Wednesday, 16 de May de 2012 | 15:37 - Por

Quando o vocalista Jon Anderson e o guitarrista Steve Howe terminaram de escrever juntos aquilo que seria a primeira música do próximo disco do Yes, mal sabiam eles que tinham acabado de escrever, na verdade, seu capítulo cativo na história do rock.

Roundabout é um divisor de águas na trajetória do Yes. A música abre “Fragileâ€, disco de 71 que virou ícone da musicalidade da formação clássica desta banda estupenda. Famosa por seu instrumental coeso e agressivo, Roundabout ganhou uma versão acústica.

Impecavelmente tocada, Roundabout esbanja um novo fôlego mesmo quatro décadas após ter sido composta. Não que ela precisasse, mas é um prazer enorme ver que uma música tão clássica, tão intrínseca ao nosso subconsciente e tão sólida ainda tenha o poder de se reinventar, para ficar com a gente mais algumas centenas de décadas pela frente.

 
 
Friday, 11 de May de 2012 | 14:51 - Por


Ainda deve-se falar muito do vindouro disco novo do John Mayer.
De fato, são muitos os motivos para ficar curioso com o novo trabalho.

- John Mayer estava parado desde 2009 quando lançou seu último disco de estúdio, Battle Studies.

- Em paralelo JM sofreu com nódulos e suspeita de cancer na garganta.

- Continuando a lista de motivos, temos também a sua conclusiva superação da famosa relação com Jennifer Aniston – que ao meu ver é mais mote pras músicas de Battle Studies do que qualquer outra coisa.

- E ainda, temos o desaforo que é o visual do novo álbum, como você vê na capa ao lado.

Ansiedade por discos novos de grandes idolos sempre vai acontecer. Ainda mais se este tem tradição de surpreender com os lançamentos, como já vimos por aqui.

O motivo desse post é mais ou menos esse. Dividir a ansiedade e te motivar a aguardar esse disco, que a julgar pelo lyric-video lançado hoje, garantirá com facilidade uma posição no TOP 10 discos de roadsongs.

Confira Queen of California e Shadow Days (primeiro single)

 
 
Thursday, 10 de May de 2012 | 12:18 - Por

A indústria fonográfica está bem espertinha quanto a cutucar a ferida – e a conta bancária – de fãs incorrigíveis (como eu).

Eu já tenho todos os discos do Blur. Te pergunto: eu precisaria desse box, com os discos remasterizados? Te respondo: teoricamente, não, já que são álbuns gravados entre 91-2003, o som deles já é suficientemente bom, não sei o que uma remasterização traria de ganhos perceptíveis.

Mas, porra… é claro que eu quero. Puta box lindo!!!

Sem contar os milhões de minutos de faixas bônus, DVDs com shows e o livro bonitão de capa dura. É uma compilação mais do que justa e digna para honrar a obra desta banda que é, para mim, uma das maiores forças criativas dos anos 90. Um espetáculo de banda!

Santo Deus Misericordioso, me dê forças (e saldo) para sobreviver a esta tentação.

Blur, seu lindo. Obrigado por deixar os anos 90 muito, mas muito mais interessantes.

 
 
Wednesday, 09 de May de 2012 | 10:46 - Por

Vi ali no Facebook o Ian Black falando deles.
Fui procurar, e o post bateu na minha cabeça.
Sem digerir muito, sem ouvir tudo e sem pensar, tive que trazer isso pra cá.
Precisava de algo de peso pra quebrar o jejum de música que o trabalho tem me privado de aproveitar.

Alabama Shakes é de verdade.
Brittany Howard é de verdade. E a anti-heroina do dia.
Toca, canta e compõe, e é talvez a principal responsável por essa fantástica mistura de soul, Janis, country, southern, Otis Redding, rock, James Brown e sei lá mais o que.

A banda é de 2009, do Alabama mesmo, e começa a aparecer nos programas de TV e capas de revista. Não vejo a hora de chegar em casa pra ouvir o disco inteiro e dedicar um tempo aos shakes.
O disco “Boys and Girls” é da gravadora/selo Rough Trade (UK) e nos EUA a turminha do Jack WhiteThird Man Records – já tá de olho para gravar alguns singles pra eles. Foda.

