Archive for November, 2009

 
Tuesday, 10 de November de 2009 | 18:45 - Por

bcsl_big

Depois de ler algumas critícas que apontam que o disco é simplesmente mais do mesmo, só uma formula repetida sem nenhuma grande inovação, eu me pergunto: será que um disco que estreou na sexta posição da Billboard e na primeira semana atigiu 40,285 cópias vendidas (maior marca na carreira da banda para a primeira semana) é uma mera repetição?

Eu particularmente acho que não. Black Clouds é mais gotico, é mais obscuro, é mais humano, é mais emocional, é simplesmente mais do que muitos dos discos anteriores, principalmente do que o penúltimo e estranho Systematic Chaos.

É claro que o disco é recheado de clichês do Dream Theater, os timbres escolhidos são mesmo muito parecidos com os dos dois últimos discos (Octavarium e Systematic Chaos) e têm até musica que remete a temas de discos anteriores. As influências de Rush e Yes são bem mais claras do que em outro discos. Mas qualquer fã de DT não esperaria outra coisa!

Uma das grandes sacadas do disco fica por conta das letras. Todas as composições são de Portnoy e Petrucci, os melhores letristas da banda na minha opinião. Das 6 trilhas do disco, 5 falam sobre experiências vividas por eles, nada de letras ficcionais e distantes, são expêriencias pessoais e emocionais que dão mais sabor e te aproximam do compositor. Em “A Nightmare to Remember†Petrucci conta os traumas de um acidente de automóvel onde ele ainda criança e seus pais quase perderam a vida. A letra de “Wither†fala sobre writer’s block e os medos e receios de Petrucci na hora de compor. A épica e linda “Count of Tuscany†(são quase 20 min de duração) conta uma história macabra e surreal de um encontro com um personagem pitoresco durante uma viagem de Petrucci pela Itália. Em “The Best of Times†Portnoy homenageia seu pai que morreria de cancer ainda durante a produção do disco. “The Shattered Fortressâ€, uma das mais aguardadas por mim, encerra uma série de 5 músicas que falam sobre os 12 passos do programa de reabilitação dos Alcóolicos Anonimos e o problema pessoal de Portnoy com o alcoolismo (essa série merece um post inteiro).

Mas as sacadas não se resumem só as músicas, ao longo da carreira o Dream Theater aprendeu muito bem como cativar seus fãs sempre lançando edições especiais dos discos, DVDs de making of, bootlegs de demos, de shows, etc..

Para o décimo disco da carreira eles capricharam. Além dos formatos convencionais, digital e CD, dessa vez o disco veio também em vinil e não bastasse uma, são duas edições especiais. A edição especial mais “simplesâ€, contém além do disco com as 6 faixas, 1 disco com 6 covers que passam por Rainbow, Queen e Iron Maiden e um terceiro disco com as 6 faixas do disco sem as linhas vocais. Parece besta né? Quem vai querer ouvir as musicas sem vocal? Acredite, pra quem é fã de DT é incrível poder ouvir só o intrumental e notar todos os detalhes e nuances das músicas. Agora a “master-mega-fucking-plus edition†é a Deluxe Collector´s Edition Box Set com tudo que as outras edições têm e mais um monte, eu nem vou tentar explicar o que vêm por que é bastante, assitam o Portnoy himself explicando no videozinho abaixo.

Eu não consigo achar que o disco é só um “mais do mesmoâ€. Pra mim a melhor definição do disco é só uma: Masterpiece! É isso mesmo, o ultimo disco do DT é uma obra-prima e não acho nenhum exagero afirmar isso. Mas vá lá nos torrents da vida, baixe, ouça e tire suas próprias conclusões.

 
 
Monday, 09 de November de 2009 | 23:09 - Por

Break Up_Pete YornEu sou um cara de pau. Verdade.
Mas sou um cara de pau que é doido pela Scarlett.
OK. Quem não é? Mas eu sou faz tempo. Doido e cara de pau.
Uso fotos dela como marcação em todos os meus layouts.
E uma condição em qualquer relacionamento que eu possa ter, é manter a Scarlett como um super trunfo. Naquele esquema: se cruzar com ela, e ela topar, o relacionamento vai instantaneamente pras cucuias.

No meu antigo blog, falei certa vez sobre riscos.
Costumo dizer que tenho plena consciência de que, se um dia estiver andando pela rua em NY (que é plenamente possível), corro o risco de esbarrar com a Scarlett Johansson (que também é possível, certo?). Ela corre o risco de me ver (possível). E de se apaixonar por mim (menos possível, mas ainda possível).

E naquela ocasião, escutando Virginia Avenue do Tom Waits, pensei que se isso acontecesse, eu correria o risco de nem perceber.

Certo. Mas esse post não é sobre a minha falta se atenção ou noção.

O lance é que a queridona finalmente acertou a mão.
Depois do enorme flop com o primeiro disco, Anywhere I Lay My Head, com versões do supracitado Tom Waits, a boca mais desejavelmente carnuda do showbizz se emparceira com Pete Yorn, responsável pela trilha de Eu, eu mesmo e Irene, e lançam um disco bacana e consistente.

O que parecia ser uma péssima cantora no primeiro trabalho, revelou-se como apenas uma má escolha de timbres e repertório.

Break up tem um clima intimista, mas alegre e soa um tanto californiano.
Californiano apenas pela modernidade, porque sem alguns elementos ele poderia ser apreciado logo após algum disco de Serge Gainsburg regado a vinho rosé gelado, na Capri dos anos 60.

O disco é estranhamente animado para um disco fossa (realmente espero que você saiba o que break up significa). Bizarro é imaginar que Pete usa o ombro de Scarlett pra lamentar, já que ela é casada e nesse mundo dos famosos ninguém trai ninguém.

Em Break Up o duo divide bem as atenções e resgistram um dos melhores discos para se ouvir-de-bermuda-vendo-sua-amiga-doidinha-e-meio-bebada- dançar-e-cantar-segurando-o-celular-imitando-um-microfone.

Abaixo você vê e o vídeo de Relator, primeiro single, e comprova: ainda bem que ela canta direitinho, porque se dependesse da beleza ela tava ferrada. :-)

 
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