Escrevi isso há quase dois meses, quando a euforia BeatlemanÃaca reconquistou o mundo graças ao lançamento do Rock Band e, claro, da discografia completa remasterizada. Já faz um tempinho, mas eu não podia deixar de compartilhar.
Quatro anos de trabalho meticuloso, de ourives, de lapidação do som dos discos da banda mais importante da história do rock não podiam – mesmo – ter sido em vão. Hoje, ouvi “Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band†remasterizado e posso dizer que foi uma experiência (aca)chapante.
Do “Please Please Me†ao “Let It Beâ€, todos estão lá, fechados no plastiquinho, saÃdos do forno, exibindo-se em meio aos outros CDs novos que de repente ficaram ofuscados no resto da loja. Todos com o selinho estampado “Remasterizado pela primeira vezâ€, numa mensagem que – mercadologia a parte – mostra o orgulho dos próprios responsáveis por esse projeto de ver seus produtos finalmente nas ruas.
E colocar um trabalho desse nas ruas significa mexer com a cabeça de milhões de fãs ao redor do planeta, significa tocar o que então era intocável, significa mexer numa obra sagrada e defendida a unhas e dentes por puristas de todos os gêneros, significa revirar o baú da história moderna num movimento arriscado de modernizar – e descaracterizar – o atemporal.
Mas os caras não são bobos. E fizeram um trabalho excepcional, de respeito. Respeito ao consumidor e – principalmente – à própria obra em que estavam remexendo.
Diferente do que muitas vezes acontece com outros álbuns que ganham remasterização, os discos dos Beatles não foram “comprimidos†ou simplesmente “aumentados de volume†artificialmente. Não. O que aconteceu aqui foi uma verdadeira restauração – como acontece em obras de arte – para que se recuperasse a total fidelidade do que havia sido gravado originalmente.
Nem vou me dar ao trabalho de falar das musicas, pois essas você conhece do avesso, de trás para a frente, de ouvidos fechados. E elas são a razão de todo esse engajamento. Foram 4 anos de minúcia em um estúdio para revitalizar e garantir que as musicas que o mundo ouve há mais de 40 anos permaneçam por mais 40. E mais 40. E mais 40.
E, a partir de agora, com um som tão glorioso quanto seu legado.
Quando a esquisitinha russa Regina Spektor começou a ficar famosa aqui no Brasil por conta de sua música “Fidelity” na trilha de uma novela das 8, eu comecei a achar que devia prestar mais atenção nela.
Não que eu adore a “Fidelity”. Não acho nada de especial, na verdade. Mas foi por causa dela que eu identifiquei muitas caracterÃsticas “FionaApplenescas” no som da menina russa. E aà não teve como não ir atrás da discografia e vasculhar o lado denso dessa moça, muito bem escondido atrás da popice doce de seu single radio-friendly.
E foi nesse mergulho que eu caà de cabeça no seu mais recente disco, o Far. Baixei pra conhecer, comecei a ouvir e fui tomado por uma sequência de canções pop tão, mas tão, mas tão bem feitas e às vezes tão impressionantes que tive a sensação de levar um tapa na cara a cada faixa que terminava.
As que você não pode deixar de conhecer são: Laughing With (uma das letras mais espertas de 2009), Eet, Folding Chair, Machine (ultra-experimental e moderna), Human Of The Year, Time Is All Around e Two Birds.
Mas as sacadas não se resumem só as músicas, ao longo da carreira o Dream Theater aprendeu muito bem como cativar seus fãs sempre lançando edições especiais dos discos, DVDs de making of, bootlegs de demos, de shows, etc..
Em Break Up o duo divide bem as atenções e resgistram um dos melhores discos para se ouvir-de-bermuda-vendo-sua-amiga-doidinha-e-meio-bebada- dançar-e-cantar-segurando-o-celular-imitando-um-microfone.
Abaixo você vê e o vÃdeo de Relator, primeiro single, e comprova: ainda bem que ela canta direitinho, porque se dependesse da beleza ela tava ferrada.
Rodrigo Zannin
Escuta discos inteiros e na ordem, mesmo sem tempo pra ouvir tudo o que quer. Nerd que canta, escreve, aprende a tocar guitarra e faz belos 'leiautes'.
Eu confesso que não sou um fã ardoroso do Panic At The Disco. Gosto muito de algumas faixas dos dois primeiros discos, mas ouvir um álbum inteiro g... Continue lendo
Wake Up! John Legend and The Roots
Já estava pra falar desse disco aqui há algum tempo. Na real, estava pra postar qualquer coisa há algum tempo. Ando meio que trabalhando demais e a... Continue lendo