E blog – não vamos esperar tanto tempo pra nos encontrarmos né. Você é legal. (isso sou eu falando com o meu blog, caso você não tenha entendido).

 
 
Wednesday, 21 de March de 2012 | 12:33 - Por

E o grande amigo Fabio Barbanti volta com mais uma dica imperdível. Fabão, é com você:

The Shins vai mudar a sua vida. Pelo menos foi o que Natalie Portman nos prometeu no filme Garden State (que no Brasil recebeu a horrorosa tradução Hora de Voltar), meu primeiro contato com essa banda americana que durante anos representou o que a música independente tinha de melhor para oferecer. E se o som escutado não era necessariamente o tipo de música que altera radicalmente a vida de uma pessoa, existia algo de diferente, de original em suas melodias que sugeriam uma honestidade difícil de se encontrar na indústria fonográfica atual. Mesmo assim, o grupo lutava para romper a espessa barreira que divide o indie do pop.

Somente em 2007, com Wincing the Night Away, The Shins começou a demonstrar que tinha a habilidade de elaborar músicas capazes de capturar a atenção de um mercado mais abrangente. Cinco anos depois, eles chegam com Port of Morrow, o trabalho mais pop da relativamente pequena discografia da banda. Se isso vai ser o suficiente para fazer com que o grupo receba o reconhecimento que merece, só o futuro vai dizer. Mas fica claro logo na música de abertura, The Rifle’s Spiral, que estamos diante de um The Shins diferente.

Repleta de inserções eletrônicas, guitarras dissonantes e vozes distorcidas, nem parece que estamos diante de uma canção da mesma banda que embalou o mercado independente americano durante a década passada. Esse é um grupo novo (literalmente, pois alguns integrantes foram subsituídos). Um grupo determinado a sair das sombras que sobrevoaram sua carreira até então.

E para alcançar seu objetivo, The Shins não poupa esforços. Eles investem em baladas emotivas como It’s Only Life, palminhas contagiantes em No Way Down e refrões de fácil absorção, como Bait and Switch e o ótimo Simple Song.

Esta última é uma canção apoteótica, que cresce gradativamente até atingir seu refrão viciante e que poderia facilmente figurar no playlist de qualquer rádio popular do mundo. Existe até mesmo espaço para uma surpresa na excelente faixa título, uma canção deliciosamente inesperada que está entre as minhas favoritas do álbum.

Concordo que Natalie Portman exagerou um pouco quando fez sua promessa. Mas se The Shins não tem a capacidade de mudar a vida de ninguém, ele pode, pelo menos, transformá-la em algo mais suportável.

Fiquem com Simple Song, primeiro single de Port of Morrow.”

 
 
Friday, 27 de January de 2012 | 14:51 - Por

Na correria do dia-a-dia, a gente tende a só colocar o fone no ouvido, trabalhar e deixar a música lá, tocando goela abaixo.

Se você tiver a oportunidade, pare um momento para degustar uma música.

Assim como a gente saboreia um bom prato, é possível também sentir um sabor novo ao ouvir uma música com o objetivo de distinguir cada gosto, cada nuance, cada nota que ela tem pra nos oferecer.

Pegue uma música que você gosta e faça um teste. Veja como é legal ficar com água na boca só de ouvir um som.

Aumente o volume. Brinque com a equalização. Tempere com graves e agudos, adicionando ou diminuindo a gosto até chegar no ponto certo para os seus ouvidos.

Tente identificar cada instrumento como se fosse um ingrediente da receita. Experimente saborear só o baixo, só o violão, só a guitarra… e assim por diante. É legal ver que uma linha de baixo, ouvida isoladamente, às vezes parece não ter nada a ver com o resto da música, mas quando tudo se junta ela faz todo o sentido.

Separei algumas músicas para você degustar quando tiver um tempo, mas nem precisaria ter feito isso. O mais gostoso é ouvir o que se gosta e experimentando o prazer que se é de ouvir saboreando

Ah, e quando você estiver degustando um som em casa, vale lembrar que música boa harmoniza com boas cervejas, bons vinhos e bons amigos.

 

: )

 

Som nas caixas e bom apetite.

