um belo presente de fim de ano: essa pérola (linda! linda!) chamada Christmas Lights. Clássico Coldplay, com seus pianos de acordes menores e carregados, melodia triste e esperançosa, vocais sinuosos de Chris Martin e produção impecável e explosiva.

São quase 2 da manhã e acabei de comprar a faixa pela iTunes Store. Vai ficar no repeat pra embalar minha madrugada.

Feliz Natal pra você.

: )

 
 
Wednesday, 01 de December de 2010 | 11:33 - Por

E o genial Jamiroquai volta `a cena – 5 anos depois do excelente Dynamite – com seu sétimo album: Rock Dust Light Star. Só ouvi este single (Blue Skies) até agora, e a faixa título. Tudo muito bom, muito promissor. Não dá pra fazer grandes elocubrações à primeira audição, mas me parece que este já é um dos bons discos de Jay Kay e cia. Ouvindo Blue Skies pela terceira vez, já fiquei com ela grudada na cabeça (no bom sentido). É uma música “pra cima”, à la Take That, e mostra que os caras continuam com a mesma pegada de sempre. O que é um alívio.

Ouça você e tire suas próprias conclusões. Assim que ouvir o CD inteiro, comento com mais propriedade. Jay Kay, bem-vindo de volta!

 
 
 
 
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