(Imagem do post: E-tude 6 by People Too)

 
 
Wednesday, 23 de November de 2011 | 11:50 - Por

Os gordinhos simpáticos e de voz fininha do Magic Numbers demoraram 4 anos para lançar seu terceiro álbum. Apareceram na mídia em 2005 com o hit Forever Lost, e no ano seguinte já tinham feito seu segundo álbum, o ótimo (mas levemente cansativo) Those The Brokes.

 

Quatro anos depois, em 2010, eles voltaram à ativa com The Runaway, um disco que foi lançado com nenhum ou pouco alarde. Quem não é fanático pela banda – meu caso – nem sequer ouviu falar do lançamento do CD. Confesso também que não fui muito atrás deles depois do segundo disco.

 

Mas agora, tendo ouvido a primeira faixa do terceiro disco pela primeira vez, vi que deveria ter ido.

 

PQP, que pérola essa The Pulse.

E que coragem de abrir o disco com ela.  É, para dizer o mínimo, soturna. Tem uma melodia sinuosa e toda sustentada por uma melancolia estrurada em grandiosos acordes menores. Há até um violoncelo que faz contraponto com a melodia principal em quase toda a música.

 

As notas que as vozes não alcançam são executadas por inteligentes cordas ao longo de toda a canção – e isso que é legal aqui: as cordas não são apenas um tapete sonoro da música, mas são tão protagonistas dela quanto a voz principal ou o piano. E isso fez toda a diferença aqui.

 

Além disso, a estrutra da música ajuda muito. Toda ela é harmonizada com uma tensão que prepara você para um ápice explosivo e melodicamente brilhante depois do segundo refrão.

 

Traduzindo essa lenga-lenga toda que eu escrevi em bom português: The Pulse é uma música linda de doer.

 

Se joga aí:

 

 
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Wednesday, 09 de November de 2011 | 11:42 - Por

Uma pena que a gente acabe conhecendo algumas coisas tão legais depois delas já exisitirem há tanto tempo. Descobri agora essa deliciosa The Bees, uma banda inglesa (da Ilha de Wight) que já tem 4 discos e alguns singles de relativo sucesso em sua terra natal.

Seu ultimo album, Every Step’s a Yes, foi lançado no Reino Unido no ano passado e só agora chega ao mercado Americano e, quem sabe, mundial. Eles fazem um pop super light e recheado de referências sessetistas e setentistas, e mesmo assim conseguem temperar seu som com um verniz super moderno. Ah, e eles já até fizeram uma cover de “A Minha Meninaâ€, dos Mutantes.

Ou seja, boa referência eles têm.

Bem legal ter descoberto esses caras. O primeiro single do ultimo album está aqui. Agora eu vou atrás de todos os discos para conhecer melhor esta banda que já promete ser uma das mais tocadas daqui pra frente no meu iPod.

É música pra você se sentir leve e confortável, música amigável e sem rodeios. Refrões fáceis de ouvir feitos pra você cantar junto e se permitir esquecer um pouco da vida, de vez em quando.

Divirta-se.

 
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Friday, 28 de October de 2011 | 15:47 - Por

Tesouro perdido nos anos 90. Bom fim-de-semana.

 
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Friday, 14 de October de 2011 | 10:16 - Por


Em poucos dias, chega às prateleiras do mundo inteiro o quinto album de estúdio do Coldplay. Mylo Xyloto (eles estão se especializando em discos com nomes bizarros) está previsto para ser lançado dia 24 de outubro, e certamente chegará nos ouvidos mais ansiosos antes disso, via torrents e outras formas de obtenção ilegal de conteúdo.

Algumas músicas novas já fazem parte da turnê autal da banda, e foram mostradas aqui no Brasil há poucos dias, no Rock In Rio. A julgar pela receptividade do público, as canções novas agradaram. Vamos ver se a história se repete na hora de dar o play.

Como acontece com todo e qualquer lançamento do Coldplay, eu fico ansioso quando a data se aproxima. Sou fã (#prontofalei) e acompanho mesmo. Vamos ver se as novas aventuras malucas de Chris Martin e Cia. atendem as expectativas.

Enquanto o disco não chega na loja ou nos sites de download, vamos aperitivando um pouco:

PARADISE

MOVING TO MARS

MAJOR MINUS

EVERY TEARDROP IS A WATERFALL

VINHETA

 
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